quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Alfândega cubana impede 29 operações do narcotráfico

Havana, 22 de agosto - Prensa Latina

A Aduana de Cuba interceptou, até a primeira quinzena de agosto deste ano, 29 operações de narcotráfico que somam 27,5 quilogramas de cocaína e maconha, informou hoje o diretor de Confronto, Julio Antonio Fernández.

  Em declarações à Prensa Latina nesta capital, o funcionário governamental destacou que a cifra supera com amplitude o total de casos frustrados no ano passado, quando a instituição criada em fevereiro de 1963 detectou 23.

Segundo Fernández, a habilidade dos inspetores na busca de indícios e o uso combinado de cães treinados e de modernas tecnologias como os raios X e o ionscan (equipamento capaz de detectar substâncias na ordem dos nanogramas) explicam o aumento.

Vemos que cada vez são mais complexos os métodos para esconder entorpecentes, mas a capacitação de nossas forças e a disponibilidade de meios adquiridos pelo Estado cubano permitem a interceptação, apontou.

Por sua localização geográfica -no meio da rota entre produtores de drogas e seus principais mercados, Estados Unidos e Europa-, a ilha caribenha viu-se afetada pela intenção de ser utilizada como trânsito de algumas operações.

Essas tentativas continuam, sobretudo pela via aérea, embora nos últimos anos tenha ocorrido um aumento nos casos destinados à profundidade do território nacional, explicou Fernández.

A propósito desse cenário, recentemente o chefe da Direção Nacional Antidrogas, coronel Domingo Ibáñez, disse à Prensa Latina que existe certa tendência a introduzir substâncias ilícitas em um incipiente mercado interno, que tem como peculiaridade seus altos preços, diante da ausência de oferta.

Pessoas inescrupulosas tentam tirar proveito de tal situação, inclusive viajantes procedentes dos Estados Unidos.

Nesse sentido, o diretor de Confronto da Aduana assinalou que em 2012 foram detectadas cinco operações em voos procedentes do país do norte.

Com relação às características das atividades frustradas na fronteira aérea, fundamentalmente no aeroporto internacional José Martí, na capital, Fernández comentou sua complexidade.

Descobrimos pessoas com droga no estômago, um método que é mais difícil quando se utiliza da cocaína líquida nas cápsulas engolidas, precisou.

De acordo com o diretor, entre os casos interceptados também estão substâncias ilícitas ocultas em uma peruca e nas mais diversas partes do interior das bagagens dos viajantes.

A detecção dessas operações mostra a habilidade de nossos inspetores e a efetividade de técnicas como a canina e a radiológica, expôs.

Fernández ressaltou também a cooperação internacional no combate às drogas, na qual a Aduana cubana desempenha um importante papel.

Graças ao intercâmbio oportuno com instituições homólogas foram capturados envios com um total a mais de seis quilogramas de cocaína na França e Holanda, informou.

Cuba tem convênios de cooperação antinarcóticos com países da África, América, Ásia e Europa, no entanto não foi possível concretizá-lo com os Estados Unidos, nação que até o momento tem ignorado a proposta.

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