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sábado, 18 de maio de 2019

Reforma agrária que acabou com latifúndios em Cuba completa 60 anos

Momento em que Lei da Reforma Agrária foi assinada por Fidel Castro, em 17 de Maio de 1959 / Foto: Granma

Em 17 de maio de 1959, pouco mais de 4 meses após a Revolução Cubana retirar o ditador Fulgencio Batista do poder e instalar um governo revolucionário, o país caribenho assinava uma das mais importantes medidas do novo Estado: a Lei da Reforma Agrária, responsável por colocar fim aos grandes latifúndios que operavam no país.

A diligência foi assinada por Fidel Castro, então primeiro-ministro de Cuba e um dos principais líderes da Revolução. A disposição estabeleceu que os documentos de propriedade das terras fossem entregues aos camponeses, retirando os territórios do mando das grandes empresas que atuavam na região.

“A Revolução, ao proclamar a Reforma Agrária em 17 de maio de 1959, libertou as massas camponesas e as massas trabalhadoras da exploração: 100 mil arrendatários e posseiros tornaram-se proprietários sob a lei”, disse Fidel em discurso proferido em 1984, quando a aplicação da lei completou 25 anos.

A medida estabeleceu a criação do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA), que passou a fiscalizar e redistribuir a posse das terras. Antes da lei, 57% das terras estavam nas mãos de cerca de 3% dos proprietários, enquanto aproximadamente 126 mil trabalhadores ocupavam somente 15% dos territórios restantes.

Com o início da reforma agrária, ficou estipulado que o limite do tamanho das terras passaria a ser de 30 caballerias (aproximadamente 400 hectares) por proprietário. O excedente expropriado foi entregue aos camponeses. Aproximadamente 100 mil deles foram beneficiados imediatamente pelas medidas.

Após a lei, originou-se também um setor nacionalizado da agricultura, que passou a controlar cerca de 33% das terras. Os grandes proprietários que tiveram suas posses afetadas receberam uma indenização do governo.

domingo, 17 de maio de 2009

50 anos de reforma agrária em Cuba

Fidel Castro cortando cana em fevereiro de 1961 | Foto: AP/CTV News


Em 17 de maio de 1959, na Sierra Maestra, Fidel Castro disse: "Nós entendemos que esta lei inicia uma fase inteiramente nova em nossa vida econômica e que um futuro brilhante aguarda o nosso país, se todos dedicarmos ao trabalho com afinco”.

Esse memorável dia será para sempre lembrado em Cuba, pois no local onde existira um acampamento do Exército Rebelde na Serra Maestra, o Comandante-em-Chefe assinou a Lei de Reforma Agrária, passo definitivo da Revolução que havia triunfado a pouco mais de quatro meses e meio.

O país estava em uma situação agrária muito precária: 1,5% dos proprietários detinham mais de 46% do território nacional, enquanto outras 11 mil destas extensões eram inferiores a 26,8 hectares e ocupavam menos de 12% da superfície de Cuba.

Cerca de 150 mil famílias trabalhavam nas terras como parceiros, arrendatários ou colonos e outras formas de posse que não envolviam a propriedade direta da terra, o que levava a viver em perene temor de despejo.