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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cuba: utilização de energia renovável em pequenas comunidades rurais

Havana, 5 de junho -  Prensa Latina

O emprego das energias renováveis em comunidades rurais de difícil acesso e cooperativas agrícolas de Cuba destaca na exposição da XII Conferência Mundial de Energia Renovável, que culmina hoje em Havana.

O trabalho de 20 anos da pasta de Meio Ambiente do Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Cuba tem vários projetos em cooperação com a ilha, em particular de eficiência energética e promoção do uso de fontes de energia renovável, comentou a Prensa Latina Enrique Dalmau, oficial de monitoreo e gerenciamento do conhecimento desse escritório.

Entre os temas que se trabalham estão o aporveitamento fotovoltáico, hidroenergía, biogas, entre outros. Um grande número de projetos que se iniciam são para acompanhar à agricultura cubana, agregou.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Agricultura próspera é possível: o exemplo cubano

Turistas faz visita à Unidade de Produção Cooperativa Viveiro Alamar,
na área rural ao leste de Havana.  Foto: Jorge LuisBaños/IPS
Por Ivet González

"O ser humano é o único importante", ressaltou o agrônomo Miguel Ángel Salcines, e em seguida enumerou outros elementos, secundários a seu ver, que converteram o Viveiro Alamar em um agronegócio próspero e singular na deprimida agricultura cubana.

"Oferecemos horário flexível, salários bastante altos e superação profissional, entre outras vantagens que tornam a cooperativa atraente. Dessa forma captamos recursos humanos de boa qualidade, imprescindíveis hoje para produzir mais alimentos ecológicos", afirmou ao Terramérica Salcines, presidente do Viveiro Alamar, cuja produção está livre de substâncias químicas desde 2000.

O mix desta empresa agropecuária também inclui transparência contábil, divisão equitativa do lucro, empréstimos sem juros aos trabalhadores, almoço gratuito e apoio às mulheres com filhos ou pessoas sob sua responsabilidade, que podem chegar até uma hora mais tarde depois do início da jornada, às sete da manhã. O capital humano foi decisivo para a decolagem produtiva deste empreendimento, fundado em 1997 em um terreno inicial de 800 metros quadrados, na localidade costeira de Alamar, 15 quilômetros a leste do centro de Havana.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estratégia florestal cubana busca aumentar índice de florestas

Fonte: Granma
Por Sheyla Delgado Guerra

Serra Maestra
“Elevar o índice de sobrevivência das plantações e, com ele, o da população florestal, são divisas cardeais da estratégia florestal cubana nas atuais conjunturas”, informou ao jornal Granma a diretora florestal do Ministério da Agricultura (Minag), Isabel Russó Milhet.

“Ambas as prioridades resultam definidoras no programa nacional para a conservação das florestas, disse, e ainda, no propósito de incrementar o patrimônio florestal do país, estimado em três milhões de hectares (67% está formado por florestas de proteção e de conservação). Da superfície total coberta por florestas, 87% está sob a administração de entidades estatais especializadas nessa atividade.

 "Outras metas são a conservação e restauração das florestas costeiras, assim como o reflorestamento de sebes, cortinas de proteção contra os ventos, sistemas agrícolas e florestais, caminhos de acesso e zonas urbanas, com vista a incrementar a presença das árvores na paisagem cubana. Também nos propomos fomentar o plantio de árvores frutíferas, como suporte ao programa de segurança alimentar e para a fauna silvestre", asseverou.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nuestra América no Século XXI: unir para vencer


Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite

Aconteceu em Havana, de 28 a 30 de janeiro de 2013, a Terceira Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, evento auspiciado pela UNESCO, Organização dos Estados Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura e outros organismos, com o objetivo de discutir os dilemas globais, a mobilização para enfrentar os perigos de um confronto nuclear, as novas tecnologias da informação e seu impacto na sociedade, o papel da educação nas circunstâncias do mundo de hoje e o diálogo social por uma cultura de paz. 

Decorridos 160 anos do nascimento de José Martí – o herói nacional de Cuba -, a ética martiana, mais do que nunca, apresenta-se como imperiosa necessidade. Não apenas um país ou uma classe social estão ameaçados, mas encontra-se em jogo a existência da própria humanidade. No momento atual, em que a ciência e seu desdobramento - a tecnologia - são instrumentos das correntes hegemónicas, a busca pela produtividade, a qualquer preço, tem como consequência mais nefasta a falsa ideia de emancipação humana. Segundo Armando Hart Dávalos, um dos ideólogos da revolução cubana, “poderíamos assumir a consigna de liberdade, igualdade e fraternidade, sempre que seja para todos e represente verdadeiramente um equilíbrio, que inclua as grandes maiorias despossuídas”. 

Continuamente refletimos sobre Martí como notável pensador de Nuestra América, porém o legado fundamental do apóstolo cubano, acima de tudo, foi um novo entendimento das aspirações humanas. Daí a importância de desmistificá-lo, para que surja a figura do homem, com suas angústias, alegrias, amores e ilusões. Outro erro está em atribuir a Martí uma imagem de indecifrável, daí a necessidade de reafirmar a vigência de sua obra e retirá-lo da lenda e do mármore. 

Desde a aspiração revolucionária para salvar a humanidade, torna-se imprescindível uma política culta, guiada pela ideia martiana de “unir para vencer”, que defenda os interesses de todos, não apenas dos que buscam saciar a voracidade material das sociedades baseadas no consumo. 

Maria do Carmo Luiz Caldas Leite, membro da Associação Cultural José Martí da Baixada Santista -SP e mestre em educação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Podemos aprender com Cuba sobre agricultura, ambiente e energia

O artigo abaixo, assinado pelo economista Ricardo Coelho e publicado originalmente no site português Esquerda.Net, é interessante por que traz em seu seio o debate entre agroecologia X monocultura industrial. No entanto, o Blog Solidários não concorda com alguns conceitos utilizado pelo autor. No lugar de “ditadura”, sugerimos para nosso leitor que substitua por democracia, assim como no lugar de “regime” por governo (com legitimidade constitucional e soberania popular).

Também achamos que no texto termos como “homofobia” e “repressão” são usados de forma exageradas. Entendemos que na sociedade cubana exista homofobia e que o governo revolucionário tem usado em alguns casos a repressão para atingir seus objetivos, no entanto, não de forma majoritária como coloca o autor.
 

Como o blog solidários tem entre seus objetivos principais o combate ao terrorismo midiático em relação a Cuba não poderíamos de deixar de fazer essa pequena observação sobre o texto a seguir.



Agricultura, ambiente e energia: o que podemos aprender com Cuba 

O nome Cuba traz consigo uma série de associações, tanto com as coisas boas da vida (praia, charutos e serviços públicos de qualidade) como com as coisas más (homofobia, repressão e ditadura). Passando por cima dos estereótipos e dos elementos mais visíveis do governo, contudo, podemos ver alguns desenvolvimentos positivos que acontecem pelo poder que emerge quando as pessoas se unem por um objetivo comum. Um destes desenvolvimentos, a expansão da agricultura ecológica, é particularmente relevante para um país como o nosso, dependente energética e alimentarmente do exterior.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cubanos buscam alfabetização climática


Em Cuba, as redes sociais começaram a ter um papel concreto na conscientização ecológica
Fonte: ENVOLVERDE

Tuiteiros dedicam tempo para limpar o Rio Almendares.
Foto: Jorge Luis Baños/IPS
 
Havana, Cuba, 02/05/2012 

O papel da comunidade pode ser fundamental na adaptação à mudança climática, desde que seja preparado adequadamente para compreender e fazer seu o problema. “Falta uma alfabetização” nessa matéria, afirmou Ángela Corvea, promotora ambiental de longa data.

“As pessoas nem sempre levam a sério estes problemas e não têm a percepção de risco diante dos fenômenos naturais, que cada vez serão mais frequentes e severos”, disse Corvea ao responder a uma pergunta sobre o tema feita pelo Café 108, uma iniciativa do site do escritório da IPS em Cuba para propiciar a participação cidadã na pesquisa jornalística.

Em sua opinião, “pequenas ações comunitárias e locais poderiam ajudar a enfrentar estes caminhos que não são iminentes, mas que já estão aí”. Aumento da temperatura e do nível médio do mar, secas recorrentes, inundações e furacões mais intensos figuram entre as eventuais consequências das transformações e variações climáticas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cuba defende mudança nos padrões de consumo

Fonte: TRABAJADORES
(Tradução: Blog Solidários)
O evento simula um intercâmbio entre os países membros da ONU

Embora o projeto social cubano tenha estabelecido a protecção da água, há ainda muito a fazer para sua economia.

"Cuba defende as mudanças nos padrões de produção e consumo nos países desenvolvidos, bem como a imposição de tais medidas nas nações mais pobres, como resultado do colonialismo", disse hoje, no HAVMUN 2012, Claudia Morgade, estudante do quarto ano do Instituto de Relações Internacionais Raúl Roa, em Havana.

Entrevistada por esta publicação, a jovem disse que os padrões históricos de exploração têm distorcido as economias dos países subdesenvolvidos na medida em que essas nações fracas só podem ser inseridas em uma divisão internacional do trabalho que as coloca classificadas em monoprodutoras e monoexportadores de matérias-primas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sol, o novo petróleo de Cuba?

Excelente documentário de Anne Delstanche sobre o desenvolvimento de energias alternativas em Cuba. Além de mostrar o intenso uso da energia solar por toda Cuba, este vídeo (de mais de 46 minutos) mostra cenas de uma Cuba que nunca aparece na mídia burguesa.


cubainformacion.tv