sexta-feira, 26 de abril de 2013

Nova demonstração de "democracia" dos Estados Unidos: "EUA negam entrada de filha de Raúl Castro na Filadélfia"

Imaginem se Cuba estivesse negando a entrada de um estadunidense. Com certeza teríamos reportagens especiais na mídia burguesa e não faltaria afirmações acerca da "ditadura" cubana.
A reportagem é do Terra, portanto precisa ser lida com cuidado.

EUA negam entrada de filha de Raúl Castro na Filadélfia

A filha do presidente cubano Raúl Castro teve negada pelo Departamento de Estado americano a permissão para ir até a cidade de Philadelphia, na Pensilvânia, para participar de uma conferência e receber um prêmio por seu ativismo pelo direito dos homossexuais, segundo informações da agência AP.

Mariela Castro era esperada para uma conferência na próxima semana sobre direitos civis de comunidades lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, patrocinada pelo Fórum da Igualdade, de acordo com Malcolm Lazin, representante jurídico do organizador. Ao final do evento, a cubana receberia um prêmio após um jantar.

“Nós achamos chocante que nosso Departamento de Estado negaria o direito de liberdade de expressão, particularmente em um encontro internacional sobre direitos civis, para qualquer pessoa, muito menos para a filha do presidente cubano”, disse Lazin. Porta-voz do órgão do governo americano, Noel Clay afirmou que não faria comentários sobre o caso porque os registros de vistos são confidenciais.

Mariela Castro, sobrinha de Fidel, é diretora do Centro Nacional para Educação Sexual de Cuba. Proeminente ativista no país, Mariela instituiu campanhas de conscientização e treinamento policial especificamente para lidar com a comunidade LGBT e age para legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Guillermo Suarez, porta-voz da missão cubana nas Nações Unidas, confirmou que a filha de Raúl Castro estava em Nova York nessa quinta-feira participando de uma reunião da ONU, mas não comentou sobre a recusa do Departamento de Estado americano em negar a viagem de Mariela até a Filadélfia.

O Departamento de Estado proíbe diplomatas cubanos de viajar a mais de 40 quilômetros da região central de Manhattan.

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