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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Sem as sanções dos EUA, o PIB de Cuba poderia ter crescido 9,2% em 2024

Charge denunciando o bloqueio dos EUA contra Cuba | Foto: Latuff

Por Sturt Silva 

Segundo denúncia do governo de Cuba na ONU, em setembro de 2025, o bloqueio (sanções e embargos) dos EUA contra Cuba impediu o Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) da ilha socialista de crescer cerca de 7% em 2022, 8% em 2023 e 9,2% em 2024.

De acordo com documentos oficiais, as perdas de Cuba, causadas pelo bloqueio, entre março de 2024 e fevereiro de 2025 chegaram a US$ 7,556 bilhões – um salto de 49% em relação ao mesmo período anterior. 

O ministro cubano de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que a preços correntes, os danos acumulados do bloqueio em seis décadas ascendem à cifra astronômica de US$ 170,677 bilhões. Levando em conta a atual desvalorização do dólar face ao ouro, este valor de danos subiria para mais de US$ 2,103 trilhões. 

Saiba mais:

ONU já condenou o bloqueio dos EUA por 33 vezes 

Desde 1992, a ONU aprova resoluções exigindo o fim da medida, que, ao longo dos anos, vem recebendo apoio da maioria de seus 193 membros. Em 2016, a resolução contou com 191 países a favor e nenhum contrário, com os próprios EUA se abstendo. Em 2025, com pressão máxima do governo Trump, foram 165 países favoráveis e 7 contrários. 

Economia cubana

Em 2023, a economia de Cuba registrou uma queda de 1,9% no seu PIB, já os números de 2024 ainda não foram divulgados. 

Cuba afirma que nos últimos anos o bloqueio dos EUA tem impedido um crescimento entre 7% e 9%  de seu PIB, já estudos de consultorias da Europa afirma que historicamente as sanções dos EUA têm tirado um crescimento por ano de até 2% do PIB cubano.

Para o governo dos EUA, não se trata de um bloqueio, mas sim de um embargo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Taxa de desemprego em Cuba é de apenas 1,7%

Trabalhadores de uma empresa cubana de contêineres | Foto: Eduardo Rodríguez Dávila

Por Murilo da Silva no Vermelho 

Apesar de todas as dificuldades impostas pelo bloqueio econômico dos EUA, Cuba apresenta uma das menores taxas de desemprego do mundo. No final do ano passado, apenas 1,7% dos trabalhadores cubanos estava sem nenhuma ocupação.

O quadro de pleno emprego foi constatado pela Pesquisa Nacional de Emprego de 2024, apresentada por Juan Carlos Alfonso Fraga, vice-chefe do Escritório Nacional de Estatística e Informação (Onei – Oficina Nacional de Estadística e Información). Desde meados dos anos 2000, a desocupação permanece em níveis mínimos entre os cubanos, além de a população trabalhadora apresentar alto grau de formação.

São somente 69.333 pessoas desocupadas, conforme a Onei. O jornal Granma (órgão oficial do Partido Comunista de Cuba) acrescenta que, apesar desse bom resultado, o governo cubano não fecha os olhos para os desafios do mercado de trabalho.

O cenário apresentado é de uma força de trabalho envelhecida, com preponderância de homens e de crescimento do trabalho informal.

Segundo Fraga, cerca de metade da população ativa (mais de 15 anos) faz parte da força de trabalho. Já o restante está fora do mercado por razões como estudos, aposentadoria, deficiência ou outras condições.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Cuba busca atrair empresas brasileiras na era Lula

BrasCuba, empreendimento com capital brasileiro em Cuba | Foto: Embaixada do Brasil

Por Sturt Silva 

O Embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas, realizou visita a Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM) no aniversário de 10 anos do terminal de contêiners, inaugurado por Dilma em 2014. 

Segundo a embaixada, 64 empresas de 21 países estão instaladas em Mariel, que conta com posição estratégica na região caribenha. A ZEDM busca atrair empresas brasileiras interessadas nos mercados de Cuba e do Caribe.

A fábrica da Brascuba, de capital brasileiro (Souza Cruz) e cubano (Tabacuba), é o maior empreendimento individual em Mariel, com investimento de US$ 100 milhões. 
O governo cubano tem investidos US$ 300 milhões por ano na zona e espera que a boa relação política com o Brasil, retomada em 2022 depois da vitória de Lula, ajude a aumentar as trocas comerciais com empresários brasileiros, que acabaram se distanciando da ilha socialista nos governos anteriores (Temer e Bolsonaro). 

sábado, 1 de janeiro de 2022

Cuba celebra 63 anos da Revolução Socialista com quase toda população vacinada

Revolução Cubana 53 anos| Arte: Escola Nacional Paulo Freire

Por Michele de Mello no Brasil de Fato 

No primeiro dia de janeiro de 1959, o então ditador de Cuba, Fulgêncio Batista abandonou seu país e os revolucionários liderados Fidel Castro e Che Guevara continuaram sua caminhada rumo ao poder. A data marca o triunfo da Revolução Cubana que completa 63 anos neste sábado (1). Após mais de meio século, os socialistas seguem no poder com bons resultados na luta contra a Covid e apresentando um significativo crescimento econômico.

A ilha caribenha tem altos índices de vacinação; foi o primeiro país da América Latina a vacinar 80% da população com 1ª dose contra covid-19, e tem uma das menores taxas de letalidade do mundo durante a atual pandemia, apesar das dificuldades impostas pelo bloqueio liderado pelos EUA.

Com o encerramento do ano e o aniversário revolucionário no horizonte, os líderes políticos cubanos se reuniram na Assembleia Nacional para discutir os rumos da ilha e os planos para o futuro.

No balanço do Legislativo, o primeiro-ministro Manuel Marrero informou que das 314 medidas presentes na estratégia de desenvolvimento socioeconômico para 2030, 67% - total de 210 medidas - foram concluídas e as demais estão sendo implementadas.

Na mesma sessão, realizada no dia 22 de dezembro, foi aprovado o cronograma legislativo para 2022 com previsão de até 27 projetos de lei. Em relação à dinâmica demográfica, Marrero destacou que o país mantém a tendência de decrescimento, com mais mortes que nascimentos e 21,3% da população idosa.

Economia 

Cuba encerra o ano com 2% de crescimento econômico, o que contrasta com a retração de quase 11% experimentada em 2020, mas é inferior aos 6% estipulados no último balanço anual. 

Em 2021 foram criadas 901 pequenas e médias empresas, sendo 865 privadas e 18 estatais, e 18 novas cooperativas agropecuárias, com foco na recuperação da indústria açucareira. "Nossa prioridade hoje é produzir alimentos", afirmou o ministro de Agricultura, Ydael Pérez Brito.

A maior abertura ao setor privado faz parte das medidas da Tarefa Ordenamento - reforma econômica que entrou em vigência em janeiro de 2021. O setor estatal ainda é majoritário na economia, empregando cerca de 3 milhões de cubanos do total de 4,6 milhões da população economicamente ativa. A pandemia tornou o tele-trabalho uma realidade para 552 mil pessoas, segundo o relatório. A taxa de desemprego em Cuba é de 1,4%, uma das menores da região.

"É inadiável provocar um estremecimento das estruturas empresariais estatais de cima para baixo e vice-versa, para acabar definitivamente com a inércia, o conformismo e a falta de iniciativa", advertiu o primeiro-ministro cubano.

Já o presidente Miguel Díaz Canel agradeceu o investimento estrangeiro durante seu discurso no encerramento do ano legislativo. 

"Cada vez mais devemos fomentar projetos de investimento estrangeiro no menor tempo possível. Muitas vezes se espera que o ritmo seja ditado pelos estrangeiros", alertou. 

O ministro de Economia e Planejamento, Alejandro Gil Fernández, no entanto, destacou que Cuba precisa de investimento, mas não "qualquer investimento".

"Devemos diminuir ao máximo a importação de componentes estrangeiros e estimular a produção nacional", defendeu.

Após sofrer graves apagões durante 2021, com a escassez de combustível gerada pelo bloqueio econômico dos EUA contra Cuba e Venezuela, estabilizar o sistema elétrico nacional é um dos objetivos centrais para o próximo ano, afirmou o premiê.

Estabilizar a economia, aumentando a eficiência do setor estatal e ampliar o turismo para investimentos privados e estrangeiros foram objetivos destacados como prioridades. A meta é finalizar 2022 com um crescimento de 4% da economia para superar o déficit provocado durante a pandemia.

Para isso, se prevê aumentar em 20% os impostos sobre o território que serão voltados a financiar cerca de 500 projetos de desenvolvimento local. 

sábado, 1 de maio de 2021

Cuba socialista: há dez anos com pleno emprego

2021 deverá ser um ano de geração de empregos em Cuba | Foto: Marino Murillo

Por Sturt Silva 

Reportagem do jornal cubano Granma afirma que a taxa de desemprego em Cuba, por mais de dez anos, se mantém inferior a 4%. Assim, segundo parâmetros internacionais, o país está com pleno emprego por mais de uma década. 

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência Social de Cuba, o país tem atualmente 3,1 milhões de trabalhadores no setor estatal e  600 mil em serviços autônomos ou independentes.

O governo cubano está fazendo um enorme esforço para garantir o direito ao trabalho para toda população, em meio ao aprofundamento do bloqueio dos Estados Unidos e a crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19. 

Com fim das receitas do turismo e aprofundamento de medidas econômicas dos EUA contra à ilha socialista, o PIB cubano caiu entre 7% e 11% em 2020. 

Estima-se que o ano de 2021 será de recuperação para a economia cubana. Prestes a iniciar a vacinação em massa contra Covid-19 e ainda usá-la para atrair turistas, as autoridades trabalham com uma estimativa de 4,6 milhões de postos de trabalho ao final de 2021. O setor estatal, dominante na ilha, pretende manter os 3,1 milhões de trabalhadores e o setor não estatal, em crescimento, chegar a 1,5 milhão.  

domingo, 23 de dezembro de 2018

Economia de Cuba cresce 1,2% em 2018

Transportes e comunicações cresceram quase 6% | Foto: Rádio Havana
Por Sturt Silva 

Segundo Alejandro Gil, ministro da economia de Cuba, o PIB cubano cresceu 1,2% em 2018. 

Alguns setores cresceram bem acima da média nacional, como os transportes e as comunicações (5,7%); a indústria manufatureira (3,2%); a cultura e o esporte ( 2,3); o comércio (2%) e a saúde pública (1,3%). Já a indústria açucareira, o turismo, a construção, a agricultura e atividades relacionadas à extração mineral tiveram queda em relação ao ano de 2017. 

Segundo o ministro, esperava que o país crescesse 2%. A passagem do furação Irma, no segundo semestre de 2017, e o endurecimento do bloqueio, por Trump, foram apontados como principais elementos para não alcançar a meta. 

Os resultados foram apresentados, no último dia 21 (quinta), na Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento). As informações são do Cuba Debate.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Raúl Castro: o retorno ao capitalismo em Cuba está descartado

Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba - Foto: Juvenal Bálan/Granma
Do Granma

"O líder histórico da Revolução Cubana legou-nos seu exemplo imperecedouro, seu irrenunciável otimismo e fé na vitória. O melhor monumento aos seus ideais e obras é tornar realidade, cada dia, os postulados contidos em sua brilhante definição de conceito de Revolução [vídeo abaixo], que tornou pública em 1º de maio de 2000 e que milhões de cubanos aderiram".


Assim expressou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, ao concluir o oitavo período ordinário de sessões da oitava legislatura, da Assembleia Nacional do Poder Popular, [no último dia 27 de dezembro].

Raúl lembrou as palavras que proferiu em 3 de dezembro passado, em Santiago de Cuba, quando anunciou a vontade de Fidel de que seu nome e sua figura nunca fossem utilizados para nomear instituições, praças, parques, avenidas, ruas ou outros lugares públicos, nem erguer em sua memória monumentos, estátuas nem outras formas similares. "Nosso parlamento converteu em lei a vontade expressa pelo companheiro Fidel", expressou.

Leia mais:
"O espírito de luta de Fidel permanecerá na consciência de todos os revolucionários cubanos"
Cuba aprova lei proibindo dar nome de Fidel Castro a locais públicos

"Seu espírito de luta permanecerá na consciência dos revolucionários de hoje, de amanhã e sempre, e assim o demonstraremos na parada militar e na marcha do povo combatente, no dia 2 de janeiro, em homenagem ao Comandante-em-chefe e nossa juventude", manifestou.
Raúl em seu discurso na Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba
Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate
Ao fazer uma análise da economia, o presidente fez questão de lembrar as palavras que proferiu na sessão ordinária de dezembro de 2015, quando advertiu que o desempenho deste setor, em 2016, devia enfrentar limitações financeiras, por causa da queda das receitas pelas exportações e dos preços dos principais itens, entre outros fatores, projeções que foram confirmadas em meados do presente ano.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"O espírito de luta de Fidel permanecerá na consciência de todos os revolucionários cubanos"

Leia e assista discurso de fim de ano do presidente de Cuba, Raúl Castro, no parlamento cubano
Raúl Castro discursa na Assembleia do Poder Popular - Fotos: Estúdio Revolução/Juvenal Bálan
Do Granma

Discurso proferido pelo primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no encerramento da Oitava Sessão Ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular, na Oitava Legislatura, no Palácio das Convenções, em 27 de dezembro de 2016, "Ano 58º da Revolução".


Companheiras e companheiros;

Os últimos dias do ano, como é costume, foram caracterizadas por uma intensa atividade. No último sábado foi realizada a reunião do Conselho de Ministros, que aprovou apresentar a esta Assembleia o Plano da Economia e o projeto de Orçamento para o ano 2017, que nós examinamos hoje.

Ao contrário de sessões anteriores, nesta ocasião não foi feita a avaliação do andamento do processo de atualização do Modelo Econômico e Social, considerando que continua o trabalho em torno da proposta de sua conceituação, bem como as bases do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social até o ano 2030, após ter concluído, a mando do 7º Congresso do Partido, a discussão profunda e democrática realizada com as organizações do Partido e da Juventude, os representantes das organizações de massa e amplos setores da sociedade.

Esperamos que durante o primeiro semestre do próximo ano, a reunião plenária do Comitê Central aprove ambos os documentos programáticos.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Raúl Castro ao Parlamento Cubano: “Não há espaço para improvisações e derrotismo”

Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate
“Frente às dificuldades e ameaças não há espaço para as improvisações e muito menos para o derrotismo”, expressou o General de Exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, ao intervir no 7º período ordinário de sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba. 

Em uma explicação sobre a atual conjuntura econômica, comentou que a reunião do Conselho de Ministros, efetuada em 25 de junho último, e o Segundo Pleno do Comité Central do Partido, realizado na quinta-feira (7), concentraram-se na análise do informe sobre o comportamento desse setor no primeiro semestre. 

“Em dezembro de 2015 expliquei que se projetavam limitações financeiras como consequência da diminuição de receitas em nossas exportações pela queda dos preços nos itens tradicionais, assim como efeitos nas relações de cooperação mutuamente vantajosas com vários países, em particular com a República Bolivariana da Venezuela, submetida a uma guerra econômica para debilitar o apoio popular a sua revolução”, disse. 

O presidente cubano sustentou que o crescimento em um por cento do PIB, a metade do planificado, foi condicionado “pela agudização de restrições financeiras externas motivadas pelo não cumprimento das receitas de exportações, ao lado de limitações que enfrentam alguns de nossos principais parceiros comerciais, devido à queda dos preços do petróleo”. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cuba: "Ninguém ficará desamparado no socialismo"

Ninguém sobra no socialismo cubano


Por Oscar Sánchez Serra, no jornal Granma

Como os acordos são para serem cumpridos e não para serem colocados numa gaveta, hoje começa a tomar vida uma das decisões do passado 7º Congresso do Partido, aquela que apareceu na primeira jornada no Relatório Central: “Temos concebido que ambos os documentos, ou seja, a Conceituação e as bases do Plano Nacional de Desenvolvimento, após sua análise no Congresso, sejam debatidos democraticamente pela militância do Partido e a União dos Jovens Comunistas, representantes das organizações de massas e de amplos setores da sociedade, com o propósito de enriquecê-los e aperfeiçoá-los”. 

E acrescentava o primeiro-secretário, general-de-exército Raúl Castro Ruz: “Com esse fim solicitamos do Congresso dar licença ao Comitê Central que for eleito para introduzir as modificações que resultem do processo de consulta e sua aprovação definitiva, incluindo os ajustes pertinentes às diretrizes que sejam aprovadas neste evento”. 

É um acordo transcendental que encarna desde sua proposta a visão do país que propõe o modelo, cujas essências conceituais passem por uma sociedade soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável. Isto é, o Partido da nação, único, mas com profundo caráter democrático, submete ao povo ambos os textos para consolidar um projeto participativo por excelência. 

Leia mais:

Tem-se dito e com razão que são documentos abrangentes e de grande complexidade, que exigem lê-los e analisá-los mais de uma vez para um debate pró-ativo e de propostas. Uma lógica para seu melhor entendimento, passaria por um momento inicial que é aprofundar no Relatório Central ao 7º Congresso para encontrar os porquês; entretanto, face aos dois textos para consulta, primeiro tem que estudar-se a conceituação, em prol de encontrar a proposta de o que queremos e depois as bases do Plano Nacional de Desenvolvimento até 2030, para ver como chegar ao país anelado uma vez atualizado o modelo econômico e social.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estudo de brasileira analisa os discursos sobre a realidade de Cuba

Pesquisa tem como referência modelo econômico adotado pelo país em três diferentes momentos

Por Luiz Sugimoto no jornal da UNICAMP

Amanda Cotrim, autora de dissertação de mestrado em que analisou os discursos construídos sobre Cuba por jornais estrangeiros (inclusive um brasileiro) e também pelos próprios cidadãos cubanos. Intitulada “Os discursos sobre Cuba: imprensa, vozes e memória (da atualização do modelo econômico à retomada das relações diplomáticas com os EUA: 2011/2015)”, a dissertação foi orientada pela professora Maria Graça Caldas e apresentada junto ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). 

Amanda Cotrim avaliou, na perspectiva da análise de discurso materialista, com referência em Michel Pêcheux e Eni Orlandi, como os jornais The New York Times (EUA), El País (Espanha), Granma (Cuba) e O Estado de S. Paulo (Brasil) constroem saberes sobre Cuba, além de entrevistar um grupo de moradores para observar os sentidos da Ilha para esses cubanos. A autora adotou como referência a atualização do modelo econômico do país, em três momentos específicos: a II Celac (Cúpula de Estados Latino-americanos e Caribenhos), em janeiro de 2014; o reatamento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, em dezembro de 2014; e a primeira reunião diplomática entre Cuba e EUA, que aconteceu em Havana em janeiro de 2015.

A jornalista esclarece que no trabalho considera-se a ideologia como um fato de linguagem, sendo no discurso, portanto, que se consegue identificá-la. Segundo ela, a mídia participa da produção discursiva e, desse modo, organiza certo imaginário. “Quando pensamos em Cuba, esse imaginário geralmente é polarizado: ou o país é idealizado ou é demonizado. A metodologia utilizada visa analisar a produção dos sentidos, levando em consideração as condições em que os discursos foram produzidos (quem fala, como fala), além de aspectos históricos, ideológicos e cotidianos. Quis saber por que o jornalista falou de um jeito e não de outro e quais os efeitos de sentidos que o seu texto produziu. Para dizer que Cuba é uma ‘ditadura’, o jornal não precisa usar esta palavra; ele diz que no país ‘não existe democracia’, ou que ali ‘falta liberdade política’, ou só ouve a oposição.”

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Raúl Castro assegura a continuidade da revolução e de um socialismo próspero

Foto: VII Congresso do Partido Comunista de Cuba. Por Ismael Francisco/ Cubadebate
Da Prensa Latina

O primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), Raúl Castro, assegurou que construir um socialismo próspero, sustentável e irreversível exige preservar e potencializar os princípios revolucionários de justiça e igualdade.

Uma Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes, como definiu o companheiro Fidel (Castro), com uma inegável obra social construída, jamais encontrará solução para seus problemas de costas para o povo, expressou no encerramento do VII Congresso da organização.

Ressaltou que também não a encontrará com a restauração do capitalismo, que implicaria a aplicação de terapias de choque às camadas da população com menos recursos e destruiria a unidade e a confiança da maioria dos cidadãos em torno da Revolução e do Partido.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Revista de esquerda lançará especial sobre os novos desafios do povo cubano

Revista busca o apoio de leitores para lançamento de uma edição especial sobre os novos desafios da sociedade cubana

Uma das formas de contribuição com recompensa; Veja outras clicando sobre a foto

A revista Caros Amigos – referência no campo do jornalismo contra-hegemônico e da formação crítica, principalmente para a esquerda, está prestes a lançar um especial (“Cuba e seus novos desafios”) sobre as mudanças que estão ocorrendo em Cuba.

Na apresentação do projeto de financiamento coletivo, Caros Amigos promete uma edição especial centrada no reatamento das relações de Cuba com os Estados Unidos, onde abordará e os reais interesses dos EUA em restabelecer o diálogo e as consequências econômicas, culturais e sociais para a vida da trabalhadora e do trabalhador cubano. Mas acima de tudo, o especial pretende fazer o contraponto o que a grande mídia divulga e propagandeia de Cuba: “um país inviável e que representa o fracasso do socialismo”.

Por isso mesmo, Blog Solidários apoia a ideia e pede para seus leitores a divulgar e, se possível, a contribuir financeiramente com o projeto (para isso é só clicar aqui e logo em seguida sobre o retângulo de cor laranja: “Quero contribuir”).

Até a data de hoje (11/02) 54% do valor necessário para a realização do projeto já foi alcançado. Porém, só falta apenas 25 dias. Então a hora de fazer a diferença é agora. Lembrando que valores acima de 20 reais têm recompensas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Parlamento cubano reafirma os princípios e ideais pelos quais várias gerações de cubanos lutaram

Aprovado Plano da Economia e a Lei do Orçamento do Estado para 2016. Economia cubana cresceu 4%.

Foto: Ismael Francisco/Cubadebate
Por Nuria Barbosa León, Yenia Silva Correa e Katheryn Felipe no Granma

“A história de nossa Revolução está cheia de páginas gloriosas frente às dificuldades, riscos e ameaças”, afirmou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, ao encerrar o 6º Período Ordinário de Sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento), em 29 de dezembro.

O chefe de Estado cubano afirmou que, apesar da crise econômica e o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4% e disse que continuará ascendendo em 2016, embora a um ritmo menor.

Igualmente reconheceu que o número de turistas estrangeiros recebidos no país foi de 3,5 milhões, o mais alto registrado até o momento, e ratificou a decisão do governo da Ilha de honrar os compromissos resultantes dos acordos atingidos na renegociação da dívida cubana.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Economia de Cuba cresceu 4% em 2015; leia na matéria do jornal Granma

A reunião do órgão máximo de governo analisou o comportamento da economia, a implementação da Resolução nº 17 e o impacto da seca no país.

A revolução pujante e vitoriosa segue adiante

Do Granma/Tradução: Diário Liberdade

Produto Interno Bruto (PIB) de Cuba, cresceu 4%, apesar dos efeitos do bloqueio dos Estados Unidos e as restrições financeiras, informou o ministro da Economia Marino Murillo Jorge, na reunião do Conselho de Ministros, como é habitual para desta vez, analisado o comportamento da economia em 2015.

Este resultado foi possível, disse ele, porque era possível ter avanços de dinheiro, contratação de empréstimos concedidos e execução, e foi uma tendência de queda nos preços das importações.

Na produção material explica que aumenta sua participação percentual no PIB de 59,3 em 2014, para 61,1 no ano de 2015.

"Todos os setores produtivos cresceram em relação ao ano anterior, enquanto a agricultura, a indústria de açúcar, construção, transportes, armazenagem e comunicações violaram o que foi planejado."

No caso da agricultura, pecuária e silvicultura, soube-se que cresceu 3,1%, no entanto, ficou abaixo do plano em 2%, principalmente devido à produção de produtos hortícolas, tabaco, leite e arroz.

A indústria do açúcar aumentou em 16,9%, embora viole as disposições do 5,3%, devido aos baixos rendimentos e à utilização da capacidade industrial, motivada, entre outras coisas, por deficiências organizacionais.

Sobre a atividade de construção foi informado de que cresceu 11,9%, mas não cumpriu o plano em 8%, entre os seus motivos, a deficiência de preparação técnica dos investimentos estavam.

Porto de Mariel em Cuba
A reunião do Plano de Economia para o próximo ano também foi adotada, que está prevista para maximizar as reservas internas da economia; recursos diretos para aquelas atividades que garantem exportações e substituição de importações; priorizar investimentos de continuidade e crescimento do setor produtivo para gerar renda estrangeira, infraestrutura e setores estratégicos.

Leia também:
"Atualizar o modelo econômico e fortalecer os avanços da Revolução Socialista"
"Os cubanos continuarão sendo os autores do seu modelo econômico"

Assista:
Bloqueio: a guerra contra Cuba [em português]

Orçamento do Estado

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Castro: atualizar o modelo econômico e fortalecer os avanços da Revolução Socialista

Um ano do reatamento das relações Cuba-EUA - Declaração do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, general-de-exército Raúl Castro Ruz

Raúl Castro Ruz. Por Ladyrene Pérez/Cubadebate
Decorreu um ano a partir dos anúncios simultâneos, realizados em 17 de dezembro de 2014 pelos presidentes de Cuba e dos Estados Unidos, no sentido de restabelecer as relações diplomáticas e trabalhar pelo melhoramento de nossos vínculos.

Um dia como ontem, dentro dos acordos atingidos para resolver temas de interesse para ambos os países, pudemos anunciar, com grande júbilo para nosso povo todo, o retorno à Pátria de Gerardo, Ramón e Antonio, com o qual cumprimos a promessa de Fidel de que nossos Cinco Heróis retornariam.

Nessa mesma data, em correspondência com a nossa reiterada disposição de manter com o governo dos Estados Unidos um diálogo respeitoso, baseado na igualdade soberana, para tratar dos mais diversos temas de forma recíproca, sem abrir mão da independência nacional e a autodeterminação de nosso povo, chegamos ao acordo de adotar medidas mútuas para melhorar o clima bilateral e avançar rumo à normalização dos vínculos entre os dois países.

Desde então, podemos afirmar que já obtivemos alguns resultados, sobretudo no plano político-diplomático e da cooperação:

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Líder da REDE no Senado defende fim do bloqueio dos EUA contra Cuba

“Cuba é vítima solitária de uma guerra econômica cujo único objetivo é o de sabotar e inviabilizar um modelo alternativo ao capitalismo de organização socioeconômica, que teve a “ousadia” de ser implantado a apenas 170 km da maior potência capitalista mundial”.


Na última terça-feira (20), o líder da Rede no Senado federal, Randolfe Rodrigues, criticou mais uma vez o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba e apresentou uma Moção, de apoio ao pedido de Cuba na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para por fim de forma imediata o bloqueio, para ser aprovada no Senado e logo em seguida ser encaminhada às Embaixadas dos Estados Unidos e de Cuba, bem como à ONU.

Leia na íntegra o discurso do senador:

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Brasil e Cuba estão fazendo uma troca sensata de serviços, afirma pesquisador

Brasil torna-se grande parceiro de Cuba | Arte: VioMundo
Por Heloisa Villela no Viomundo

Para quem só entende a lógica capitalista, John Kirk explica: no mundo globalizado, cada país vende aquilo que faz de melhor ou que tem de excedente.

A Colômbia vende muito café, o Chile exporta frutas e Cuba hoje vende ao mundo serviços na área de saúde.

John Kirk é britânico, estudou na Espanha e é radicado no Canadá onde, há três décadas, tornou-se um dos mais respeitados professores de estudos espanhóis e latino americanos. É professor da Universidade Dalhousei.

Ele tem se dedicado a um assunto em particular: Cuba. Especialmente à política externa e ao sistema de saúde do país. Por isso se voltou para o que chama de internacionalismo médico.

Ele visita Cuba desde 1976 e se interessou pelo país porque sempre viajou muito pela América Latina.

Nas viagens, começou a encontrar mais e mais médicos cubanos por toda parte.

Há cinco anos ele escreveu o primeiro livro sobre este intercâmbio médico e está preparando o segundo. Desta vez, vai corrigir dois erros. Vai mudar de editora e de conclusão.

A University Press, da Flórida, empresa que distribui Cuban medical internationalism: origins, evolution and goals (Internacionalismo médico cubano: origens, evolução e metas) cobra mais de US$ 100,00 por cópia.

John Kirk desconfia que o objetivo seja dificultar ao máximo a venda.

Quanto à conclusão, expressa logo na abertura do livro, ele mudou de ideia. Ele achava, anteriormente, que o principal motivo para tanta dedicação de Havana à saúde alheia era uma forma de conquistar votos e apoio nas Nações Unidas.

Hoje, John Kirk está convencido de que o espírito humanitário, a noção de que é um dever ajudar quem precisa estão sedimentados na cultura cubana, além de fazer parte da Constituição do país.

No mundo capitalista globalizado, onde os interesses econômicos determinam as ações governamentais e vale tudo para conseguir novos negócios, até mesmo espionar governos amigos, soa irreal e ingênuo.

Mas Cuba investiu muito no programa, nos últimos 50 anos. E continua investindo.

Só que agora, depois que Raúl Castro assumiu a direção do país, houve uma mudança. Cuba passou a cobrar de quem tem, para continuar oferecendo ajuda a quem não pode pagar. Assim, governos árabes, como o do Qatar, pagam pela experiência dos médicos cubanos, enquanto o Haiti continua recebendo todo o apoio de graça.

sábado, 27 de julho de 2013

Cuba atualiza modelo para garantir socialismo em todo século XXI, diz economista

Mural socialista em Havana, Cuba | Foto: Jacobin 

Por Luciana Taddeo no Opera Mundi

"Haverá socialismo para sempre.” Com estas palavras, o economista cubano José Ángel Pérez, diretor do CIEM (Centro de Investigações da Economia Mundial), descarta que a economia de Cuba rume para um modelo misto ou de mercado. Segundo ele, as reformas iniciadas pelo governo de Raúl Castro se devem à necessidade de uma atualização para garantir a sustentabilidade econômica do socialismo “em todo o século XXI e para sempre”.

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As declarações de Pérez foram feitas nesta quinta-feira (25/07) durante conferência do 7º Encontro Continental com Cuba, realizado em Caracas até o próximo sábado. Ao abordar a necessidade de uma reorganização do emprego estatal, empresarial e da satisfação das demandas básicas da ilha, o economista afirma que nenhuma das reformas implementadas será infiel aos princípios do socialismo.

Segundo ele, “não haverá retorno à economia de mercado ou concessões dos princípios do socialismo científico” em Cuba. “Vamos desenvolver e aprofundar nosso socialismo, com fidelidade aos princípios e flexibilidade nas teses. Não estamos mudando o núcleo central do método produtivo socialista. As atualizações serão feitas com respeito à nossa história, ao que vivemos”, garante o economista.

sábado, 23 de março de 2013

Cubana anuncia voos para o Brasil a partir de julho

Avião de companhia área cubana | Foto: Melhores Destinos

Do Melhores Destinos

A companhia Cubana de Aviación pretende voltar a voar para o Brasil a partir de julho. A empresa solicitará um voo semanal entre São Paulo e Havana, com início previsto a partir do dia 9 de julho. A frequência será operada com aeronaves russas Iliushin IL 96-300, com capacidade para 262 passageiros, sendo 244 na classe econômica e 18 na executiva. Até o momento, nenhum pedido foi formalizado junto à Anac, que terá de aprovar os voos.

“Já nos reunimos com as principais operadoras brasileiras para ajudar a viabilizar esta operação”, revelou o representante da companhia no País, Pedro Henrique Ursula, em entrevista ao site Mercado & Eventos. “Estamos apostando muito no turismo de lazer para este voo, mas temos também muitas empresas brasileiras que hoje têm negócios em Cuba, por isso teremos também um bom público corporativo”, completou o executivo, garantindo que a companhia terá tarifas competitivas.

Também em entrevista ao Mercado & Eventos, o diretor de Promoção para o Cone Sul do Ministério do Turismo de Cuba, Luis Felipe Aguilera Gutierrez, comemorou a volta das operações da aérea no Brasil. “É um voo direto, de apenas sete horas, será o único sem conexões entre os dois países”, comentou. Segundo ele, esta também é uma oportunidade para as operadoras brasileiras montarem pacotes casados com outros destinos do Caribe operados pela companhia, como Cancún e República Dominicana, por exemplo.