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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Cuba: 60 anos enviando médicos para os países pobres

Médicos cubanos deixando Cuba para trabalhar na África do Sul | Foto: Ramón Espinosa/AP

Do Resumen Latinoamericano

A colaboração médica cubana, iniciada em 1963, marcou marcos históricos na saúde global com uma abordagem humanitária e solidária, destacando mais de 600.000 profissionais para áreas vulneráveis ​​ao redor do mundo.

Desde sua primeira missão à Argélia em 1963, a cooperação médica cubana tem sido um pilar da solidariedade internacional, atendendo mais de 2,3 bilhões de pessoas e salvando 12 milhões de vidas. Com um modelo baseado no altruísmo, Cuba forneceu assistência médica a 165 países, incluindo as regiões mais remotas e afetadas por crises.

Em 17 de outubro de 1962, o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, anunciou no Instituto de Ciências Básicas e Pré-clínicas Victoria de Girón o envio de 50 médicos para a Argélia, declarando: “Hoje podemos enviar apenas 50, mas em 8 ou 10 anos, quem sabe quantos, e estaremos ajudando nossos irmãos, porque a Revolução tem o direito de colher os frutos que semeou .” 

Um ano depois, a primeira brigada médica partiu, dando início a uma tradição que hoje conta com mais de 600.000 profissionais.

Marcos notáveis ​​incluem a criação do Programa de Saúde Integral após os furacões Mitch e George na América Central, seguido por iniciativas como "Barrio Adentro" na Venezuela e "Operación Milagro",  que realizou mais de 3,3 milhões de cirurgias oculares.

Em 2005, Cuba criou o Contingente Henry Reeve, composto por mais de 10.000 profissionais para responder ao furacão Katrina nos Estados Unidos e posteriormente à epidemia de ebola na África Ocidental (2014), onde 256 colaboradores trabalharam nos países mais afetados.

Cuba também respondeu a emergências globais durante a pandemia de COVID-19, mobilizando 58 brigadas médicas em 42 países , incluindo a Lombardia (Itália), o epicentro inicial da doença. Em 2023, após os terremotos na Turquia e na Síria, 32 profissionais cubanos chegaram em menos de 48 horas para ajudar as vítimas.

Mais de 60 anos de cooperação médica cubana

Os médicos cubanos trataram mais de 2,3 bilhões de pessoas; realizaram 17 milhões de intervenções cirúrgicas; atenderam 5 milhões de partos assistidos e salvaram 12 milhões de vidas. 

Atualmente estão ativos mais de 24 mil colaboradores, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais de saúde em 56 países. Além disso, a cooperação cubana conta com 25 convênios gratuitos e 23 convênios com bolsas para profissionais, priorizando áreas com acesso limitado à saúde.

A colaboração médica cubana se baseia no voluntariado e no humanismo, enfrentando críticas infundadas dos Estados Unidos, que lhe impuseram sanções com base no argumento de exploração trabalhista por parte do governo cubano, quando na realidade seu trabalho foi reconhecido pelos governos e populações locais, especialmente em áreas onde nenhum profissional de saúde havia chegado anteriormente e com amor à sua vocação.

Tradução: Comitê Carioca.

sábado, 2 de setembro de 2023

Itália contrata mais 120 médicos cubanos; total deve chegar a 500

Médicos e médicas de Cuba chegam à Itália, agosto de 2023 | Foto: Prensa Latina

Por Sturt Silva 

No último mês de agosto, 130 médicos cubanos chegaram à região da Calábria, localizada no sul da Itália. O grupo se juntará aos 51 médicos que já trabalham no país desde dezembro do ano passado. 

Segundo reportagem da Agência Pensa Latina, os especialistas de Cuba prestarão serviços em várias cidades da região, liderada pelo governo de Roberto Occhiuto.  

Ao receber esse segundo grupo de cubanos, Occhiuto disse que “quando anunciei que contrataria médicos cubanos, muitos me criticaram por esta minha iniciativa e hoje todos na Itália querem me imitar”.

Ele também reafirmou a necessidade da contratação, dizendo que “há especialidades que são difíceis de encontrar como emergência, ortopedia e cardiologia, e entre os médicos cubanos que chegaram há especialistas nessas áreas.

Colaboração médica cubana na Itália

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Terremoto: Cuba envia médicos para a Turquia

Médica cubana ao lado do retrato de Fídel Castro em sua despedida | Foto: Ismael Francisco/Cuba Debate

Por Sturt Silva 

Cuba acaba de enviar 32 médicos especializados em situações de emergência para Turquia, país afetado por uma grave terremoto. 

Segundo o site do Ministério da Saúde de Cuba, a equipe é formada por 32 profissionais, sendo quatro mulheres e 28 homens. Além disso, mais da metade deles já realizaram missões internacionalistas de emergência que incluem um terremoto no Paquistão, epidemia do Ebola na Guiné Conacri/Libéria e  contra COVID-19 em 4 países (México, Emirados Árabes Unidos, Andorra e Kuwait). 

Médicos se despedindo em Cuba | Foto: Ismael Francisco/Cuba Debate

Brigada Henry Reeve 

Os profissionais de saúde que estão partindo para o país asiático fazem parte da Brigada Internacional Henry Reeve, grupo de médicos especializados em combater epidemias e desastres naturais.

A iniciativa foi criada em 2005 pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro, com o intuito de entregar ajuda humanitária aos estadunidenses afetados pelo furacão Katrina. 

Fidel também determinou que a organização se mantivesse ativa depois desse episódio e passasse a oferecer ajuda a todos os países que necessitassem, aproveitando a enorme capacidade do país de produzir bons médicos.

domingo, 17 de julho de 2022

Cuba não registra mortes por Covid-19 há 2 meses

Em 16 meses, Cuba aplicou uma quantidade de doses de vacina que numa campanha normal gastaria 15 anos anos | Foto: Ministério da Saúde de Cuba. 


Por Michele de Mello no  Brasil de Fato 

Cuba foi o primeiro e único país da América Latina a desenvolver imunizantes contra o vírus sars-cov2. Ainda em agosto de 2020 o país apresentou sua primeira fórmula: a Soberana 01. Hoje já são cinco imunizantes desenvolvidos: Soberana 01, Soberana 02, Soberana Plus, Abdala e Mambisa. Já em maio do ano passado, a nação iniciou sua campanha de vacinação com as duas fórmulas mais avançadas: a Soberana 02 e a Abdala. A Soberana 01 e a Mambisa, imunizante de aplicação nasal, estão em fase final de testes. Enquanto a Soberana Plus é usada como dose de reforço e teve alta eficácia em pacientes com reinfecção do vírus.  

Dessa forma, 9.975.833 cubanos estão vacinados, o que representa mais de 97,7% da população apta para vacinar-se já imunizada com o esquema completo e 84% com dose de reforço. As fórmulas foram desenvolvidas pelo complexo BioCubaFarma, que reúne 32 empresas e 25 mil trabalhadores, e agora aponta para aumentar a produção de medicamentos, a fim de atender o banco de vacinas da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP).

O Estado cubano também foi o primeiro no continente americano a autorizar a imunização em crianças de 2 a 17 anos, ainda em setembro do ano passado. Com isso, o país estima que conseguiu evitar cerca de 63 mil contágios, segundo estudos do Ministério de Saúde Pública, e atravessou o surgimento da variante ômicron, considerada a cepa mais contagiosa do coronavírus, sem registrar mortes infantis.

Com as vacinas, a ilha caribenha parece ter superado a situação de emergência sanitária. Há pelo menos dois meses o país não registra falecidos e nem casos graves de pacientes com covid-19. Até a última sexta-feira (15), o país possuía 225 casos ativos e um acumulado de 1,1 milhão de casos e 8,5 mil falecidos, desde 2019, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.  

A taxa de letalidade da doença no país é de 0,77%, muito inferior à média mundial, de 1,13%, e no continente americano, 1,67%.

Diante da quarta onda de contágios no mundo, que acontece em plena alta temporada para o turismo cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu que as autoridades do Ministério de Saúde Pública aumentassem a realização de testes para "quantificar um possível risco contra a população cubana".

A campanha exitosa contra a pandemia de covid-19 contou também com solidariedade internacional. Com um bloqueio econômico imposto desde 1962 pelos Estados Unidos, a ilha socialista teve dificuldades de comprar insumos médicos básicos, como máscaras e seringas. Com isso, movimentos populares organizaram campanhas de arrecadação de fundos e doações para os cubanos.

O Brasil de Fato conversou com a presidenta da comissão de inovação científica de combate à covid-19 em Cuba, a Dra. Ileana Morales Suárez (foto abaixo), que contou detalhes sobre o enfrentamento da emergência sanitária. 

Ileana é doutora em medicina, com especialidade em anatomia humana e saúde púbica, foi vice-ministra de saúde, diretora do conselho nacional de sociedades científicas e representante de Cuba na Rede Iberoamericana de Investigação Científica.

Brasil de Fato: Cuba foi o primeiro país da região a desenvolver vacinas contra a covid-19. E não foi apenas uma, senão cinco fórmulas de imunizantes. Qual o segredo? 

Não há muito segredo, há muita história, que não é a mesma coisa. Não há nenhum país, nem Cuba, que pudesse ter feito isso sem ter um desenvolvimento anterior, porque os tempos da pandemia são tempos muito curtos, do ponto de vista histórico. 

Quando geralmente são necessários de 10 a 15 anos para desenvolver uma vacina, muitos países, assim como Cuba, tiveram que fazer em meses. 

Há muitos anos Cuba criou uma indústria biotecnológica e farmacêutica. Observe algo que é mais interessante: criamos essa indústria numa etapa muito dura, logo após o fim do campo socialista, Cuba atravessava um momento econômico complexo. Foi quando Fidel Castro teve uma visão estratégica, e no momento em que o país tinha menos recursos, decidiu dispor de verbas para desenvolver a indústria.

Nos anos 90, muitas pessoas não entendiam, mas agora entendem.

terça-feira, 10 de maio de 2022

México contrata médicos cubanos e compra vacina anti-covid de Cuba

Médicos deixam Cuba para combater a Covid-19 na Itália em 2020 | Foto: Agência Sana

Por Michele de Mello no Brasil de Fato

Cuba e México assinaram novos acordos para aumentar o comércio bilateral, assim como a cooperação em matéria de saúde e cultura. Nesta segunda-feira (9), os dois chefes de Estado divulgaram uma declaração conjunta, que prevê a contratação de 500 médicos cubanos para atender as zonas mais vulneráveis do México, o envio de profissionais mexicanos para especializações na ilha caribenha e a importação de vacinas contra a covid-19 para aplicar em crianças e adolescentes.

"Devemos olhar para o sul e não dar as costas para os países da nossa América", disse o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em Havana. As relações bilaterais entre Cuba e México datam de 1902.

Cuba foi o primeiro país da América Latina a desenvolver um imunizante contra a infecção gerada pelo vírus sars-cov2, chegando a cinco fórmulas diferentes, duas delas - Soberana 02 e Abdala - utilizadas nas campanhas de vacinação nacional. 

"Vamos aproveitar as potencialidades sanitárias científicas, realizar esforços conjuntos que permitam desenvolver este campo em benefício dos nossos povos", declarou o presidente cubano. 

No Palácio da Revolução, Díaz-Canel entregou a ordem José Marti a AMLO, a máxima honraria do governo cubano. "As relações entre Cuba e México são históricas e inseparáveis".

O mandatário mexicano voltou a criticar os Estados Unidos pela aplicação do bloqueio contra Cuba e pela possibilidade de excluir as autoridades cubanas da próxima Cúpula das Américas, que será realizada em junho, em Los Angeles, nos EUA. 

"É tempo de expressar e explorar outra opção: de dialogar com os governantes estadunidenses e convencê-los de que uma nova relação entre os países da América é possível", defendeu AMLO.

Em 2019, a balança comercial Cuba-México foi de US$ 277,2 milhões favorável aos mexicanos, exportando produtos alimentícios, alumínio e outros manufaturas para a ilha, enquanto as importações são majoritariamente de ferro, aço e rum cubano.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Em Cuba o interesse do povo está em primeiro lugar

Pedro Monzón - Cônsul Geral de Cuba em São Paulo - em longa entrevista ao jornal Causa Operária, fala sobre o sucesso e as dificuldades na nação socialista em combater a pandemia da Covid-19

Cubana segura frasco da vacina Abdala | Foto: @SunflowerCuba

Do Causa Operária 

Na conversa, foram tratados temas referentes à crise sanitária e econômica com destaque para a política de Cuba no combate à COVID-19, o desenvolvimento de vacinas para erradicação da doença, as dificuldades econômicas em decorrência da pandemia e também aspectos gerais da política exterior da ilha caribenha.

A crise sanitária levou o sistema de saúde de inúmeros países imperialistas ao colapso e a política de um país pobre como Cuba ganhou destaque internacionalmente. Para o diplomata, o sucesso do país caribenho resulta de uma política que não está submetida aos interesses capitalistas: “Cuba, como se sabe, tem um Estado forte, uma política definida que tem critérios estratégicos e que coloca em primeiro lugar os interesses do povo. Em segundo lugar, completamente subordinado, os interesses econômicos. Primeiro, tem que salvar os cubanos”, afirma Monzón.

O planejamento foi uma questão totalmente ignorada pelos países da América Latina dominados por governos subservientes aos interesses imperialistas como o Brasil. O caos que vivia a Itália noticiado em meios de comunicação do mundo todo era um preludio do que enfrentariam. Sobre esse aspecto importante declarou “Em Cuba desde antes que fosse detectado o primeiro caso de COVID-19, o país já estava se preparando para enfrentá-lo”.

Destacou ainda a importância das organizações revolucionárias do País para mobilizar nas tarefas emergenciais como desastres naturais e epidemias, assim afirmou que Cuba possui “um sistema muito sofisticado de instituições de diferentes tipos. Quando há alarme nacional ou uma emergência de qualquer tipo todos nos unimos…Para Cuba, não é difícil mobilizar toda essa força, são mecanismos muito maduros de muitos anos que tem origem na própria Revolução”.

Sobre a questão educacional e nível cultural da população, ponderou que “O povo cubano é um povo educado com nível de cultura alto, em Cuba não há desigualdade dos níveis de educação, não há desigualdade das riquezas, não há um grupo pequeno de pessoas com nível alto de educação e uma maioria, uma grande quantidade do povo, sem educação. Todo mundo, de maneira uniforme, tem educação básica. Há científicos que tem alto nível, sempre há diferença, mas todos tem educação básica e acesso à cultura. Esse fator é muito importante. Um povo educado e culto é capaz de entender as orientações”.

Além de todos esses aspectos de fundamental importância para se combater a pandemia da COVID-19, Cuba trabalha no desenvolvimento de seis vacinas para erradicar a doença, cinco são exclusivamente cubanas e uma cubano-chinesa. As vacinas que estão no estágio mais avançado dos ensaios são a Soberana 2 e a Abdala, ambas estão sendo aplicadas na terceira e última fase em quase 100 mil voluntários cubanos de faixa etária entre 18 e 80 anos. Outras centenas de milhares de doses da vacina foram enviadas para países como Irã e Venezuela.

Para o cônsul, Cuba deve atingir a produção de 100 milhões de doses das vacinas até agosto desse ano e, ao final dos ensaios, terá capacidade de produzir diariamente 100 mil doses de vacinas. 

Segundo Monzón, a política conquistada pela Revolução permitiu o desenvolvimento industrial e científico do país, medicamentos que são únicos no mundo, um sistema de saúde com base na profilaxia. 

Pedro afirma que o desenvolvimento da biotecnologia cubana está no mesmo nível dos países imperialistas, uma área da ciência que recebeu aporte de bilhões de dólares em mais de 35 anos. Declara ainda que mais de 50% do PIB de Cuba são destinados a temas sociais como saúde e educação

A questão econômica foi classificada como preocupante principalmente pelo bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e que o mesmo se trata de uma política de guerra contra os cubanos, assim, Pedro declara que “Há problemas que estamos resolvendo, alguns tem a ver com a necessidade de escapar do bloqueio, mas todas as mudanças econômicas de Cuba não podem ignorar o bloqueio. Por isso, muitas vezes temos que fazer inventos estranhíssimos, do ponto de vista econômico, para sobreviver à pressão do bloqueio. Isso tem gerado preocupações, isso é muito complicado. Por exemplo, agora temos uma mudança que chamamos ‘reordenamento econômico’, onde estamos revendo coisas que já não funcionavam para tornar mais eficiente. Mesmo para essas mudanças, não podemos esquecer que somos um país sitiado, os que estão em guerra conosco querem nos destruir. O bloqueio não é um fenômeno técnico, não é um fenômeno contábil, se trata de um fenômeno político, querem destruir a Revolução Cubana. Mas, se não houvesse o bloqueio, o desenvolvimento de Cuba seria impactante devido ao nível de desenvolvimento da população. Por isso, não retiram o bloqueio. Se o socialismo triunfa é um demérito imenso para o capitalismo ocidental. Podem mudar a forma de nos tratar, mas irão manter o bloqueio”.

Para o Cônsul cubano, a eleição de Joe Biden não trouxe nenhuma mudança na relação dos Estados Unidos com Cuba e outros países que sofrem a violência da política imperialista, muito pelo contrário, disse “Penso que o imperialismo é um sistema com propósitos e interesses, isso não se muda. A política dos Estados Unidos, não somente em relação a Cuba, mas ao mundo todo, demonstra seus interesses imperiais. Por isso, estão no Oriente Médio. Por isso, Biden segue fazendo o mesmo que Trump, não retirou uma única das terríveis medidas que aquele aplicou contra Cuba. Já bombardeou a Síria, já teve conflito com a China e também com a Rússia porque quer manter o controle do grande capital sobre a economia mundial”.

Confira na integra a entrevista com o Cônsul Geral de Cuba, Pedro Monzón Barata:

quinta-feira, 8 de abril de 2021

"Pela vida": Documentário mostra médicos cubanos salvando vidas na África

Médicos cubanos lutando contra o vírus do Ebola na África | Foto: Granma

O vídeo abaixo é uma reportagem da TV cubana sobre os médicos do Contingente Henry Reeve, grupo de médicos cubanos especializados em epidemias e desastres naturais, que combateram o Ebola na África, nos anos de 2014 e 2015.

A brigada recebeu vários prêmios e reconhecimento mundial. Em 2020, na pandemia da Covid-19, estão presentes em 40 países.

O documentário, além de mostrar os médicos atendendo na África, também mostra as dificuldades, as dores e superação de dever cumprido dos médicos e de suas famílias. 

Assista: 

domingo, 28 de março de 2021

Cuba contra Covid-19: 5 vacinas e taxa de letalidade de apenas 0,59%


Do site do PT 

“Muitos e diversos têm sido os desafios e lições aprendidas no enfrentamento à Covid-19, que em 2020, rompeu o mundo.” As palavras do ministro da Saúde Pública de Cuba, Dr. Jose Angel Portal Miranda, abriu a conferência virtual Cuba pela Vida, realizada pelo Foro de São Paulo (FSP) na quinta-feira (25).

A campanha defende a paz, a cooperação e a solidariedade como eixos para superar os efeitos trazidos pela  pandemia e para o  desenvolvimento dos nossos países, além de expor o excelente desempenho que tem tido Cuba no  combate à pandemia.

Durante o evento, Miranda compartilhou as estratégias de combate ao coronavírus, as experiências, a prevenção e a antecipação de riscos colocadas em prática na maior ilha caribenha, que possui um sistema de gestão baseado na ciência e na inovação aliadas ao fortalecimento do sistema de saúde. “Salvar vidas é a essência que, há mais de 60 anos, define nossa Revolução”, enfatizou o ministro.

Atualmente, Cuba conta com 11.127 consultórios comunitários, 449 policlínicas, 150 hospitais, 479.623 trabalhadores na saúde e, por cada mil habitantes, há nove médicos disponíveis.

Apesar de a América Latina ser a região mais afetada pela pandemia da Covid-19, com um total de 23.605.223 de casos, Cuba, com população de 11,3 milhões de habitantes, tem 35 mortes por cada milhão de habitantes e taxa de apenas 0,59% de letalidade.

No Brasil — hoje o país mais afetado pela pandemia, com cerca de 12,3 milhões de casos confirmados e mais de 300 mil mortos —, a taxa de letalidade está em 2,5% e foram registradas 1.444 mortes por cada milhão de habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde.

Prêmio Nobel

domingo, 1 de novembro de 2020

"Nobel da Paz para os médicos cubanos é um reconhecimento de justiça"


Prêmio Nobel da Paz para os médicos cubanos é um reconhecimento de justiça para uma Nação que investe na saúde de seu povo e na solidariedade internacional, afirma médico Renato Lemos.

Assista entrevista com Lemos, médico de família e formado em medicina em Cuba:


Entrevista realizada em outubro de 2020.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Assista: Por que defendemos o prêmio Nobel da Paz para os médicos cubanos?


Entrevista da Revista Diálogos do Sul com Pedro Monzón, Cônsul de Cuba no Brasil. O diplomata cubano fala de vários temas sobre seu país. Além da campanha para o Nobel da Paz para aos médicos cubanos, abordou a pandemia da Covid-19 em Cuba, o bloqueio econômico dos EUA, os 5 heróis cubanos e o  sistema econômico e regime político cubanos.

A entrevista foi realizada em julho de 2020. 

Assista: 

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domingo, 20 de setembro de 2020

Cuba comemora 15 anos de brigada médica que concorre ao Nobel da Paz

Brigada Médica Internacional Henry Reeve foi criada em 2005 por Fidel Castro, para ajudar estadunidenses afetados pelo furacão Katrina, mas se manteve ativa e hoje concorre ao prêmio por seu trabalho na pandemia do coronavírus

Brigada foi criada por Fidel Castro em 2005 - Foto: Rádio Camaguey

Por Victor Farinelli no portal Fórum

Este sábado (19) foi um dia de celebrações em Cuba, para homenagear os médicos que formam ou já formaram parte da Brigada Médica Internacional Henry Reeve, que comemora seu aniversário de número 15. 

A iniciativa foi criada em 2005, pelo então comandante Fidel Castro, com o intuito de entregar ajuda humanitária aos estadunidenses afetados pelo furacão Katrina – os estados do sudeste norte-americano registraram mais de 1,2 mil mortes e uma quantidade enorme de feridos, como saldo da passagem do cataclisma pela região, durante o verão do hemisfério norte, naquele ano. 

Fidel também determinou que a organização se mantivesse ativa depois desse episódio, e passasse a oferecer ajuda a todos os países que necessitassem, aproveitando a enorme capacidade do país de produzir bons médicos. 

O Ministério da Saúde Pública de Cuba, que está organizando as celebrações deste sábado, enfatizou – em uma das várias mensagens publicadas durante a jornada – que a Brigada Henry Reeve já prestou assistência a mais de 46 nações e cinco territórios não autônomos, em quase todos os continentes do mundo: América Latina e Caribe, África, Ásia, Oceania. e Europa.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também publicou uma mensagem sobre o aniversário da Brigada Henry Reeve, destacando que “estão há 15 anos enfrentando e vencendo a dor e a morte no mundo. Obrigado pela generosidade e pelo exemplo. Obrigado por dar vida”.

domingo, 13 de setembro de 2020

Nobel da Paz para médicos cubanos que combatem à Covid-19 [assista ao vídeo]


Por Sturt Silva 


Diante da pandemia do novo coronavírus, Cuba nos ensina uma vez mais sobre o significado da palavra Solidariedade. Ate o momento Cuba já envio milhares médicos e especialistas em saúde para 38 países

Assista ao vídeo, realizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e apoie a Campanha para o prêmio Nobel da Paz para o Contingente Henry Reeve, de Cuba.


sábado, 20 de junho de 2020

Combate ao coronavírus: Cuba enviou médicos para 40 países

Médicos cubanos antes de deixar Cuba para combater o coronavírus na Itália | Foto: Reuters/Alexandre Meneghini

Por Sturt Silva 

Desde que começou a pandemia, Cuba já enviou médicos e profissionais de saúde para 40 países. Foram 57 brigadas médicas especializadas contra epidemias e desastres naturais. Os primeiros países a receberem ajuda foram Nicarágua e Venezuela. O caso mais marcante foi o da Itália, que passou a ser o primeiro país europeu desenvolvido a contar com assistência médica cubana. 

Veja os países beneficiados e quantos profissionais cada um recebeu | Arte: Diplomacia Cubana
                                                                                       

América Latina e Caribe

sábado, 2 de maio de 2020

Coronavírus evidencia falta dos médicos cubanos

Muitos ignoram mas Cuba tem os melhores indicadores de saúde do mundo, afirma médico brasileiro
Por João Marcelo Goulart  no Brasil de Fato

Em meio a pandemia do coronavírus o que realmente importa é preservar a vida. No entanto, em um mundo globalizado onde milhões de famílias passam fome ou morrem por não terem saneamento básico a prioridade parece ser outra.

No Brasil, “liderado” por Bolsonaro essa realidade é pior ainda. Tínhamos o exemplo de outros países do mundo que falharam ao ignorar o isolamento social para não parar a economia. Essa se tornou uma estratégia genocida e falida em todo o mundo, mesmo assim, Bolsonaro e seus seguidores insistem em atentar contra a saúde do povo brasileiro mandando-os para a rua.

Sempre sou questionado das minhas razões de ter ido estudar medicina em Cuba. Poucos sabem, outros negam e maioria é desinformado, mas Cuba tem os melhores indicadores de saúde do mundo.

Isso só é possível porque eles possuem um sistema público eficiente, que é voltado para evitar que sua população adoeça. Ora, nada mais lógico do que isso, certo? Diferentemente do Brasil que segue o modelo “hospitalocentrico” norte-americano de mero assistencialismo, a formação médica cubana é voltada para a promoção de saúde e prevenção de doenças. Prevenir sempre, inclusive aos que já estão doentes.

Exemplo: para um paciente diabético e hipertenso, nós somos muito enfáticos na prevenção de desenvolvimento de complicações como AVC, insuficiência renal e infartos. Nós aprendemos, em Cuba, sobre as doenças dentro das comunidades, conhecendo a realidade das pessoas. Suas dificuldades e limitações, características do bairro e geografia, etc. É muito mais fácil ter êxito nos indicadores de saúde quando estamos inseridos no dia a dia dessas pessoas. A informação chega mais rápido e mais vezes. No Brasil, aprendemos o que é hipertensão já com o paciente numa unidade de terapia intensiva (UTI) após ter desenvolvido as complicações.

Não basta o caráter social e humanitário da formação medica cubana, também se faz necessário um Estado que investe em saúde. Em Cuba o acesso às medicações de uso contínuo é praticamente gratuito. A população tem acesso a exames de alta complexidade, sempre e quando necessários. É aqui que ter investido na prevenção faz a diferença. Ao termos uma população bem atendida na atenção primária à saúde, temos poucos doentes com necessidade de exames e procedimentos caros, aliviando muito os gastos.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Covid-19: 51 países pediram ajuda médica a Cuba para combater a pandemia

Quase 1.500 médicos para 23 países nos últimos meses; no total são mais de 28 mil médicos em 65 países
Médicos cubanos chegam à África do Sul | Foto: Presidência da África do Sul
Por Sturt Silva

Até o último dia 27 de abril, médicos cubanos tinham atendidos aproximadamente 2.517 pacientes com COVID-19 no mundo. As informações foram dadas por Marcia Cobas Ruíz, vice-ministra do Ministério de saúde de Cuba, em entrevista ao programa Mesa Redonda da TV cubana.  

Segundo Cobas, nos últimos meses, Cuba recebeu pedido oficial de ajuda médica de 51 países e é a partir deles que as brigadas são enviadas. Assim, até o momento, foram enviadas 1.466 profissionais para 23 países. Todas as brigadas são do contingente Henry Reeve, grupo de médicos formado por especialistas em epidemias e desastres naturais. 

"É um resultado não apenas dos contingentes de "Henry Reeve", mas de todas as brigadas que estavam ajudando e as que se juntaram. Estamos falando dos 59 que cooperam tradicionalmente, além daqueles que se juntaram para trabalhar em regiões italianas como a Lombardia e Piemonte e o Principado de Andorra ”, disse a cubana. 

A vice-ministra afirmou que Cuba possui brigadas em 30 países da África, 10 da Ásia e Oceania, 4 do Oriente Médio e 15 da América Latina. Além de 2 na Europa. No total a ilha socialista tem cerca de 28.400 profissionais de saúde em 61 países (veja no vídeo abaixo).


Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou nesta terça (05/05) novas informações sobre a cooperação médica cubana no mundo. Não seria apenas 61 países, mas 65. Assim há 31 países com médicos cubanos na África, 5 na Ásia/Oceania, 5 no Oriente Médio, 2 na Europa e 22 na América Latina e Caribe.

Desde que começou a pandemia, Cuba enviou brigadas médicas para 23 países. As primeiras nações a receber profissionais da brigada Henry Reeve foram Nicarágua (5) e Venezuela (6). Depois Suriname (51), Granada (5), Haiti (22) e Jamaica (138) também tiveram suas solicitações de ajuda atendidas. Ainda na América Latina outros 8 países receberam ajuda. São eles: Santa Lúcia (113), São Cristóvão e Neves (34), Dominica (35), São Vicente e Granadinas (16), Antígua e Barbuda (26), Belize (58), Honduras (20), Barbados (101) e Trinidad e Tobago (11). Os 7 primeiros receberam médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, enquanto que os dois últimos foi apenas enfermeiras.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Em carta ao presidente de Cuba, Lula parabeniza solidariedade dos médicos cubanos

Presidente cubano respondeu a Lula: povo cubano está contigo | Foto UJS
Em carta ao mandatário de Cuba, Miguel Díaz-Canel, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou a solidariedade dos médicos cubanos que foram enviados à Itália para ajudar no combate ao novo coronavírus. 

No documento, enviado na última segunda-feira (23/03), Lula afirmou que escreveu ao presidente cubano para contar sobre a "emoção" que sentiu ao ver os profissionais desembarcando no país europeu. 

"Mais uma vez, o governo e o povo de Cuba dão ao mundo um exemplo de solidariedade, superando todas as barreiras, sejam de natureza econômica, geográfica ou política", disse. 

O petista ainda afirmou que são nos momentos de crise "que encontramos os verdadeiramente grandes". 

Na mensagem, o ex-presidente disse que a solidariedade "ativa, militante e revolucionária" de Cuba foi vista no mundo. "Em uma resposta altiva e soberana àqueles que tentam impor o bloqueio econômico e o isolamento político", pontuou.
Mais Médicos 

A luta contra o coronavírus continua: Cuba enviará 500 médicos para Argentina

Médicos e enfermeiros chegam à Itália | Foto:Daniele Mascolo/Reuters
Do Opera Mundi 

O governo de Cuba enviará cerca de 500 profissionais da área da saúde à província de Buenos Aires, na Argentina, para ajudar a cidade na contenção da pandemia do novo coronavírus. Até o momento, o país contabiliza 243 casos ativos do covid-19 e seis mortes.

De acordo com o site Ámbito, o pedido foi feito pelo governo da província e anunciado pelo ministro da Saúde de Buenos Aires, Daniel Gollán, ao presidente Alberto Fernández nesta segunda-feira (23/03), em uma reunião sobre as ações de contenção do coronavírus. 

O site informa que a equipe cubana é formada por médicos de emergência e terapeutas. Segundo o Ámbito, os profissionais devem chegar a Buenos Aires no começo de abril.

Ainda não está definido como será realizada a distribuição dos médicos para os hospitais da província.

Na reunião, de acordo com o site, o ministro afirmou que mil novas unidades de terapia intensiva serão criadas, além de 18.000 leitos fora de hospitais em toda Buenos Aires.

Na última quinta-feita (19/03), o governo de Fernández decretou um "isolamento social preventivo obrigatório" até o final de março para tentar conter a disseminação do novo coronavírus no país. "Continuamos a ter o problema de gente que não entende que não deve circular pelas ruas porque o risco de contágio é enorme. Ninguém deve sair de casa. É hora de entender que estamos protegendo a saúde de todos", disse o mandatário. 

Desde que começou a pandemia, Cuba já enviou médicos e profissionais de saúde para 6 países (Itália, Venezuela, Granada, Nicarágua, Jamaica e Suriname). Argentina será o sétimo. Dos países afetados pela Covid-19 pelo menos 37 contam com atendimento de médicos cubanos em suas redes públicas de saúde.

terça-feira, 24 de março de 2020

"Cuba é um gigante da medicina", diz especialista

Médicos cubanos na Itália para combater a Covid-19 | Foto: Consulado de Cuba em Milão
Da Sputnik Brasil

Impotente face ao coronavírus, Roma solicitou ajuda internacional. Em resposta, Cuba, país vinte vezes menos rico que a Itália, enviou 52 médicos e enfermeiros para a Itália.

Com 6.077 mortes e 50.418 infectados até 23 de março, Itália, com o seu sistema de saúde em colapso, necessita urgentemente de ajuda internacional. 

Dez aviões militares russos já aterrissaram em Roma, transportando 100 virologistas, epidemiologistas e equipamentos de desinfecção e diagnóstico. 

Três milhões de máscaras devem chegar à península italiana vindas da China, Egito e Índia. 

Outro país, inesperadamente para alguns, respondeu igualmente ao apelo de ajuda: Cuba, que enviou com urgência 36 médicos, 15 enfermeiros e um administrador em 22 de março, muitos deles com experiência prévia em surtos epidemiológicos, como o ebola na África. 

Os profissionais de saúde cubanos começaram imediatamente a trabalhar na região da Lombardia, a mais afetada pela doença COVID-19.


Até agora, Cuba tem poucas infecções de SARS-Cov-2 e registrou apenas uma morte de um turista italiano.

Dilma: Expulsos do Brasil, médicos cubanos são celebrados na Itália

Médicos cubanos chegando na Itália | Foto: Jose Carlos Rguez  
Por Dilma Rousseff 

O desembarque de uma brigada de médicos cubanos neste domingo na região da Lombardia, na Itália, é uma forte ação de cooperação e solidariedade entre nações. A Itália, embora sendo um dos países mais ricos do mundo é, neste momento, o que mais tem perdido vidas para o COVID-19. Os italianos celebraram o apoio humanitário cubano com aplausos. 

A brigada de médicos que chegou à Itália dá continuidade à ajuda sanitária que, de forma sistemática, tem sido realizada por Cuba na Nicarágua, Jamaica, Suriname, Venezuela e Granada. Tais brigadas reafirmam que o caminho para uma vitória sobre a pandemia passa necessariamente pela cooperação e solidariedade entre as Nações.  

O povo e o governo de Cuba são um exemplo aos governantes que se rendem a atitudes mesquinhas e mentiras, desdenham da gravidade da crise com um comportamento irresponsavelmente agressivo e diversionista, e não descem do palanque sequer quando o mundo vive a sua maior tragédia em décadas. ,

Bolsonaro, na sua ignorância irresponsável, já tratou os médicos cubanos com a mesma visão míope e o mesmo preconceito ideológico que dedicou, semana passada, aos chineses, e que o levou a chamar o coronavírus de “gripezinha”. 

Em 55 anos, Cuba cumpriu 600 mil missões internacionalistas, em 164 países, envolvendo 400 mil profissionais de saúde. Entre outras ações, lutou contra o ébola na África Ocidental, tratou a cegueira na América Latina e no Caribe, enfrentou a cólera no Haiti e enviou 26 brigadas de resgate e salvação para países como Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, diante de grandes desastres e epidemias. A maioria destas missões foi patrocinada pelo governo cubano, que também ofereceu cursos para 35.613 médicos oriundos de 138 países. 

Estas ações internacionais correspondem à vocação humanista e solidária do povo cubano, razão pela qual seus médicos são reconhecidos internacionalmente, ao prestar serviço em cerca de 70 países. 

No Brasil, os médicos cubanos foram centrais para que o programa Mais Médicos se efetivasse, fortalecendo o SUS e suprindo a falta de profissionais brasileiros no atendimento à população pobre e mais vulnerável. Com mais de 18.000 médicos, o programa Mais Médicos atendeu 63 milhões de brasileiros. Uma parte significativa deste trabalho foi feita pelos mais de 11.000 médicos cubanos que foram o núcleo duro do programa.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Cuba salva vidas; repúdio às declarações racistas do deputado José Medeiros

Cuba salva vidas, o bloqueio dos EUA mata | Arte: Alba Movimentos
O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba vem a público rechaçar com veemência a declaração do deputado José Medeiros (Podemos - MT) em relação aos médicos cubanos, sua ignorância sobre os fatos e seu racismo que aparentemente, não consegue sequer disfarçar.

Nos causa indignação que em um momento tão difícil para toda a humanidade alguém ofenda - sendo uma pessoa pública - não só uma nação como também a dele própria, uma vez que seu racismo em pleno século XXI é execrável, uma vez que o Brasil conta com grande percentual de negros no país (sem os quais não seríamos o que somos - sequer ele próprio.)
Quando os médicos cubanos chegaram no Brasil tivemos que nos desculpar pela "recepção" que tiveram em alguns aeroportos. Isso já foi constrangedor para muita gente. Chamados de escravos e outras impropriedades, a maioria do povo brasileiro sentiu naquela ocasião um mal estar pelas calúnias e injúrias ali cometidas sem qualquer motivação, afinal eles aqui chegavam para contribuir com seu trabalho em regiões longínquas onde ninguém queira estar.

Agora, tendo sido solicitados pelo governo italiano para contribuir no combate à pandemia do Convid-19 (assim como foram para mais de 37 países a pedidos*) esse senhor vocifera que "parece navio negreiro chegando". Estão chegando lá, aplaudidos pelos italianos por sua excelência em medicina enquanto os países chamados "ricos" nada somam. E a Itália lhes agradece.

É essa brigada médica internacionalista que vai arriscar suas próprias vidas - assim como aconteceu com o Ebola na África, com terremotos no Paquistão, no Peru, com tragédias climáticas onde sequer outros profissionais se arriscam.
CONDENAMOS veementemente tais 'palavras' de alguém que ao menos deveria procurar saber a verdade antes dar qualquer 'opinião' que ninguém pediu;