quarta-feira, 7 de março de 2012

Cuba defende na AIEA eliminação de armas nucleares.


Fonte: VERMELHO

Em Viena, Cuba ratificou nesta terça-feira (6) seu apoio ao desarmamento nuclear como objetovo de máxima prioridade para a comunidade internacional, durante a segunda jornada da Comissão de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU.

"Defendemos a eliminação total e proibição urgente das armas nucleares", afirmou em uma de suas intervenções o representante da ilha, Rodolfo Benítez.

De acordo com o governador cubano no organismo, Havana considera que só a eliminação total dessas armas e dos testes nucleares contribuirá para a garantia da paz e da segurança no planeta.

Benítez lembrou que a humanidade vive sob sérias ameaças, a partir da existência de artefatos nucleares e a ameaça de seu possível uso.


Nesse sentido, o representante cubano insistiu na preocupação do seu país "pelo lento avanço rumo ao desarmamento nuclear e à falta de progresso real dos Estados possuidores de armas nucleares na eliminação total de seus arsenais".

"Destacamos a necessidade de que cumpram suas obrigações e sublinhamos a urgência de começar as negociações sem atrasos", agregou.

Em relação à desnuclearização da Península Coreana, um dos temas tratados em Viena nesta terça, Benítez explicou ao foro que Cuba apoia esse cenário e saúda todo passo adiante concreto encaminhado para a concretização do objetivo.

"Estamos convencidos de que só mediante a diplomacia e o diálogo por meios pacíficos se chegará a uma solução a longo prazo para a questão nuclear na região", disse.

Cuba reiterou seu apoio às conversações multilaterais, à paz duradoura na região e à reunificação pacífica na Península Coreana, sem a ingerência estrangeira.

"Nesse processo, são fundamentais o respeito à igualdade soberana, assim como o não uso nem à ameaça do uso da força", expôs.

Há poucos dias, a República Popular Democrática da Coreia anunciou uma moratória nuclear que contempla a suspensão dos testes de mísseis de longo alcance e do enriquecimento de urânio, opostura resultande de diálogo que teve em Pequim com representantes dos Estados Unidos.

Na comissão de governadores da AIEA, Benítez defendeu mais uma vez o uso da energia nuclear com fins pacíficos.

"Cuba considera importante a contribuição da energia nuclear ao desenvolvimento socio-econômico e à melhora da qualidade de vida em áreas como a segurança alimentar, a agricultura, a saúde humana e à proteção ambiental", assinalou.

O representante cubano mencinou também o papel dessas tecnologias para a produção de energia nucleoelétrica, o gerenciamento dos recursos hídricos e o uso de radioisótopos e radiações.

Na segunda-feira, no dia do início dos trabalhos da comissão, o Benítez denunciou as proibições e restrições que sofrem as nações em desenvolvimento no acesso a equipamento e tecnologias nucleares para fins pacíficos.

"Nosso país foi e continua sendo vítima dessas restrições e proibições como parte da cruel e ilegal política de bloqueio, que é aplicada há mais de 50 anos pelo govero dos Estados Unidos contra Cuba", advertiu.

Fonte: Prensa Latina

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