segunda-feira, 27 de julho de 2009

UMA PEQUENA ANÁLISE - HONDURAS HOJE.


UMA PEQUENA ANÁLISE
por Robson Ceron

Zelaya permanece em Ocotal, na região fronteiriça da Nicarágua com Honduras.

Em seu pronunciamento de hoje, domingo, ele dirigiu suas palavras ao presidente norte-americano, Barack Obama, pedindo que enfrente "com força a ditadura". Zelaya disse que Obama deve deixar claro "qual é a verdadeira posição do seu governo em relação ao golpe de Estado".

Também denunciou os golpistas pela repressão contra os manifestantes que tentaram chegar à fronteira, inclusive, pela morte de um jovem, que foi seqüestrado e assassinado pelos militares.

As posições parecem estar se definindo de forma mais coerente.

Aproveitando a ação correta de Zelaya, a secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, e a União Européia, criticaram o legítimo presidente, por uma suposta ação violenta e desmedida e chamaram ao diálogo mediado pelo boneco de presépio, Óscar Árias.

Ou seja, apóiam os golpistas, pois, sendo a conciliação impossível, dado os interesses envolvidos, qualquer insistência neste sentido é adesão subentendida ao golpe.

Apesar da permanente repressão e toque de recolher, a situação permanece nas mãos do povo hondurenho. Povo representado na Frente Ampla contra o golpe e em outros setores organizados. Um exemplo foi o ressurgimento da Frente Morazanista de Libertação Nacional de Honduras, grupo que atuou nos anos oitenta e que conclamou ontem, a insurreição armada.

Ainda, alguns sinais de distensões dentro do próprio exército hondurenho e a posição firme dos países latinos americanos contra o golpe (ALBA e MERCOSUL, por exemplo) contribuem para uma desejada vitória popular.

Contudo, há algo que pode acontecer – os sinais estão no ar – que mudará muito a correlação de forças: uma desvalorização expressiva do dólar. O apoio dos golpistas dado pelos setores fascistas estadunidenses (do governo e fora dele) poderá sofrer forte revés, fortalecendo a posição popular progressista.

Portanto, a luta em Honduras não terá solução clara em pouco tempo, sendo que, Zelaya já apontou isto, ao propor a permanência da resistência.

A resistência popular em Honduras é a resistência de todos os povos, pois a vitória definitiva dos golpistas será exemplo e o fortalecimento das políticas fascizantes em toda Nuestra América, algo que não podemos aceitar passivamente.

Um comentário:

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