Mostrando postagens com marcador Bloqueio Midiático a Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bloqueio Midiático a Cuba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Jornalista pode ser preso por denunciar sanções contra Cuba

Câmera da TV na Praça da Revolução, em Havana | Foto: Cubadebate

Por Sturt Silva 

O coordenador do portal Cubainformación, José Manzaneda, e associação Euskadi-Cuba de solidariedade com Cuba, do País Basco, proprietária do site até 2020, serão julgados na Espanha, por um texto jornalístico. 

Cubainformación é um meio de comunicação com sede em Bilbau e especializado em temas sobre a realidade cubana. Condena as sanções dos EUA contra o país socialista e é solidário à Revolução Cubana. 

A publicação que virou alvo de ação judicial é "Criar uma crise sanitária em Cuba: o objetivo da guerra contra sua cooperação médica", que pode ser lido aqui (procure a versão em português). 

No blog Solidários a Cuba já traduzimos vários artigos e alguns vídeos de Cubainformación.

Assista o vídeo abaixo sobre o caso:

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Cuba: fraude eleitoral ou democracia radical?

Cubano exercendo seu direito de voto em 2023 | Foto: ACN

Por José Manzaneda

Cuba sofre de uma grave crise econômica e sua principal causa são as sanções e a perseguição política por parte do governo dos EUA, de todas as receitas e investimentos na Ilha. E, como é óbvio, o desabastecimento gera descontentamento social (1).

Em alguns lugares do país houve pequenos protestos pedindo às autoridades, por exemplo, o fim dos apagões de energia elétrica (2). Enquanto isso, o governo que causa tudo isso, o dos Estados Unidos, paga milhões de dólares a vários atores políticos e de mídia, com o objetivo de converter esses incidentes em uma explosão social com orientação política. Até o momento, não conseguiu nem a esperada resposta repressiva, essencial para a escalada do conflito. Em qualquer outro país o cenário social seria de violência e caos, sem dúvida. 

No entanto, em Cuba ainda há grandes mobilizações de apoio à Revolução com milhões de pessoas na ruas, como as recentes, pelo Primeiro de Maio (3). E a grande maioria da população participou nos últimos seis meses de três processos eleitorais realizados em momentos de grave crise (4).

Que a participação tem sido menor que anos anteriores? Óbvio. Alguém pode pensar que com tamanha guerra econômica e com a brutal guerra comunicativa na mídia e nas redes sociais, destinadas a fazer com que a opinião pública cubana culpe seu governo pela situação, índices acima de 90% podem ser mantidos, como há uma década? Isso é impossível. 

Mas o que é surpreendente e, portanto, o que deveria ser notável e objeto de curiosidade jornalística, é que, mesmo em tais circunstâncias, 76% da população foi às urnas nas últimas eleições gerais (5). Um índice de participação muito alto em uma comparação internacional (6).

Assista:

Mas não. A imprensa corporativa prefere explicar isto dizendo que a democracia cubana é uma "farsa" (7) (8) (9). Uma farsa endossada, aparentemente, pela maioria do povo. 

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Mais de mil delegados participaram da Convenção de Solidariedade com Cuba no Pará

26ª Convenção Brasileira de Solidariedade com Cuba | Fotos: MOCAP

Por Sturt Silva 

Aconteceu entre os dias 8 e 10 de Junho, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Bélem, capital do Pará, a 26ª Convenção Brasileira de Solidariedade com Cuba. 

Organizada pela Movimento Cabano em apoio as lutas pela autodeterminação dos povos (MOCAP) e Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, a convenção teve apoio de vários movimentos sociais, sindicais, partidos políticos, parlamentares, associações, UFPA e Prefeitura de Belém. 

O encontro proporcionou o intercâmbio de informações e conhecimentos, assim como construções de parcerias entre Cuba e Brasil, e o surgimento de ações solidárias e negócios bilaterais no intuito de fortalecer a Revolução Cubana e a soberania dos povos cubano e brasileiro. 

Durante três dias de evento houve uma série de palestras, mesas de debate, lançamentos de livros e filmes, exposições artísticas e grupos de trabalho sobre diversos temas acerca da situação de Cuba, como: socialismo, saúde, biotecnologia, educação, formação política, turismo, solidariedade, juventude e bloqueios econômicos e midiáticos.  

Na quinta-feira (08/06) tivemos a abertura da convenção, no período da manhã, com a exibição do documentário "A gota de água", película cubana que denuncia o impacto do bloqueio dos EUA na saúde das crianças cubanas.
A tarde houve as falas de boas-vindas dos organizadores e principais movimentos apoiadores. Logo em seguida ocorreu a abertura oficial, que contou com a participação de autoridades brasileiras e cubanas, com destaque para Fernando Gonzalez, deputado e herói cubano, Adolfo Curbelo Castellano, Embaixador de Cuba no Brasil e Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém. O primeiro dia do evento foi encerrado com uma mesa em homenagem a Fidel Castro, ex-presidente de Cuba (1976-2006) e líder da Revolução Cubana de 1950, e José Martí, herói da independência de Cuba. 

terça-feira, 19 de julho de 2022

Resultado da campanha de vacinação cubana contra Covid censurado no Twitter?

Postagem sobre campanha de vacinação cubana no Twitter | Foto: Solidários a Cuba

Por Sturt Silva 

Matéria do blog Solidários a Cuba sobre resultado da campanha de vacinação infantil contra Covid-19 em Cuba foi restrita no twitter e taxada como enganosa (ver foto acima). Na verdade trata-se de censura, já que a postagem que dizia "nenhuma criança cubana morreu de Covid-19 após campanha de vacinação, aponta estudo" não pode ser curtida, comentada ou retuitada.

Se clicarem no link ainda encontrarão a postagem no ar, mas com interação zero. O mais grave é que ao taxar a postagem como "enganosa" o twitter entendeu que o conteúdo é contra vacinas. Um absurdo. 
Poucos meios de comunicação divulgaram os resultados da campanha de vacinação infantil e a eficácia das vacinas cubanas. Fizemos outra postagem, com o mesmo conteúdo, e trocamos a ordem das palavras e acrescentamos novas. Até o momento está com status normal. 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Direito de todo país soberano: Cuba condena e prende criminosos

Julgamento cubano na mídia internacional é pura hipocrisia | Foto: site bisexto 

Por Marcia Choueri

Entre os dias 30 e 31 de maio deste ano, foram julgados pelo Tribunal Municipal Popular de Centro Habana, em Cuba, os acusados Luis Manuel Otero Alcántara, Maikel Castillo Pérez, Félix Roque Delgado e as acusadas Juslid Justiz Lazo e Reina Sierra Duvergel.

O primeiro e o terceiro foram condenados a cinco anos de privação de liberdade; o segundo, a nove anos; as duas últimas, a 3 anos, mas vão cumpri-los em liberdade.

As acusações são de atentado, desacato, resistência ante a autoridade, desordem pública, difamação das instituições e organizações dos heróis e mártires, e ultraje aos símbolos da pátria.

Para quem não se lembra – e é fácil ter esquecido, por sua absoluta falta de importância – eles são membros do chamado Movimento San Isidro, nome que adotaram porque residem nas cercanias dessa rua de Centro Havana. Mas eles não foram julgados pela má qualidade artística de suas obras e músicas, já que isso é questão de gosto pessoal, e muito menos pelo que pensam ou expressam politicamente. Não são presos de consciência, nem presos políticos, como a grande mídia internacional, inclusive a brasileira, quer nos convencer.

Um dos atos de que eles foram acusados – quando praticaram atentado, desacato, resistência e desordem –, falando em bom brasileiro, foi o seguinte: eles armaram pro policial. Fizeram uma cena em Centro Habana, provocando a polícia, para poder fazer vídeos e divulgá-los pelas redes sociais.

Isso aconteceu em 4 de abril de 2021. Naquele momento, aqui em Cuba era obrigatório o uso de máscaras em locais públicos. Juslid passou com o rosto desprotegido bem do ladinho de uma viatura. Quando o policial, sem nem descer do carro, alertou-a para que pusesse a máscara, o Maikel Castillo foi em direção a ele e começou a gritar, para formar confusão. Até tentou entrar na viatura, mas não conseguiu.

O policial saiu do carro e lhe pediu os documentos, que ele se recusou a entregar, dizendo que não tinha, e gritando mais ainda, para aumentar o show. O policial tentou contê-lo e levá-lo para viatura, e foi quando os outros entraram em cena. Rasgaram a farda dos dois policiais – porque aí também já estava o parceiro, afinal eles andam em duplas é para isso mesmo -, bateram nos agentes, tentaram roubar a arma, enfim, um espetáculo para as mídias. Tudo isso está registrado nos próprios vídeos que eles gravaram, ninguém inventou nada.

Os crimes de difamação das instituições e organizações, e dos heróis e mártires de Cuba, eles praticaram de forma reiterada, por suas redes sociais.

E, no caso do Otero Alcántara, ele praticou o crime de ultraje aos símbolos pátrios várias vezes. Ele diz que é arte, mas o que fez foi divulgar fotos usando a bandeira cubana como toalha, inclusive sentado no vaso sanitário. Fez isso entre 15 de agosto e 5 de setembro de 2019 (foto abaixo). 

O que eu descrevi são fatos comprovados com imagens publicadas pelos próprios acusados, então, ninguém pode dizer que estou falseando. Eles foram julgados por um tribunal legítimo, sem pressa – veja as datas dos fatos – e receberam as penas previstas no Código Penal em vigor. Como é óbvio, eles estavam conscientes do peso de seus atos e das consequências, porque a lei é pública.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Cuba: não há moradores de rua, só povo nas ruas!

Folha de São Paulo deveria se surpreender com resiliência de Cuba, afirma Cônsul cubano | Foto: Cuba Debate

Por Pedro Monzón na Folha de São Paulo 

Em 25 de abril foi publicada na Folha uma reportagem superficial sobre Cuba que, espero, seja apenas resultado de ignorância. Não é estranho, desde o triunfo da Revolução em 1959, que Cuba seja alvo de uma chuva de fake news. A intenção é promover uma imagem virtual negativa do país. O grande pecado que Cuba cometeu foi conquistar, pela primeira vez, a verdadeira independência e começar a edificar um país beneficiado por mudanças muito profundas. Por isso se converteu em um péssimo exemplo.

Daí a perseguição implacável por mais de 60 anos, com frequentes agressões e um cruel bloqueio econômico, comercial e financeiro, que ocasionaram perdas superiores a US$ 1 trilhão, justificados com muitos argumentos falsos. As votações da imensa maioria dos membros da ONU contra o bloqueio por 29 anos consecutivos não provocaram nenhuma mudança nessa política dos EUA.

É impossível qualificar Cuba sem considerar o que representou para os cubanos os danos causados pela agressividade da maior potência do planeta. Porém, apesar desses grandes obstáculos, Cuba exibe conquistas que a distinguem mundialmente. A educação é gratuita, razão pela qual toda a população tem alto nível educacional; o sistema público de saúde têm alto nível profissional, abrange todos os cantos do país e permitiu que Cuba ajudasse muitos países do mundo com centenas de milhares de médicos; graças ao desenvolvimento da ciência, o país imunizou contra a Covid, com vacinas próprias, mais de 97% da população, incluindo todas as crianças; uma política de segurança social beneficiou toda população; ninguém passa fome nem morre de fome; não existem moradores de rua.

O Unicef considera que Cuba demonstra alto nível de proteção e desenvolvimento às crianças e aos adolescentes; o tráfico e o consumo de drogas não representam problemas; desapareceu estrutural e legalmente a discriminação por raça ou gênero. O indicador de expectativa de vida está entre os mais elevados do mundo, e o de mortalidade infantil, entre os mais baixos. Cuba é considerado um país com IDH alto e cumpriu grande parte dos Objetivos do Milênio, segundo o Conselho de Direitos Humanos.

Cuba é um dos países mais seguros do mundo, e a delinquência é mínima. A estabilidade política e social é outro atributo do país. Em 60 anos, destacam-se apenas duas manifestações de descontentamento, muito manipuladas internacionalmente, uma em 1994 e outra (27 anos depois!) em 2021, provocadas no marco de situações internacionais complexas e em momentos nos quais o bloqueio foi reforçado.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Nenhum cubano morre de fome, afirma diplomata

Mercado em Cuba | Foto: José Manuel Correa/Granma 

Por Pedro Monzon na Folha de São Paulo 

A resposta à pergunta do título deste artigo [1], que deveria ser óbvia, tem caráter relativo. Refiro-me às diferenças que meios de comunicação fundamentais e certas redes sociais estabelecem entre as "realidades" virtuais e as objetivas. De acordo com o comportamento de boa parte desses meios de comunicação, Cuba, às vezes, existe; já outras, não.

Tudo depende da filiação da fonte. Para a mídia que segue os roteiros normalmente gerados nos EUA, um país que faz uso de uma infinidade de recursos para tentar justificar o bloqueio comercial, econômico e financeiro exercido contra nosso país por mais de 60 anos, Cuba só existe na medida em que é um exemplo de tudo o que é ruim, de ausência de democracia e de direitos humanos.

Devido à oposição pela imensa maioria do planeta a semelhante ataque contra Cuba, os EUA consideram imprescindíveis esses falsos argumentos na tentativa de reverter tal rechaço.

Por essa razão, chovem fake news, construídas sem nenhum pudor, que se repetem ao infinito e acusam Cuba de reprimir o povo e limitar seu direito à livre expressão. Sobre essas falsas bases, chegou-se a proferir ameaças de invasão e medidas asfixiantes que são cada vez mais impostas, incrementando as aplicadas durante o mandato do ex-presidente Donald Trump para aprofundar o bloqueio. Entretanto ataques do tipo estão completamente ausentes quando se trata de governos aliados, onde certamente estão sendo cometidas múltiplas injustiças. A parcialidade é deliberada.

Para projetar essa imagem sombria, Cuba, aí sim, existe. O mesmo não acontece, contudo, quando o objetivo é refletir êxitos reconhecidos em muitos campos. Nesses casos, Cuba não existe.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Revolução socialista cubana resiste aos bilhões dos EUA

Cubana participa de manifestação com quadro de Fidel Castro | Foto: Lysi Suarez

Por Sturt Silva 

Em entrevista exclusiva ao blog Solidários a Cuba, o Cônsul Geral de Cuba no Brasil, Pedro Monzón, aborda quais armas o povo e o governo revolucionário de Cuba têm para se defender dos ataques dos EUA, que no caso desta entrevista foram abordados os midiáticos. 

Confira:

É na internet e nas plataformas digitais que cada vez mais as pessoas se informam e se comunicam. Também é neste campo que os EUA e as Direitas agem contra Cuba revolucionária. Quais planos o governo e os revolucionários cubanos têm para enfrentar essa batalha cultural e ideológica?

Resposta: Para enfrentar essa batalha cultural e ideológica temos muitos recursos, que outro país não tem. Os mais importantes são:

  • Um povo e, particularmente, uma juventude com alto nível educacional, cultural e político.
  • Os meios de comunicação nacional por TV e imprensa são do Estado Cubano e não permitem a difusão de noticias falsas ou manipuladoras.
  • As escolas são do Estado cubano e oferecem uma educação integral e patriótica.
  • Existem múltiplas organizações políticas e de massas nas quais estão inclusos quase todo o povo e respaldam à Revolução. 
  • O governo tem uma ampla comunicação com o povo. Não há separação entre o governo e o povo. A revolução é o povo, por isso resistimos.
  • No terreno das redes sociais avançamos muito. Numerosas publicações revolucionárias cubanas já estão nas redes e se multiplicaram os youtubers cubanos revolucionários, tanto em Cuba como em outros países.
  • O povo está informado e alertado sobre a enxurrada de fakes news grosseiras sobre Cuba que são publicadas nas redes.
  • Cada vez com mais rapidez nossos órgãos de comunicação e organizações desmentem publicamente as fakes news, que abundam.
  • Existe uma resolução cubana que condena a publicação em Cuba de fake news por qualquer cidadão. As noticias falsas, entram ao país principalmente através do estrangeiro pelas redes.
  • E o mais importante a maioria do povo de Cuba apoia à Revolução devido ao que implica no terreno da justiça social e por sua ideologia política. 
  • De todas as maneiras há que estar alertas porque a ofensiva é imensa e continua.
Leia também outras partes dessa entrevista:
Cinco anos depois do golpe contra Dilma: como está a relação entre Cuba e Brasil?

2. Uma vez li em uma entrevista que o dinheiro que o governo dos EUA destina em relação a Cuba no campo midiático é maior que todo orçamento em Cuba para o setor de Comunicação. Isso é verdade? Pode falar um pouco sobre isso?

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Revolta popular em Cuba: só em versões delirantes das redes sociais ou na imprensa cheia de ódio

Policial cubano segura pedras usadas por um grupo durante a manifestação | Foto: Folha de São Paulo 

Por Breno Altman na Folha de São Paulo 

No último domingo, 11 de julho, assistimos a outro episódio da mais longa e complexa guerra da história americana, movida desde 1959 pelos Estados Unidos contra uma ilha caribenha que ousou confrontar os interesses da grande potência imperial. 

Há quase 60 anos foi decretado um bloqueio financeiro e comercial sem paralelos na modernidade. Cuba sofre restrições dantescas no acesso ao crédito e aos mercados internacionais. Mesmo empresas de terceiras nações podem ser punidas pesadamente se fizerem negócios com a república rebelde.

Ao contrário de Cuba, que na pandemia ofereceu ao mundo serviços médicos, a Casa Branca enxergou nesse período catastrófico uma janela de oportunidade para tentar quebrar a revolução liderada por Fidel Castro. A crise sanitária, afinal, derrubava drasticamente as receitas internacionais com o turismo, principal fonte de recursos em dólar ou euro.

O país viu-se obrigado a recortar em mais de 30% suas importações, o que afetou o fornecimento de energia e a oferta de produtos básicos, obrigando o governo Díaz-Canel a adotar severas políticas de racionamento, com total prioridade para combater o novo coronavírus.

A ilha está entre as melhores performances mundiais no controle da doença, com taxas de transmissão e mortalidade muito abaixo de países absurdamente mais ricos. Basta comparar com a Bélgica, sede da União Europeia, que tem os mesmos 11 milhões de habitantes, mas registra 1.098.332 casos e 25.207 mortes até 15 de julho, contra 256.607 ocorrências e 1.659 falecimentos em Cuba.

Com um sistema público de saúde mundialmente reconhecido por sua eficácia, apesar dos obstáculos para aquisição de remédios e equipamentos, Cuba é a única nação latino-americana a ter desenvolvido suas próprias vacinas, cuja aplicação massiva começou há menos de 30 dias, em meio a um abrupto repique da contaminação depois que foram relaxadas certas proibições a viagens turísticas.

Sob essas condições dramáticas, irromperam protestos localizados, logo aproveitados por grupos opositores para impulsionar uma pretendida revolta popular, existente apenas em versões delirantes nas redes sociais ou de uma imprensa cheia de ódio contra o regime cubano.

As manifestações ocorreram sem repressão, limitada a atos de violência das frações de extrema direita ou de conspiração com inimigos externos. O presidente Díaz-Canel admitiu publicamente os problemas e assumiu compromisso de encontrar soluções, dirigindo-se imediatamente ao olho do furacão, a pequena San Antonio de los Baños, marco zero dos protestos, para dialogar com os próprios manifestantes.

Ele também chamou os defensores da revolução a ocupar pacificamente as ruas, o que ocorreu nos dias seguintes, deixando claro que Cuba não irá responder com rendição ou lágrimas no rosto.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Em defesa de Cuba Socialista!

Povo cubano nas ruas em defesa da Revolução e em homenagem a Fidel Castro | Foto: EFE

Por Sturt Silva 

Leia a nota do Partido Comunista Brasileiros (PCB) em solidariedade a Cuba socialista e contra o bloqueio econômico e a participação dos EUA em protestos cubanos. 

Mas Cuba resistirá mais uma vez e seguirá firme a Revolução Cubana

O Partido Comunista Brasileiro – PCB vem, por meio desta nota, repudiar o bloqueio genocida e a participação da administração estadunidense nos recentes protestos ocorridos em Cuba, bem como prestar irrestrita solidariedade e saudar a bravura do povo cubano, que há décadas vem resistindo aos ataques do imperialismo.

As páginas dos noticiários internacionais, desde a tarde deste último domingo, 11 de julho, encheram-se com os informes de que em Cuba algumas pessoas protestaram contra a difícil situação pela qual a ilha está passando e contra o governo cubano. O próprio presidente Miguel Díaz-Canel se pronunciou a respeito, explicando os motivos da crise no país e alertando sobre o interesse e a participação do governo dos Estados Unidos nesses protestos, com o objetivo de desestabilizar Cuba e a Revolução Cubana.

Em primeiro lugar, é necessário pôr a nu os motivos da crise que a mídia burguesa tanto propala. É verdade que Cuba passa por dificuldades, mas o que estes meios de comunicação ignoram ou tentam naturalizar é que Cuba já sofre há seis décadas um bloqueio criminoso e genocida promovido pelos Estados Unidos, que tem custado muito ao povo cubano, mas não foram suficientes para abalar as forças de sua Revolução.

Apesar do contexto de pandemia que o mundo todo está sofrendo, com mais de um milhão de vítimas fatais, as medidas do bloqueio criminoso não diminuíram, muito pelo contrário, recrudesceram. Nas palavras do presidente Díaz-Canel: "começaram a recrudescer uma série de medidas restritivas, de recrudescimento do bloqueio, de perseguição financeira contra o setor energético com o objetivo de asfixiar nossa economia". E as ofensivas chegaram ao absurdo da inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, pelos Estados Unidos, sem qualquer fundamento.

Recentemente, no dia 23 de junho, foi levada para votação na Assembleia Geral das ONU, pela 29ª vez, a moção de Cuba contra o bloqueio que tem sido promovido pelos Estados Unidos e seus aliados. Os resultados revelam, por um lado, a reprovação das medidas de bloqueio no âmbito da comunidade internacional: 184 votos a favor (do fim do bloqueio), 2 contra (Estados Unidos e Israel) e 3 abstenções (Brasil, Colômbia e Ucrânia). Por outro lado, mostram quem são os inimigos da soberania e do povo cubanos.

Os Estados Unidos e seus aliados atacam Cuba por ser um país socialista, que não se curva às imposições do imperialismo, mas representa, isto sim, os interesses de seu próprio povo e busca sempre atender as necessidades fundamentais da população. E é justamente graças ao caráter socialista de sua Revolução, que não deve nunca ser ignorado, que Cuba e o povo cubano conseguem resistir a essas ofensivas. Apesar do cerco e da ingerência do imperialismo estadunidense, Cuba tem crescido, com o desenvolvimento da educação pública e universal, assim como a saúde exemplar e a promoção da solidariedade internacionalista, a exemplo das Brigadas Médicas Henry Reeve, que desde 2005 já salvaram milhares de vidas e, neste contexto de pandemia, prestaram apoio médico a dezenas de países.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Brasileiros doam 936 mil seringas a Cuba

Rompendo o bloqueio, quase 1 milhão de seringas para Cuba | Foto: Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba

Por Sturt Silva 

O Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba e a Câmara Empresaria Brasil-Cuba compraram 936 mil seringas, com agulhas, e doaram ao sistema de saúde de Cuba, com objetivo de ajudar na vacinação do povo cubano. O dinheiro veio de uma campanha de doação, realizada nos meses de abril e maio, que arrecadou 172 mil reais. 

Abaixo, o ofício enviado por Ana Terezita González, Vice-ministra de Comércio Exterior de Cuba, para o Ministério de Saúde de Cuba sobre as doações das entidades brasileiras:

Foram doadas 936 mil seringas com agulhas a Cuba

Campanha de solidariedade 

A campanha de solidariedade é mundial. Foi iniciada por cubanos residentes no exterior e se espalhou para vários países. Além das sanções que os EUA aplicam contra o povo cubano, dificultando assim o seu governo de comprar produtos que não produzem, Cuba perdeu 11% do seu PIB, em 2020, por causa da pandemia. 

Cuba já está vacinando sua população contra a Covid-19, através de um protocolo chamado de intervenção de saúde pública, com três vacinas próprias: Soberana 2, Abdala e Soberana Plus (dose de reforço). Mas o bloqueio a impede de adquirir seringas, com agulha, suficientes para vacinar toda sua população.  

Segundo o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba também serão enviados máscaras e cateteres para Cuba. 

A ilha socialista pretende vacinar toda sua população até o final do ano. 

domingo, 25 de abril de 2021

Cuba é livre e democrática

Depois de editorial ignorando fatos e caluniando Cuba, embaixador cubano responde à Folha de São Paulo: “A verdade está nos fatos”
Presidente Cubano durante Congresso do Partido Comunista de Cuba | Foto Fotos: Estudios Revolución 

Por Rolando Gómez González no site do PT 

A Embaixada de Cuba acompanha o portal de notícias da Folha diariamente, por ser um meio transcendente no cenário informativo do Brasil. Mas nos deixou indignados o editorial “Nuances da ditadura” (22/4), que calunia o nosso país. Não vale nem a pena discutir o termo “ditadura” do título. Poderia ser objeto de esclarecimentos em outro momento.

Governo popular 

Temos um sistema político que goza de ampla participação popular, desde a adoção de suas leis, incluindo a Constituição, até o aproveitamento dos direitos primordiais de todos os cidadãos, sem exclusão, ao trabalho, à moradia e aos serviços e direitos, como a saúde, a educação, a segurança. Em todos os planos, a dignidade plena.

Cuba é livre e democrática 

Não temos crianças nas ruas pedindo dinheiro ou trabalhando nem desnutrição infantil. Todos estudam e são felizes. Um projeto diferente que merece respeito e é apoiado e defendido pela imensa maioria do povo cubano. Se a Revolução Cubana não fosse profundamente livre e democrática não estaria no poder, nem os cubanos haveriam resistido mais de 60 anos a bloqueios e agressões, nem praticado a solidariedade com o mundo, nem saberíamos apreciar a dignidade que nos mantém e a vida que se nos negam.

Economia e bloqueio dos EUA

sexta-feira, 23 de abril de 2021

A guerra midiática contra vacinas cubanas

Vacina Soberana 2, umas das 5 em testes em Cuba |  Foto: Joaquim Hernandez/AFP

Por José Manzaneda
 na Cubainformación

O mérito de Cuba, país do Sul e bloqueado, por desenvolver não uma, mas cinco vacinas contra Covid-19, está sendo reconhecido pela grande mídia internacional, tradicionalmente beligerante contra a Ilha. É o caso do The Washington Post [1], BBC [2], CNN [3] ou El País [4], entre outros.

Mas há quem não se conforme. Lemos em jornais digitais como Cubanet, ADN ou Diário de Cuba que "o regime (...) põe em perigo os cubanos" [5], que "experiências com a vacina castrista causam terror"[6] ou que Havana usa "vacinas como propaganda" [7]. “Cuba admite que não tem dinheiro para importar vacinas” [8] [9], diz com entusiasmo a mídia financiada - curiosamente - pelo governo dos Estados Unidos, que é quem impede, com seu bloqueio econômico, os investimentos na ilha [10].

Assista a reportagem:

Como em qualquer outra edição, não faltam os chamados “experts” nesses meios. Uma ONG chamada "Médicos Unidos Venezuela" garante que "nem mesmo os próprios cubanos querem participar dos testes de sua vacina" [11]. Em Miami, um especialista em medicina familiar (não em vacinas) fez a seguinte análise “científica” [12] na televisão: “A vacina (cubana) tem um mecanismo de ação que funciona inoculando anticorpos, antígenos que parecem espetos que contém o coronavírus. (…) Mas esse é um mecanismo de ação realmente elementar, e se fosse algo tão elementar, países como os Estados Unidos já o teriam criado há muito tempo e não teríamos que recorrer a métodos sofisticados para criar essa vacina ”.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

O que está por trás dos novos protestos de "artistas por liberdade" em Cuba?

Críticos do governo cubano em frente ao Ministério da cultura de Cuba.
Foto: Alexandre Meneghini/Reuters

Por Carmen Diniz no Brasil de Fato 

Com certa assiduidade tem surgido na mídia oficial notícia de grupos de "artistas" cubanos e supostos movimentos de oposição ao governo de Cuba reivindicando "liberdade de expressão" e protagonizando atividades espetaculares, com a sempre presente mídia neoliberal a dar a devida cobertura. 

A que se deveria esse tão tardio pedido mais de seis décadas depois do triunfo da Revolução?

E por qual motivo não convocaram, por exemplo, as Damas de Branco, que agem livremente e se identificam como oposição a soldo de alguns dólares? Ou a blogueira Yoani Sánchez, que, da mesma forma - e também a soldo - acusa o governo de autoritário pelos quatro cantos do mundo sem ser presa ou criminalizada ? Talvez não seja adequado. 

O império estadunidense agride ferozmente Cuba desde o início da Revolução e com finalidades claramente explicitadas. 

Terror contra Cuba

Data de 1960, pouco mais de um ano após a revolução, um comunicado atualmente sem sigilo decretado do departamento de Estado norte-americano que determinava o uso de quaisquer medidas que debilitassem a economia cubana a fim de provocar no povo a fome, o desespero e a derrubada do governo cubano. A partir do triunfo da Revolução, a animosidade contra Cuba por parte dos EUA só aumentou.

As relações diplomáticas entre os dois países são rompidas e uma série de ataques partem do território norte-americano rumo à Ilha. 

Os fatos e episódios são constantes: no início da década de 1960, especialmente, ocorrem assassinatos de jovens e adolescentes das Brigadas de Alfabetização, ameaças frequentes, inoculação de doenças (como a dengue hemorrágica, a febre porcina, pragas nas plantações, etc), incêndios em canaviais, em lojas, a tentativa de invasão em Praia Girón em 1961, contratação de mercenários para colocar bombas em hotéis, além de 636 tentativas de assassinato ao presidente Fidel Castro.

Apesar do poderio militar e financeiro dos Estados Unidos, nunca obtiveram nenhuma vitória contra o povo cubano, principalmente por se tratar de um povo culto e unido. Contra toda uma população consciente não há quem possa vencer.

Bloqueio dos EUA

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Censura: Twitter suspende perfis de jornalistas e da imprensa cubana

Principais perfis de Cuba bloqueados no twitter
Por Sturt Silva

O Twitter suspendeu as contas do Granma, principal jornal de Cuba, e de Cuba Debate, principal site de notícias do país, ontem à tarde (11).

Além do jornal do Partido Comunista Cubano e do site de notícias, também foram bloqueados as contas da Rádio Rebelde, rádio mais famosa de Cuba, Mesa Redonda, programa popular da TV cubana, entre outros meios de comunicação e jornalistas.

Perfis institucionais de Cuba e da assessoria do presidente Díaz-Canel também foram retirados do ar.

Até o momento é possível verificar também que a conta da ativista das causas LGBTs e presidenta do Centro Nacional de Educação Sexual, Mariela Castro Espín, está suspensa.

Segundo o Granma, "o incidente ocorreu exatamente quando começaríamos a compartilhar com nossos 166 mil seguidores, as medidas do governo revolucionário para mitigar os efeitos da atual situação energética de Cuba, devido à pressão dos Estados Unidos e seu interesse intervencionista em gerar mudanças políticas na Ilha". 

Ainda segundo o jornal, em 2018, o governo dos EUA anunciou a criação de uma força-tarefa para a internet com o objetivo de "promover o livre fluxo de informações em Cuba". Por meio dessa Força, examinam e financiam projetos de subversão política pela internet, sob o pretexto de ajudar a expandir o acesso à rede global em Cuba e à mídia inimiga da Revolução Cubana. 

Desde 2018 o governo cubano tem intensificado o uso da rede social como canal de comunicação com o povo de Cuba e com a comunidade internacional. Liderados pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel, os cubanos também têm usado a rede para responder às campanhas midiáticas dos grandes meios internacionais contra à ilha socialista.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Quem não deixa os cubanos acessarem a Internet são os EUA, não o governo de Cuba

Cubano usando internet em Cuba | Foto: Daniel Ramalho

Hoje (6), os cidadãos cubanos começam a utilizar Internet móvel com conexão 3G, com acesso completo pelos celulares.

A estatal Empresa de Telecomunicações de Cuba (ETECSA) anunciou que o plano do governo é desenvolver a tecnologia 4G em 2019. Desde o ano passado, os cidadãos podem ter acesso à Internet em suas casas.

Há alguns anos, também, eles utilizam centenas de pontos gratuitos de acesso à rede wifi como praças e parques por todo o país. Todos os municípios das províncias de Havana e Pinar del Río, por exemplo, possuem pontos públicos de acesso a wifi. Antes disso, eles também podiam acessar a partir de salas de navegação, como centros comunitários e coletivos. Segundo fontes oficiais, até 2016 um terço dos cubanos utilizava wifi para se conectar à Internet.

A imprensa de direita, que apoia todos os tipos de ataques contra o povo brasileiro, busca distorcer a questão do acesso à Internet em Cuba. Diz que o governo finalmente “permitiu” que os cubanos tivessem acesso, ou seja, dão a entender que Cuba não tinha acesso à rede porque a “ditadura” comunista censurava a liberdade de expressão, ou então que o país é miserável e não tem infraestrutura porque tudo pertence ao Estado.

O segundo argumento é parcialmente verdadeiro. A infraestrutura de tecnologia de Cuba ainda é atrasada. Mas o outro lado da informação é uma inverdade e está diretamente ligada ao outro argumento, o de que Cuba não tinha acesso à Internet devido à censura do governo.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Condenamos ataque à TV Cubainformación: em defesa de Cuba e da liberdade de expressão

Cubainformación TV: alternativa ao bloqueio midiático contra Cuba | Arte: Cubainformación

Por Sturt Silva

Ao longo de 11 anos, o site Cubainformacion.tv sofreu dezenas de ataques cibernéticos. Mas nenhum deles foi como o da última sexta-feira, 17 de agosto, que conseguiu destruir parcialmente o portal. 

Desde 2007, a Cubainformación TV tenta ser uma alternativa ao bloqueio midiático que Cuba sofre. Seus conteúdos denunciam as notícias tendenciosas e manipuladas divulgadas pelas grandes agências internacionais e publicadas pelos grandes meios de comunicação, principalmente os de língua espanhola. E procura, na medida do possível, informar o que é silenciado sobre a realidade da ilha socialista.

Recentemente, Cubainformación - que tem sede no País Basco-, somou-se à luta contra o terrorismo midiático que sofrem outras nações soberanas, como é caso da República Bolivariana da Venezuela.

O ataque conseguiu destruir completamente todo o conteúdo publicado na internet entre fevereiro e agosto de 2018. 
Capa de "Cubainformación" defende Lula Livre | Foto: Facebook

Em nota, publicado no site, que já está no ar, "Cubainformación" agradece todos àqueles que expressaram solidariedade e que colaboraram com o projeto ao longo desses anos. E promete continuar na luta. Nos próximos dias será lançada uma campanha para receber ajuda.

Mensagens de apoio podem ser enviadas para: cubainformacion@cubainformacion.tv 

Também sugerimos entrar em contato pelas redes sociais:

https://twitter.com/cubainformacion
https://www.facebook.com/cubainformacion/
https://www.youtube.com/user/CubainformacionTV/

Blog Solidários atende chamado e reforça campanha de solidariedade

O Blog Solidários a Cuba, assim como o ICAP - Instituto Cubano de Amizades com os Povos - que o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba mantêm relações, condena o ataque e faz um chamado para esforçarmos na reconstrução do projeto de "Cubainformación": lutar contra os ataques à Revolução e a manipulação da realidade cubana e divulgar as coisas positivas de Cuba e do socialismo, que a grande mídia ignora.

Em defesa da liberdade de expressão e da verdade sobre Cuba! #yotambiensoycubainformacion

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Verdade ou mentira? Intelectual francês analisa os clichês sobre Fidel Castro

Fidel Castro em Havana, ao fundo Che Guevara na Praça da Revolução | Foto: Trabajadores 
Por Grégoire Lalieu no Investig’Action 

Muitas pessoas no mundo, começando por milhões de cubanos, prestaram tributo em memória a Fidel Castro. Mas o falecimento do revolucionário também foi a ocasião para espalhar mais uma vez alguns clichês de propaganda anticastrista que se pensava que estavam sepultados com a Guerra Fria. Outra vez surgem nos meios de comunicação. 

Castro condenou os cubanos à miséria enquanto tinha milhões escondidos em uma conta secreta; Castro fez de Cuba uma prisão ao ar livre; Castro era homofóbico... E, obviamente, o inevitável: “Era um ditador”. 

Submetemos esse discurso à avaliação de um dos melhores especialistas em Cuba, Salim Lamrani, para um questionário de “verdadeiro ou falso”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cuba sem Bloqueio: Livro aborda a Revolução Cubana sem as manipulações da mídia

"Cuba sem bloqueio" foi escrito pelos brasileiros Hideyo Saito e Antonio Haddad | Foto: Blogoosfero

Por Alexandre Haubrich na Revista Viés

Um dos mais importantes livros escritos por brasileiros sobre a realidade da Revolução Cubana não pode ser encontrado na maioria das livrarias. O jornalista Hideyo Saito e seu Cuba sem Bloqueio estão, vejam só, sofrendo em sua própria pele e em suas próprias páginas a violência e a truculência do bloqueio midiático sofrido por Cuba desde o triunfo dos revolucionários em 1959. De acordo com Saito, muitas redes de livrarias recusaram comercializar o livro por conta da pouca exposição que este teria na mídia.

Cuba sem Bloqueio parte do bloqueio político-econômico estabelecido pelo governo dos Estados Unidos desde 1962, para construir-se como furo e furadeira da barreira midiática que é consequência e suporte desse bloqueio. Tendo morado e trabalhado como jornalista em Cuba por dois anos e visitado a ilha em outras oportunidades, Saito aliou-se ao publicitário Antonio Gabriel Haddad e, unindo a experiência pessoal com uma vasta pesquisa bibliográfica, construiu um livro amplo, completo e aprofundado que retrata Cuba como em uma grande fotografia em 360 graus.

A pesquisa de Saito e Haddad perpassa livros publicados no Brasil, em Cuba, no México, nos Estados Unidos, no Chile e na Argentina, além de diversos estudos de organizações internacionais, incluindo órgãos especializados da ONU e até o Banco Mundial. Sem amarras ou pré-conceitos, há, sim, uma pré-disposição: mostrar a realidade por trás do muro midiático que quer evitar o uso de Cuba como exemplo de que pode, sim, ser construída uma sociedade diferente. Uma sociedade igualmente complexa, que também possui suas contradições, suas dificuldades, mas, como diz o título de um capítulo de Cuba sem Bloqueio, “onde vidas humanas valem mais que propriedades”.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Livro analisa Cuba sem manipulação da grande mídia

Cuba sem bloqueio: a revolução e seu futuro | Arte: Diário Gauche

Da Carta Maior 

Acaba de sair o livro “Cuba sem bloqueio: a revolução cubana e seu futuro, sem as manipulações da mídia dominante”, de Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad, da Radical Livros. 

Como anuncia o título, o trabalho procura mostrar a realidade cubana atual de forma direta e fundamentada, sem o bloqueio informativo que distingue a cobertura da mídia dominante. Cuba costuma ser caracterizada por esses órgãos de comunicação como uma ditadura decadente, com população empobrecida e oprimida, disposta a escapar para Miami ao menor descuido da polícia, graças ao fracasso indiscutível do regime socialista. 

Em contraste, “Cuba sem bloqueio” revela uma sociedade pobre, sim, mas razoavelmente harmônica, sem miséria, sem fome, sem analfabetismo, sem violência social e sem crianças abandonadas, imersa em um clima de debate aberto sobre como criar um socialismo capaz de unir prosperidade econômica, democracia e progresso social. 

Para chegar a esse resultado, os autores pesquisaram em fontes cubanas e de vários outros países, independentemente de sua orientação política. Foram consultados livros, estudos acadêmicos, estatísticas, relatórios de organizações cubanas e internacionais (Unesco, Organização Mundial da Saúde, Cepal, Banco Mundial e muitas outras), publicações de think tanks (como o Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos), além de periódicos, portais noticiosos da internet e outras fontes. 

Nos 12 capítulos redigidos com base no material reunido, Saito e Haddad relatam como a ilha caribenha decidiu permanecer socialista depois do súbito desaparecimento de seus parceiros comerciais do leste europeu, do recrudescimento do bloqueio econômico dos Estados Unidos e da expansão mundial da hegemonia neoliberal. Eles narram um processo de construção social que ainda luta para superar seus problemas, encarados como consequência de erros e de dificuldades políticas e econômicas de toda ordem, mas também de agressões e de obstáculos criados pelas potências dominantes.