segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Presidente de Cuba visita as cidades mais afetadas pelo furacão "Sandy"

Fonte: OPERA MUNDI

Acompanhado de equipe ministerial, Raúl Castro avaliou danos e reafirmou compromisso com plano de reconstrução

O presidente de Cuba, Raúl Castro, visitou nesta segunda-feira (29/10) as principais regiões do país afetadas pelas intensas chuvas associadas ao furacão Sandy. O governo cubano está empenhado em um plano de reconstrução que conta com a ajuda da Venezuela.

"Podemos dizer que tivemos um grande furacão no oriente e um pequeno 'Flora' (devastador furacão de 1964) no centro do país", disse ele citado pelo jornal oficial Granma. "Não queríamos ir ao Oriente sem antes visitar as províncias centrais", acrescentou.

Acompanhado de equipe ministerial, o presidente cubano visitou as províncias centrais de Villa Clara, Sancti Spíritus e Santiago de Cuba. As autoridades analisaram os danos provocados pelo furacão e garantiram à população que a situação no país já está controlada e estável.

Em Santiago, a segunda maior província do país, com mais de um milhão de habitantes, mais de  130 mil residências foram afetadas, das quais 15,4 mil ficaram totalmente destruídas. O furacão também afetaram a distribuição de energia elétrica e a produção agrícola na região central do país.

Os danos estendem-se a outras províncias do leste de Cuba, como Holguín e Guantánamo, e somam milhões de dólares em prejuízos. O governo venezuelano enviou no sábado (27/10) 611 toneladas de ajuda humanitária para o país e também para o Haiti, atingido pelo furacão.

Raúl Castro convocou neste sábado (27/10) todos os organismos do país para se esforçar a fim de "recuperar o que foi danificado" e insistiu em "ganhar experiências da situação atual para futuros eventos meteorológicos". "Vamos fazer o máximo esforço em todos os sentidos, montar um inventário, delinear um plano e fazer com que ele seja cumprido", disse ele em reunião do Conselho de Ministros.

O furacão "Sandy" atingiu o sudeste de Cuba na madrugada de quinta-feira  e saiu pela costa noroeste cinco horas depois, tornando-se num dos mais devastadores a passar pelo país nos últimos anos, após ter deixado um rasto  de 11 mortos e graves prejuízos materiais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário