domingo, 31 de maio de 2009

UMA MENINA CUBANA!



Uma menina cubana
Por Rosa C. Baez

Quando busco, entre minhas primeiras memórias, as causas por que esta Revolução se fez minha, vem-me à mente uma série de razões ...

Lembro-me as noites em que na sala de casa, enquanto as crianças brincavam, os mais velhos se agrupavam em torno do rádio, e em seguida, estranhamente instavam-nos a fazer barulho ...

Lembro-me os golpes, os gritos de alegria, as buzinas dos carros funcionando sem parar, no primeiro de janeiro 1959...

Lembro-me de meus primeiros anos na escola pública, quando tinhamos de empurrar as carteiras até as paredes, enquanto as goteiras caiam profusamente no meio da sala e depois, a escola alvenaria, construída a poucos quarteirões...

Recordo a Bohemia (Revista) de onde recortei uma foto colorida de Camilo, com seu sombreiro, que não consigo ver sem sentir uma infinita tristeza...

Mas, sobretudo, recordo uma imagem vista, não sei desde quando. Recordo aquela carinha triste, viva figura de desamparo, abraçando um pedaço de madeira: foi o meu primeiro sentimento de solidariedade, de protesto social, o primeiro que me fez sentir gana de partilhar...

Então, o tempo se encarregou de arranjar que aquela imagem, em minha bela Cuba, nunca mais se repetisse. Por isso, para mim é tão simbólica, porque sei que já nenhuma menina cubana, como eu, sentirá a dor de ver uma “amiguinha” desconhecida, mostrar essa tristeza: outros são os rostos das crianças cubanas, que por todo lado, podemos captar!


É o suficiente para dar a vida por esta Revolução!

Original encontra-se em: http://lapolillacubana.wordpress.com/2009/05/31/una-nina-cubana/

Tradução: Robson.

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL


A JUSTIÇA NOS ESTADOS UNIDOS

Se eu dissesse que nos Estados Unidos reina o caos, diriam que exagero, que esse país é uma democracia onde há justiça, respeito pelos direitos humanos e a separação de poderes, construídos sobre os princípios de Montesquieu e da Declaração de Filadélfia.

Fique claro, eu não estou me referindo a Cheney e sua defesa do direito à tortura; nem ao discurso de Bush, em Toronto, enquanto centenas de manifestantes exigiam o seu enquadramento por crimes de guerra.

Mas, analisar o volume de notícias causa espanto. Várias agências informaram: "Um juiz concedeu indenização de mais de um bilhão de dólares em danos contra o governo (de Cuba), pelo suicídio do pai de um cubano-americano envolvido na
captura e morte do revolucionário Ernesto "Che" Guevara.

"O juiz Peter Adrien do circuito de Miami-Dade, disse sexta-feira, que queria enviar uma mensagem ao povo cubano”.

"O magistrado emitiu sua decisão em relação a uma ação ajuizada por Gustavo Villoldo, que culpou Guevara, o ex-líder cubano Fidel Castro e outros pelo suicídio de seu pai em Cuba, em 1959. A família fugiu para os Estados Unidos e, posteriormente, Villoldo participou na invasão da Baía dos Porcos e estave envolvido na captura de Guevara na Bolívia”.

"O pai de Villoldo tirou sua própria vida com uma overdose de soníferos, em fevereiro de 1959, pouco depois que Fidel Castro, Guevara e outros guerrilheiros tomaram o poder em Cuba. Villoldo pai era um proeminente empresário cubano, que também tinha cidadania norteamericana, e era proprietário de uma grande concessionária da General Motors, uma fazenda de 13.000 hectares e outras propriedades.

"O jovem Villoldo se integrou posteriormente às Forças Armadas estadunidenses e a CIA. Anos depois, estava entre um grupo que capturou Che na Bolívia, em 1967, quando Guevara foi executado e enterrado no país sul-americano".

Outra notícia assinala: "A indenização é a maior que foi concedida até o momento em demandas contra o Governo de Cuba, depois de uma condenação de US $ 253 milhões dados aos filhos do cubano Rafael del Pino Siero, que morreu na prisão após separar-se do regime castrista", e não acrescentam mais nada sobre o traidor condenado a prisão por vender os segredos do Granma, colocando em risco os 82 expedicionários, pela quantia de 35 mil dólares, que equivaliam a quase um milhão de dólares atuais.
"Outra indenização, de US$ 187 milhoes, foi concedida aos familiares de três pilotos do grupo ‘Irmãos ao Resgate’, que foram abatidos em águas internacionais por aviões cubanos, em 1996". Tratava-se de verdadeiros piratas que utilizavam pequenos aviões militares, adquiridos após a guerra do Vietnam, para violar o nosso espaço aéreo e realizar vôos rasantes sobre a capital do país, Havana.

Há apenas três dias, foi publicada a notícia de que o prefeito de Nova Iorque, pressionado por Dan Burton e outros legisladores anticubanos, ordenou a retirada do Central Park da estátua de bronze de Che - do alemão Christian Jankowski - que faz parte de uma exposição temporária chamada "Esculturas Vivas", que inclui a figura de um homem que o governo daquele país ordenou o assassinato. Essa é a justiça que reina nos Estados Unidos!

Fidel Castro Ruz

30 de maio de 2009
4 e 15 p.m.

Tradução: Robson

sábado, 30 de maio de 2009

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL


Educador infatigável

Chávez é um educador infatigável. Não hesita em descrever o que significa o capitalismo. Vai desmontando uma após uma todas suas mentiras. É implacável. Descreve o sentido de cada uma das medidas que o socialismo realiza para o povo.

Conhece de quanto sofre o ser humano quando ele, sua mulher, seus filhos, seus pais, seus vizinhos, não têm nada, e uns poucos têm de tudo.

Demonstra o egoísmo dos ricos que tudo subordinam às leis cegas e inexoráveis do mercado, opostas a toda racionalidade no emprego das forças produtivas. Constantemente o demonstra com a obra que é realizada na Venezuela.

Chávez inundou Venezuela com livros. Antes promoveu que todos os cidadãos soubessem ler e escrever. Abriu escolas para todas as crianças; estudos médios e técnicos para todos os adolescentes e jovens, possibilidade de educação superior para todos eles.

A fina flor do pensamento oligárquico e contra-revolucionário se reúne em Caracas para declarar por todos os meios que na Venezuela não há liberdade de imprensa. Chávez os desafiou a participar no “Alô Presidente”, que celebra seu décimo aniversário, para discutirem o tema com os intelectuais venezuelanos; ele estaria sentado no público disposto a escutar o debate. No momento em que escrevo esta Reflexão, ainda não tinham respondido nem uma palavra.

Às 18h40 começou de novo o “Alô”. A palavra acesa de Chávez se escuta outra vez no segundo dia da comemoração. Inicia-se com a presença dos Ministros de Cultura da ALBA que participam de uma reunião internacional de Ministros desse ramo.

Na atividade são pronunciados discursos brilhantes que enriquecem o pensamento político.

Chávez reiterou seu desafio. Convidou mais uma vez as lumeeiras da oligarquia internacional para discutirem e ainda não responderam, já são mais das 19h00.

Concentrar-me-ei nos brilhantes e sentidos discursos que estão sendo pronunciados. Peço desculpas.

Fidel Castro Ruz

29 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DOCUMENTO - A VERGONHOSA HISTÓRIA DA OEA


A vergonhosa história da OEA
• Surgimento e trajetória da Organização dos Estados Americanos • Papel desempenhado na região • Cumplicidade e legitimação interamericana das agressões dos EUA contra o povo cubano • O combate de Raúl Roa pela dignidade • A OEA deve ser desmantelada como única opção libertadora atual • Cuba jamais reingresará

Oscar Sánchez Serra

DESDE seu surgimento como nação, os Estados Unidos da América sempre contrapuseram ao ideário de unidade e integração latino-americana sua pretensão de dominação continental, ambição expressa, em 2 de dezembro de 1823, na conhecida Doutrina Monroe, resumida na frase "América para os Americanos".

Não foi até o último quarto do século 19 que essa filosofia pôde pôr-se em prática, quando a indústria estadunidense cresceu como nenhuma outra, até se tornar uma potência com ascensão acelerada, com o qual pretendia não só dominar o continente, mas também criar as condições para se lançar à luta por uma nova partilha do mundo.

No final de 1889, o governo norte-americano convocou a Primeira Conferência Pan-Americana, que foi o ponto de partida do "pan-americanismo", visto como o domínio econômico e político da América sob uma suposta "unidade continental". Isso levava à atualização da Doutrina Monroe, no momento em que o capitalismo norte-americano chegava a sua fase imperialista. José Martí, testemunha excepcional do surgimento do monstro imperialista, perguntava-se a propósito daquela Conferência: Para que ir de aliados, no melhor da juventude, na batalha que os EUA se preparam para travar com o resto do mundo? E tinha razão, entre 1899 e 1945, durante oito conferências similares, três reuniões de consulta e várias conferências sobre temas especiais, foi-se estabelecendo o avanço da penetração econômica, política e militar dos EUA na América Latina.

AUGE DO PAN-AMERICANISMO MONROÍSTA

No final da Segunda Guerra Mundial, da qual os EUA saíram beneficiados, começa uma etapa de auge do Pan-americanismo e do Sistema Interamericano que vai desde a Conferência de Chapultepec, em 1945, passando pela criação da OEA, em 1948, até a invasão à República Dominicana, em 1965, consolidando-se a subordinação dos governos do continente à política externa dos EUA.

Por tal motivo, a Conferência Interamericana sobre Problemas da Guerra e da Paz, em Chapultepec, em março de 1945, teve um objetivo político definido: juntar os países da região para enfrentar o processo que viria com a criação da ONU.

Em consequência disso, na Conferência de São Francisco, em abril de 1945, na qual foi fundada a ONU, a diplomacia norte-americana, apoiada pelos países latino-americanos, defendeu a "autonomia" para o Sistema Interamericano e conseguiu que no artigo 51 da Carta da organização mundial se preservasse a solução das controvérsias mediante métodos e sistemas "americanos". A interpretação do Conselho Diretivo da União Pan-Americana foi que tal Carta nasceu compatível com o Sistema Interamericano e a Ata de Chapultepec.

Em agosto de 1947, a Conferência Pan-Americana do Rio de Janeiro aprovou uma resolução que deu origem à ferramenta que daria vida à cláusula de permissividade arrancada à ONU: o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), que reafirmava o princípio de "solidariedade" continental utilizado por Washington, com vista a enfrentar qualquer situação que pusesse em perigo "sua paz" na América e adotar as medidas necessárias, inclusive, o uso da força. Com o TIAR, foi imposta a decisão ianque no continente, constituindo uma ameaça permanente para a soberania dos países latino-americanos.

Entre 30 de março e 2 de maio de 1948, a Conferência Internacional Americana de Bogotá, deu vida à Organização dos Estados Americanos (OEA). Quando se realizava essa reunião, foi assassinado o líder liberal colombiano Jorge E. Gaitán, com muito arraigo popular, fato que motivou a grande revolta conhecida como o "Bogotazo", brutalmente reprimida e que serviu para manipular o curso e os resultados da Conferência, pois os EUA promoveram a ameaça que significava para a democracia o "auge" da União Soviética e do comunismo, que culpavam pelas mortes do Bogotazo.

Mas, tanto a Conferência do Rio quanto a de Bogotá agravaram os problemas econômicos na América Latina, cujos países, — entusiasmados com o Plano Marshall para a Europa — começavam a exigir um de assistência para a região. Contudo, o próprio secretário de Estado, George Marshall encarregou-se de defraudá-los.

Da discussão e adoção da Carta da OEA surgiu um extenso documento de 112 artigos, assinado pelos 21 países participantes do encontro em Bogotá. A Carta aprovou alguns dos princípios cardinais e justos do Direito Internacional, porém, a pedido de Washington, incluíram-lhe disposições que transferiram à OEA os postulados principais do TIAR, por tal motivo, desde seu nascimento, a OEA foi o instrumento jurídico ideal para a dominação estadunidense no continente.

Sua retórica diplomática relativa aos postulados sobre a independência e soberania das nações e os direitos do homem e dos povos, ficaram como letra morta.

PÁGINAS DE UM DOSSIÊ SANGRENTO

Em 1954, a Guatemala foi invadida por tropas mercenárias organizadas pela CIA, que derrubaram o governo de Jacobo Árbenz. A OEA tinha aprovado uma resolução que introduzia a possibilidade de intervenção coletiva regional, violando sua Carta e a da ONU. Diante disso, o organismo limitou-se a "deixar agir" os EUA e adiou a análise da situação, ignorando os interesses do país agredido.

Sua atuação contra Cuba desde o triunfo revolucionário, o apoio à invasão da Baía dos Porcos em 1961, as ações levadas a cabo na ordem política e diplomática para nos isolarem, que terminaram com a expulsão do nosso país em janeiro de 1962 e com a ruptura das relações diplomáticas dos países da região com Cuba, demonstravam tanto ódio, que colocou a organização ainda mais em entredito.

Em abril de 1965, os fuzileiros ianques desembarcaram em Santo Domingo para impedir a iminente vitória do movimento popular constitucionalista sobre as forças da reação militarista. A OEA enviou seu secretário-geral, o uruguaio José A. Mora, à capital dominicana com o aparente propósito de conseguir uma trégua entre os beligerantes, enquanto o Órgão de Consulta dilatava a decisão, para facilitar que as forças militares ianques tomaram o controle da situação. Depois de múltiplas diligências, os Estados Unidos conseguiram, por estreita margem de um voto, a aprovação de uma resolução que dispôs a criação de uma Força Interamericana de Paz, tendo lugar, pela primeira vez, sob a anuência da OEA, uma intervenção coletiva num país da área.

A OEA, que tinha entre seus postulados básicos o princípio de não-intervenção de nenhum Estado nos assuntos internos de outros, continuava em crise.

Em março de 1982, teve lugar a intervenção britânica que deu início à Guerra das Malvinas e à primeira agressão de uma potência extracontinental contra um país do Sistema Interamericano, o qual, segundo o TIAR, devia exortar à solidariedade continental ao país agredido. E que aconteceu..? Os Estados Unidos apoiaram política e militarmente a Grã-Bretanha e impuseram sanções econômicas à Argentina. E que fez a OEA? Adotou uma leve resolução apelando ao fim do conflito, e só um mês depois foi que condenou o ataque armado e instou os EUA a suspenderem de imediato as medidas aplicadas à Argentina".

Em outubro de 1983, um golpe militar derrubou o primeiro-ministro de Granada, Maurice Bishop, assassinado pelos golpistas. Os EUA enviaram a Granada uma força invasora de 1.900 fuzileiros para tomar o controle da ilha. O princípio de não-intervenção era novamente violado. Na OEA, a maioria aprovou essa ação como "medida preventiva", enquanto outros a rejeitaram. Finalmente, a invasão foi condenada por transgredir a Carta de Bogotá.

A BANCARROTA DO PAN-AMERICANISMO

O fim da chamada Guerra Fria e o colapso da URSS mudaram a geopolítica mundial e, a OEA, a pedido dos Estados Unidos, tentou readaptar-se com o objetivo de ser mais fiel às oligarquias, por tal motivo, em 1991 começou a promover os preceitos da democracia representativa burguesa e do neoliberalismo. Sob essas bandeiras, nasceram as Cúpulas das Américas, por iniciativa dos EUA, as quais outorgaram renovados mandatos à organização.

Neste momento, sobressai a criação da Carta Democrática Interamericana em 1992, que levou a nível de tratado a imposição do unipolarismo na região, quer dizer, a OEA não mudou de rosto, pois diante do golpe militar no Haiti, que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide, demonstrou o mesmo grau de incapacidade e putrefação. Delegou o tema ao Conselho de Segurança da ONU, que aprovou uma força militar multinacional, liderada pelos EUA.

No século 21, ninguém duvida da irrelevância, obsolescência e descrédito de uma organização que tem sido cúmplice dos principais crimes de Estado acontecidos na América Latina e no Caribe na segunda metade do século 20. Apesar de que nalgumas ocasiões os EUA a relegou, jamais a pôs de lado. Os EUA precisam da OEA para influir e dividir a região e para frear a consagração de seu único, inevitável e verdadeiro destino histórico: a integração martiana e bolivariana de seus povos.

A OEA CONTRA CUBA

Em 18 de março de 1959, dois meses e meio depois da vitória popular de 1º de janeiro, o novo embaixador de Cuba na Organização dos Estados Americanos, Raúl Roa García, expressou a posição que definiu a relação entre a triunfante Revolução e o organismo hemisférico: (...) Em longos anos não se tinha levantado e escutado a voz genuína de Cuba no Conselho da OEA (...) É bom lembrá-lo pela sua novidade histórica e pelo óbvio estímulo aos povos ainda oprimidos. O derrubamento de uma tirania mediante a luta armada não é um fato insólito na nossa América, no entanto, a que derrubou a tirania de Fulgencio Batista, sim é.

Esta posição cubana partia do conhecimento de sua liderança revolucionária sobre a breve e triste história da OEA nessa época, a serviço dos EUA, que desde 1959 projetou um plano para utilizar a organização contra a Revolução e contra o nosso povo. Até esse momento, nenhum mecanismo multilateral ou regional tinha feito ou tentado fazer mais dano a um país que o que a OEA impôs a Cuba.

A denominada "questão cubana" ocupou lugar prioritário na agenda da OEA e, segundo os interesses dos EUA, começou a colocar as bases para o isolamento político-diplomático de Cuba e a ativação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), para tentar "legitimar" uma agressão militar direta contra Cuba.

Em agosto de 1959, os governos do Brasil, Chile, Estados Unidos e Peru, fizeram a convocatória para uma Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores para abordar a situação no Caribe. A Revolução cubana havia promulgado a Primeira Lei de Reforma Agrária, eliminando os grandes latifúndios, entre os quais, os da United Fruit, onde tinham interesses econômicos os irmãos Allan Dulles, secretário de Estado e Foster Dulles, chefe da CIA.

A 5ª Reunião de Consulta, em Santiago do Chile, não adotou nenhum documento condenando nosso país, mas criou o "âmbito conceitual" que serviria aos propósitos da política ianque contra o nosso país, estabeleceu a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Comissão Interamericana de Paz recebeu novas faculdades, o qual fazia parte da estratégia de criação ou aperfeiçoamento de ferramentas para a aplicação de diretivas ianques contra Cuba no seio da OEA.

Efetuaram-se várias reuniões e Roa, prevenido dos objetivos desses encontros sobre o Caribe, declarou, primeiro em Washington: O governo de Cuba tem certeza de que todas essas acusações visam (...) criar um ambiente internacional hostil, e organizar em Cuba uma conjura internacional de tipo intervencionista, para intervir, obstaculizar ou fazer fracassar o desenvolvimento da Revolução Cubana. Depois, em San José, reafirmou suas palavras com uma acusação reveladora: Se o objetivo é fazer justiça, deveriam sancionar-se, conjuntamente, Trujillo e o governo dos Estados Unidos.

CONJURA E VINDICAÇÃO EM SAN JOSÉ

De 22 a 29 de agosto de 1960, teve lugar em San José, Costa Rica, a 7ª Reunião de Consulta. Entre os pontos da agenda, aparecia o fortalecimento da solidariedade continental e do sistema interamericano, especialmente diante das ameaças de intervenção extraterritorial, e a consideração das tensões internacionais existentes na região do Caribe, para garantir a harmonia, a unidade e a paz da América, e outros.

A reunião adotou uma Declaração que nos seus parágrafos operativos 4 e 5 assinalava:... o Sistema Interamericano é incompatível com toda forma de totalitarismo e a democracia somente conseguirá a realização de seus objetivos no continente quando todas as repúblicas americanas adequem sua conduta aos princípios enunciados na Declaração de Santiago do Chile e todos os Estados-membros da organização regional têm a obrigação de se submeter à disciplina do sistema interamericano, voluntária e livremente acertada e que a firme garantia de sua independência política procede da obediência às disposições da Carta da Organização dos Estados Americanos.

Em San José ficaram estabelecidas as condições necessárias, conforme os termos ianques, para impor a exclusão do governo cubano. À maneira de protesto, ao anunciar a decisão de se retirar daquele vergonhoso conciliábulo, o chanceler Roa sentenciou com uma memorável e contundente frase a ruptura definitiva com a OEA: (...) Os governos latino-americanos deixaram Cuba sozinha. Vou embora com meu povo, e com meu povo vão embora também os povos da nossa América.

Em resposta aos resultados da reunião de San José, mais de um milhão de cubanos reunidos na Praça da Revolução, numa histórica Assembleia Geral do Povo de Cuba, adotaram a Primeira Declaração de Havana, mediante a qual foram rechaçadas as pretensões hegemônicas dos EUA contra Cuba, sua política de isolamento contra nossa nação e o servilismo da OEA ante essas patranhas.

A EXPULSÃO E A TENTATIVA DE ISOLAMENTO

Em dezembro de 1961, o Conselho Permanente da OEA decidiu, a pedido da Colômbia, convocar a 8ª Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores para janeiro de 1962 (de 23 a 31), em Punta del Este, onde foram adotadas nove resoluções, quatro delas contra Cuba, mas a 4ª era a "jóia" da OEA, intitulada Exclusão do atual governo de Cuba de sua participação no Sistema Interamericano, que era a máxima aspiração ianque para deslegitimar no âmbito político e diplomático nossa Revolução. A resolução foi aprovada com 14 votos a favor (os Estados Unidos tiveram que comprovar o voto do Haiti para obter a maioria mínima), um contra — Cuba — e seis abstenções: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador e México. As duas últimas nações expressaram que a expulsão de um Estado-membro não procedia, pois não existia uma reforma prévia da Carta da organização.

O presidente de Cuba nessa época, Osvaldo Dorticós, levantou a bandeira que tinha alçado antes, naquele mesmo cenário, o chanceler Roa e expressou: (...) Se o objetivo é que Cuba se submeta às determinações de um país poderoso, se o objetivo é que Cuba capitule, que renuncie às aspirações de bem-estar, progresso e paz que anima sua Revolução socialista e entregue sua soberania, se o que tentam é que Cuba rejeite países que têm demonstrado uma amizade sincera e respeito cabal; se o objetivo é escravizar um país que conquistou sua liberdade, depois de século e meio de sacrifícios, é bom saiberem de uma vez: "Cuba não capitulará. (...) Viemos aqui convencidos de que se tomaria uma decisão contra Cuba, mas isso não afetará o desenvolvimento da nossa Revolução. Viemos aqui para passar de acusados a acusadores, para acusar o culpado, que não é outro que os Estados Unidos. (...) A OEA é incompatível com a eliminação do latifúndio, com a nacionalização dos monopólios imperialistas, com a igualdade social, com o direito à educação, com a erradicação do analfabetismo (...) e nesse caso, Cuba não deve estar na OEA (...) Poderemos não estar na OEA, mas Cuba socialista estará na América, poderemos não estar na OEA, mas o governo imperialista dos EUA continuará contando a 90 milhas de suas costas com uma Cuba revolucionária e socialista (...)

Derrotados na Baía dos Porcos, em 1961, fracassados os planos da Operação Mangosta que levaram à Crise dos Mísseis em 1962, com o bloqueio econômico, comercial e financeiro já proclamado e com bandos terroristas combatendo nas montanhas do Escambray, aos Estados Unidos apenas restavam internacionalizar sua abjeta política, para o qual utilizou a 9ªReunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores, em Washington, em julho de 1964, mediante uma resolução inspirada no TIAR, que já tinha substituído a Carta da OEA, dispondo que os governos dos Estados Americanos rompessem relações diplomáticas ou consulares com o governo de Cuba. Apenas o México manteve uma posição digna e não acatou os desígnios do império.

A CARTA DEMOCRÁTICA E O FRACASSO DE UMA MÁ POLÍTICA

Precisamente, em 11 de setembro de 2001, quando desabava o World Trade Center em Nova Iorque, promulgou-se a Carta Democrática Interamericana, a mais recente e solapada manobra ianque contra a Ilha na OEA, que estabeleceu as regras que os países tinham a obrigação de cumprir para serem membros do bloco hemisférico. Antes não se podia ser marxista-leninista; agora havia que adotar como requisito a democracia representativa burguesa e o "Deus Mercado". No fundo, promovia-se, de forma similar, a exclusão de Cuba.

Contudo, a Revolução chegou ao século 21 vitoriosa do mais longo e cruento assédio que nenhum povo da história da humanidade conhecera. É um símbolo de que os poderes imperiais não são onímodos nem eternos. A nobreza e a vontade do nosso povo são reconhecidas em todo o planeta. A OEA havia fracassado rotundamente.

Cuba tem fluidas relações diplomáticas com todas as nações do hemisfério e foi aclamada no Grupo do Rio, porque nenhum povo do continente jamais nos excluiu . Nosso país não se amedrontou, não claudicou, não mudou um ápice sua decisão soberana, não negociou sua liberdade, sua independência e sua livre determinação. Não é uma posição até a morte, é um princípio, e foi ratificado pelo Chanceler da Dignidade, Raúl Roa, em agosto de 1959, ao dizer: (...) A Revolução Cubana não está à direita nem à esquerda de ninguém: está em frente de todos, com posição própria e inconfundível. Não é terceira, nem quarta, nem quinta posição. É nossa própria posição.

O FINAL DO MINISTÉRIO DE COLÔNIAS DOS ESTADOS UNIDOS

Em 2 de setembro de 1960, após se materializar a conjura da OEA contra Cuba, em San José, Fidel convocou o povo de Cuba a uma magna Assembleia Geral, efetuada na Praça da Revolução José Martí, e leu o histórico proclama conhecido como a Primeira Declaração de Havana, em cujo oitavo e último parágrafo dispositivo, definiu:

(...) A Assembleia Geral Nacional do Povo de Cuba reafirma sua fé em que a América Latina irá logo para frente, unida e vitoriosa, livre das ataduras que convertem suas economias em riqueza alienada ao imperialismo norte-americano e que lhe impedem ouvir sua verdadeira voz nas reuniões, onde chanceleres domesticados, fazem de coral infame ao amo despótico. Ratifica, portanto, sua decisão de trabalhar em prol desse destino latino-americano comum, que permitirá aos nossos países edificar uma solidariedade verdadeira, baseada na livre vontade de cada um deles e nas aspirações conjuntas de todos. Na luta por essa América Latina livre, frente às vozes obedientes dos que usurpam sua representação oficial, agora surge, com potência invencível, a voz genuína dos povos, voz que abre caminho nas entranhas de suas minas de carvão e de estanho, de suas fábricas e usinas açucareiras, de suas terras dominadas, onde rotos, cholos, gaúchos, jíbaros, herdeiros de Zapata e de Sandino, empunharam as armas da liberdade, voz que revive em seus poetas, novelistas e estudantes, em suas mulheres e crianças, em seus idosos desvelados. A essa voz irmã, a Assembleia Geral Nacional do Povo de Cuba respondeu: Presente! Cuba não falhará. Cuba está aqui hoje para ratificar, perante a América Latina e o mundo, como um compromisso histórico, seu dilema irrenunciável: Pátria ou Morte.

Em meio aos aplausos e aprovação de mais de meio milhão de braços, Fidel expressou: (...) Agora só falta uma coisa. E com a declaração de San José, que vamos fazer? O povo respondeu em coro: Rasgá-la! Rasgá-la! Pegou aquela declaração vexatória e rasgou-a diante da multidão. Ficavam claras as coisas entre Cuba e a OEA. As palavras finais da Declaração era a premonição do que ocorreria quase meio século depois, ao ver a Revolução Cubana estertorar a organização que se prestou para a suja tarefa de coveiro imperial.

TERAPIA CONTRA O DESPRESTÍGIO

Desprestigiada e desvalorizada, em pleno ocaso do império, encontrou sua salvação numa iniciativa do presidente William Clinton, que em 1994 propôs as cúpulas com todos os chefes de Estado e de Governo do hemisfério, cuja organização, condução e acompanhamento confiou à Organização dos Estados Americanos, com o fim de resgatá-la da inópia em que se encontrava.

Após a 4ª Cúpula das Américas (Mar del Plata 2004), onde foi enterrada a Área de Livre Comércio das Américas, a OEA recebia outra bofetada que passaria a seu nefasto legado. Depois, seu silêncio, face à incursão colombiana no Equador em 1º de março de 2008, também a abalou e, como outras tantas vezes, o governo ianque amparou o fato, enquanto o Grupo do Rio respondeu pela depauperada e velha dama, deixando-a para sempre sem voz.

Durante a 5ª Cúpula, em Porto Espanha, Trinidad e Tobago, em abril passado, a OEA também não soube estar à altura da situação nos fatos que conduziram à chacina de camponeses em Pando, Bolívia, em setembro de 2008. Foi a jovem Unasul, a nova voz vigorosa que vindicou os direitos dos ignorados de sempre. Mais uma vez calou aquela que o agudo Chanceler da Dignidade, Raúl Roa García, qualificara de " Ministério de Colônias" dos EUA.

Diante de uma realidade que já lhe é alheia, a OEA deparou-se com a firme posição dos países da região pela injusta exclusão de Cuba do encontro trinitário. Nem ela nem seu secretário-geral, o chileno José Miguel Insulza, conseguiram impedir que o questionamento à política norte-americana em relação à Ilha fosse o grande protagonista. Insulza, alertou Fidel, não tinha consciência de que (...) O trem passou há tempo, e ele ainda não sabe...

O que aconteceu ali demonstrou aos estadunidenses (acostumados a não aprenderem com os fracassos) que a América Latina e o Caribe vivem uma realidade bem diferente da de 1960 e 1962, na qual a região exercia como dócil cenário. A OEA e seu porta-voz, Insulza, não o compreenderam, e repetiram a velha prática de falar em nome do amo: os EUA têm vontade de falar com eles (Venezuela e Bolívia). Mas deve ser um diálogo sem condições. Muitos dos problemas surgiram porque se elevaram condições. E isso é verdade tanto no caso de Cuba quanto no dos outros. Assim reencaminhava seus passos para o que foi o centro da conflituosa relação entre Estados Unidos e a região, inclusive Cuba: um diálogo com condições, impostas por Washington.

A OEA impôs a dupla moral, a corrupção política e administrativa, tornou ingovernáveis as democracias, converteu-as em ditaduras e quando não prestaram mais, transformou-as em democracias mais minguadas e submissas ainda, pois na nova era neoliberal, com os capitais oligárquicos transnacionalizados, estas faziam parte de uma rede de poder muito mais sofisticada, cujos fios não provinham necessariamente das Casas de Governo o dos Parlamentos, mas das corporações do continente.

SANGUE POR TODOS OS POROS

Washington e a OEA foram coerentes com seu tenebroso passado quando perceberam as primeiras ameaças.

A organização que havia favorecido o golpe de Estado de 1952 em Cuba, a que foi tão indeterminada face à ação militar contra o governo constitucional de Jacobo Árbenz na Guatemala; a que apoiou o sátrapa Anastasio Somoza e, em 1961, não condenou a invasão mercenária a Cuba, enquanto evitava toda crítica ao golpe de Estado contra o presidente eleito do Equador, Velazco Ibarra, continuava sendo exatamente a mesma que auspiciava com sua indulgência a invasão militar à República Dominicana em 1965 e o envio de boinas verdes e armas à Guatemala em 1966, e à Bolívia em 1967, ao passo que aplaudia as formaturas de centenas de torturadores e repressores da Escola das Américas do Canal do Panamá.

Contemplou os golpes de Estado patrocinados pelo governo dos Estados Unidos no Uruguai, Argentina e Chile. Ficou calada diante da morte de Salvador Allende, diante do assassinato e desaparecimento forçoso de milhares de sul-americanos durante a tenebrosa Operação Condor. Não promoveu a paz na América Central durante a década de 1980, num conflito onde morreram quase mil pessoas. Não apoiou as investigações para esclarecer a suspeitosa morte do general Torrijos no Panamá, nem seus embaixadores deixaram de tomar café quando as inglórias invasões a Granada, em 1983, e ao próprio Panamá, em 1989.

Apoiou Pedro "El Breve", durante as difíceis jornadas que viveu a Venezuela em abril de 2002, depois da tentativa golpista, vencida pela resposta exemplar do povo, que resgatou seu presidente. Essa atitude evidenciou até onde era capaz de chegar sua hipocrisia e submissão ao poder imperial, ao não aceitar o caráter genuíno do processo bolivariano venezuelano, que lhe deu uma ótima lição, submetendo-se como nenhum outro governo ao escrutínio de seus eleitores, e sair vitoriosos.

A OEA, empenhada em questionar a legitimidade democrática das eleições para favorecer a política estadunidense de derrubar a Revolução Bolivariana, pôs a nu toda a imoralidade da famosa Carta Democrática.

Só faltava a este pútrido histórico o caso particular da Bolívia, com abundantes e claras evidências do comprometimento dos EUA numa guerra suja para derrubar Evo Morales, o primeiro presidente indígena da América. À OEA e ao senhor Isulza sobrou pudor (?) para evitar chamar as coisas pelo nome (golpe de Estado, por exemplo) e preferiram indicar com linguagem arlequinada que (...) na Bolívia ou se põe de imediato fim às hostilidades e se inicia a negociação, ou a situação ficará muito difícil (...). Em sua cumplicidade por omissão, a OEA ignorou as suficientes evidências de que a DEA e a CIA estavam por trás dos planos de magnicídio na Bolívia.

ENTERRAR O PESTILENTO CADÁVER

Em toda esta longa história, há comprometimento demais com a morte, o genocídio e a mentira para que a OEA sobreviva a estes tempos. É um cadáver político e deve ser enterrado quanto antes. No entanto, não falta quem no seu afã de ressuscitar o morto, procuram salvá-lo pela via de "perdoar a vida a Cuba", devolvendo-lhe o espaço do qual não deveu ser privada. Não faltam sequer os tecnicismos, como que, quem foi excluído foi o governo, e não o país, como se a pessoa jurídica de um Estado pudesse ser separada de sua mesma existência. A realidade é que sem a OEA, os Estados Unidos perderiam um de seus principais instrumentos político-jurídicos de controle hegemônico sobre o hemisfério ocidental.

Desmantelar a OEA e fundar uma nova organização de países latino-americanos e caribenhos, sem os EUA, seria a única maneira para que América Latina e o Caribe possam determinar seu destino sem porem em perigo sua identidade e avanço realmente para uma grande pátria unida, que Martí e Bolívar indicaram como meta histórica.

Quanto a Cuba, não precisa da OEA. Não quer entrar nela nem reformada. Escorre sangue e infâmia por todos seus poros. Nunca voltaremos a esse vetusto casarão de Washington, testemunha de tantas vergonhas compradas e tantas humilhações. Raúl o expressou com palavras de Martí: Antes de ingressar na OEA, primeiro se unirá o mar do Norte com o Mar do Sul e nascerá uma cobra de um ovo de águia.

Fonte: Granma

NOTÍCIAS CUBA


Cuba foi referência da luta, disse comandante Nidia Díaz

Escrito por Bianka de Jesus

29 mai (PL) A comandante Díaz afirmou que pode se dizer que Cuba tem sido sempre a referência da luta da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional de El Salvador .
Em declarações a Prensa Latina, a combatente revolucionária agregou que isso é pela atitude digna da Ilha, com resultados excelentes e sua cooperação com o povo salvadorenho. Assegurou que a prevista normalização de relações diplomáticas entre os dois países é algo grande para os habitantes de El Salvador.

Se vai formalizar o que há muito tempo vem se desenvolvendo com os vínculos de solidariedade e cooperação existentes atualmente entre as duas nações, declarou.

A comandante afirmou que Cuba tem sido capaz de atingir benefícios para seu povo que outros Estados não têm conseguido e tem sido possível unicamente pela dignidade e o esforço de seu povo.

Manifestou que a retomada de relações diplomáticas entre Cuba e El Salvador representa a máxima alegria e satisfação para os salvadorenhos e ela se fará no marco da tomada de posse do novo governo no 1 de junho.

Vamos formalizar o que há tempo existe para lutar juntos pela integração da América Latina, concluiu.

lma/jrr/bj

FONTE: Prensa Latina

CONTRA O BLOQUEIO


Imprensa cubana critica bloqueio do Messenger no país
Microsoft alega que precisa cumprir leis norte-americanas

O jornal cubano "Juventud Rebelde" criticou a decisão da Microsoft de bloquear no país o serviço de mensagens instantâneas MSN Messenger. Um artigo do jornal - reproduzido por outros veículos de comunicação - afirma que a decisão faz parte de uma política para bloquear Cuba.

O periódico acrescenta que o mais paradoxal é a medida ser tomada por uma empresa como a Microsoft. Segundo o jornal, a companhia, "ao lançar há uma década o serviço de Messenger, espalhou aos quatro ventos que este se dedicaria a fomentar a troca 'livre' entre as pessoas, sem distinção de raça, credo, crenças políticas ou qualquer outro elemento discriminatório".

- Por que a Microsoft tomou esta medida exatamente agora? - questionou o jornal - Sequer os porta-vozes da companhia deram uma resposta eficaz a isso, apesar de o Messenger estar ativo desde 1999, e, portanto, desde seu início até a semana passada esteve "violando" o bloqueio.

O bloqueio do Messenger afeta países como Cuba, Irã, Coreia do Norte, Síria e Sudão, contra os quais os Estados Unidos aplicam restrições comerciais.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a Microsoft ressaltou que, da mesma forma que outras companhias, "está limitada quanto aos produtos e serviços que pode oferecer a aquelas pessoas de países submetidos a embargo, em cumprimento da legislação do governo dos EUA".

Restrições também no Google

Segundo o "Juventud Rebelde", a lista de programas bloqueados (para Cuba) aumenta com alguns tão famosos como Microsoft Office, Adobe Photoshop, ACDSee, Internet Explorer, WriteExpress, Borland; ou softwares como Norton Antivírus, Panda Antivírus, Mcafee ou AVP, entre outros.

- Talvez o exemplo mais evidente neste sentido seja o buscador Google, o mais usado da internet, através do qual diariamente são realizadas mais de 20 milhões de consultas - acrescenta o jornal oficial cubano - Serviços acessórios oferecidos pelo buscador, como Google Earth, Google Desktop Search, Google Code ou Google Toolbar, também não estão disponíveis para os cubanos.

FONTE: EFE

quinta-feira, 28 de maio de 2009

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL



10 Anos Ensinando E Aprendendo.

“Alô Presidente” começou suas transmissões em 23 de maio de 1999. Nesse dia deste ano Chávez estava no Equador celebrando o 187º aniversário da Batalha de Pichincha. Amanhã se inicia a comemoração do décimo aniversário do programa.

O caso de Hugo Chávez resulta excepcional na história da política. Outros alcançaram fama e celebridade através da imprensa escrita, radial ou televisiva, mas nunca uma idéia revolucionária fez uso de um meio de comunicação com tanta eficácia. Na épica luta da revolução Bolivariana, sem esse programa, o imperialismo e a oligarquia, com seu controle quase absoluto dos meios de comunicação maciça, suas calúnias e mentiras, teriam destruído a Revolução na Venezuela.

Fiz um cálculo conservador que nesse 10 anos o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem dedicado 1 536 horas líquidas, isto é. as equivalentes a 64 dias completos, em um programa para informar e educar a nação.

Nesse incessante intercâmbio ensinava e aprendia, educava e era educado pelo povo. Lia, adquiria e transmitia conhecimentos. Estudava e recomendava livros; recordava z rica história de seu país, as lutas e os sonhos proféticos de Bolívar, muitos de cujos discursos conhecia de cor.

O “Alô Presidente” se tornou um programa para a Venezuela, e para os que neste planeta desejamos conhecer o que acontece e o que pode acontecer. Entre minhas tarefas semanais dedico ao “Alô” uma cota de tempo.

O mais encorajador é que o povo humilde e combativo da Venezuela apóia Chávez cada vez mais. Cresce o número de trabalhadores e de jovens que ingressam nas fileiras revolucionárias. Está ganhando a batalha de idéias.

Familiares próximos me contam que ele está muito bem de saúde, nunca o viram com mais entusiasmo e vitalidade; corre durante 40 minutos diariamente e tem baixado libras de sobrepeso em um mês. Ficamos contentes. Tem sido um grande amigo em dias difíceis da Revolução. Temos resistido e continuaremos resistindo firmemente. Hoje temos mais razões do que nunca para o fazer.

Fidel Castro Ruz

27 de maio de 2009

TODO APOIO AOS MÉDICOS FORMADOS EM CUBA


Parlamentares impedem aprovação de acordo entre Cuba e Brasil
Firmado entre os governos de Cuba e Brasil, acordo busca garantir o reconhecimento de títulos de medicina expedidos na ilha caribenha

por Michelle Amaral da Silva
27/05/2009

Ações parlamentares têm servido de impasse para a consolidação do reconhecimento dos diplomas de médicos formados em Cuba. A questão tem sido tema de debates entre deputados, organizações que apóiam os estudantes vindos da ilha caribenha e associações brasileiras de medicina.

As divergências giram em torno do Projeto de Decreto Complementar 346/2007, que trata do Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural entre o Brasil e Cuba para reconhecimento de Títulos de Medicina expedidos por Cuba, e da Portaria Interministerial nº 383, do Ministério da Saúde e da Educação que visa a revalidação dos diplomas expedidos pela Escuela Latinoamericana de Medicina (Elam).

Barrado na Câmara

O PDC 346 chegou a ser aprovado nas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados sob alegação de irregularidades no curso oferecido pela Faculdade cubana e as universidades brasileiras. O projeto ainda poderá ir à plenário.

Entre as divergências levantadas pelos deputados da Comissão de Educação estão a incompatibilidade da grade curricular, a formação oferecida pela Elam, a necessidade de readequação em relação às doenças epidemiológicas típicas do Brasil e do Sistema Único de Saúde.

No entanto, o deputado federal e médico Carlos Abicalil (PT-MT) que defende a aprovação do PDC 346, alega que o procedimento de revalidação previsto no Acordo entre os dois países em nada descumpre a Legislação, já que nela é estabelecido que a revalidação de diplomas de outros países deve respeitar os acordos internacionais.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, que estabelece as normas de Educação, os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras devem ser revalidados por universidades públicas, que ministrem o mesmo curso, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.

“O convênio de cooperação entre universidades, que é previsto na Legislação brasileira, supera o problema da validação”, completa o deputado Abicalil.

Portaria Interministerial

Em torno da iniciativa dos Ministérios da Educação e da Saúde, que instituiu a criação uma Subcomissão de Revalidação de Diplomas com atenção direcionada a princípio em especial aos casos dos alunos formados em Medicina na Elam, Carlos Abicalil informa que transita na Câmara um Projeto de Decreto Legislativo, de autoria dos deputados Rafael Guerra (PSDB-MG) e Wellington Coimbra (PMDB-ES), que tem como objetivo a suspensão da Portaria Interministerial.

No entanto, a portaria prevê pontos, segundo os parlamentares, faltavam no PDC 346, como a realização de exames com teste de proficiência de comunicação de língua portuguesa, complementação em doenças tropicais, que é uma disciplina típica para regiões como a brasileira, e também no que diz respeito ao funcionamento do Sistema Único de Saúde, que é a regulação da saúde no país.

Disparidade

Abicalil afirma que a oposição dos deputados e das entidades médicas, como a Associação Brasileira de Medicina (AMB) – que em nota declarou apoio ao projeto que tenta barrar a portaria interministerial – não procede já que “ querem propor um exame nacional para qualquer cidadão formado no exterior e essa [questão dos médicos formados em Cuba] é uma situação completamente distinta”.

O deputado federal explica que o caso dos médicos formados em Cuba se difere dos demais casos de estudantes com diplomas de outros países justamente por se tratar de parte de um acordo bilateral entre os Estados. “Nós estamos falando de um acordo bilateral e eles [parlamentares e entidades médicas] querem universalizar o acesso a essa prova como se todos os estudantes no exterior tivessem parte nesse acordo bilateral”, protesta.

O Acordo se difere dos demais casos justamente pelo governo cubano oferecer bolsas integrais na Elam a pessoas de baixa renda indicadas por movimentos sociais ou partidos políticos, além da formação voltada ao atendimento das comunidades carentes. “O nosso pessoal que vem de Cuba tem uma outra dimensão, são médicos para atender na comunidade”, relata Afonso Magalhães, secretário de relações internacionais da Central de Movimentos Populares (CMP), que acompanha os médicos vindos de Cuba no processo de revalidação de seus diplomas.

“Não há nenhum problema se um estudante de classe média alta, filho de alemães, que estude na Alemanha e seja brasileiro e ao retornar faça um exame de validação. Agora, pergunto o seguinte: há o convênio da Alemanha com o Brasil para oferecer bolsa de estudo com o critério [igual ao Acordo Cuba-Brasil] que tem atenção à saúde preventiva, à saúde popular para a interiorização do serviço de saúde? Se houver entra em condições similares, a questão é que não há”, exemplifica o deputado.


Fonte: Brasil de Fato (http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/parlamentares-impedem-aprovacao-de-acordo-entre-cuba-e-brasil).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

NOTÍCIAS CUBA


Fidel critica Cheney por justificar tortura

Havana, 27 mai (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou hoje que a tortura não pode ser justificada, em artigo no qual critica o ex-vice-presidente americano Dick Cheney por defender seu uso em interrogatórios de prisioneiros.
"Por mais dolorosas que tenham sido as ações contra o povo dos Estados Unidos no 11 de Setembro, que todo o mundo condenou com energia, a tortura é um ato covarde e vergonhoso que não pode ser jamais justificado", escreveu Fidel em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial.

O ex-governante de 83 anos comentou um discurso pronunciado na quinta-feira passada por Cheney, no qual respondeu a outro do presidente americano, Barack Obama.

"Inicialmente, pensei que poderia ser um desafio aberto ao novo presidente, mas quando li a versão oficial compreendi que a rápida resposta tinha sido elaborada previamente", assegurou Fidel, que acrescentou que Cheney elaborou seu discurso "com cuidado, em tom respeitoso e às vezes adocicado".

Segundo o líder cubano, o mais importante do discurso do ex-vice-presidente "foi a defesa da tortura como método para obter informação em determinadas circunstâncias".

"Sou obrigado a lembrar, no entanto, que o terrorismo não caiu do céu: foi o método idealizado pelos Estados Unidos para combater a Revolução Cubana", afirmou Fidel, que acrescentou que em Cuba "jamais se torturou ninguém para obter informação".

O ex-governante disse ainda que o general Dwight Eisenhower, presidente dos EUA entre 1953 e 1961, foi "o primeiro a utilizar o terrorismo" em Cuba após o triunfo da revolução.

fonte: EFE

SOLIDARIEDADE - MUNDO


Mais de 20 comitês de solidariedade com Cuba em El Salvador

Escrito por Larissa C. S. Silva

27, mai (Prensa Latina) Mais de 20 comitês de solidariedade com Cuba existem hoje em El Salvador e esperam com alegria a retomada de relações diplomáticas entre os dois países, declarou um dirigente da Coordenadora que os agrupa. Em entrevista concedida à Prensa Latina, Alfredo Tovar, do executivo dessa organização, recordou que o presidente eleito, Mauricio Funes, e a Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional, já anunciaram a decisão de normalizar esses vínculos diplomáticos.

Este governo de esquerda que tomará posse em 1Â� de junho saiu do povo e é produto da história de luta dos salvadorenhos, que sempre apoiaram a revolução cubana, sublinhou.

Tovar manifestou que a solidariedade com Cuba em El Salvador se manteve por gerações desde a luta na Sierra Maestra e durante a resistência às agressões sofridas durante décadas.

Cuba vai ter no futuro como sempre seu irmão de toda a vida, o povo salvadorenho, disse Tovar.

Evocou as numerosas atividades desenvolvidas ao longo e largo do país denunciando o bloqueio norte-americano à Ilha e reclamando a libertação imediata dos cinco antiterroristas cubanos encarcerados nos Estados Unidos.

Agora os comitês estão envolvidos na preparação do II Congresso Nacional de Solidariedade com Cuba que se desenvolverá nos dias 24, 25 e 26 do próximo mês de julho apoiado também por universitários, profissionais e agrupamentos de jovens e mulheres.

Em outra parte de suas declarações, o dirigente da Coordenadora de Solidariedade referiu-se ao entusiasmo e a esperança que marcam nestes dias o ânimo de todos os homens e mulheres de El Salvador.

Trata-se de uma mudança histórica conquistada pela luta incessante do FMLN e de todo o povo, concluiu.

FONTE: Prensa Latina

terça-feira, 26 de maio de 2009

LIBERDADE PARA OS CINCO HERÓIS CUBANOS PRESOS NO IMPÉRIO


Washington se opõe à revisão do caso dos Cinco pela Corte Suprema

HAVANA, Cuba, 26 maio (ACN) O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón de Quesada, disse na segunda-feira que o governo dos E.U. anunciou esta semana sua negativa à revisão por parte do Corte Suprema desse país do caso dos cinco anti-terroristas cubanos injustamente presos nos Estados Unidos há dez anos.

Alarcón explicou que a defesa da equipe dos Cinco, como são conhecidos internacionalmente, agora tem 10 dias para apresentar seu escrito à Corte, cujos juízes se reunirão para decidir se aceitam ou não o caso. Recordemos que o alto órgão judiciário se reserva o direito de revisar os litígios, pois não é obrigatório.

O chefe dos legisladores cubanos acrescentou que se a Corte Suprema aceitar o caso, ela deve ter um veredicto pronto antes do final deste ano; mesmo assim, disse, não devemos esquecer que está o verão pelo meio.

Um número sem precedentes de amicus curiae – “amigos do tribunal”, documento de intercessão por determinada causa - foram enviados por personalidades nacionais e internacionais, juristas e organizações de direitos humanos pedindo revisão das sentenças judiciais dos tribunais inferiores.

Alarcón reiterou sua admiração pela resistência dos Cinco Cubanos e, nomeadamente, de Gerardo Hernández, que está servindo duas prisões perpétuas mais 15 anos.

O presidente da Assembléia Nacional cubana (Parlamento) disse estas palavras na segunda-feira perante personalidades e embaixadores de nações árabes e da Rússia, convidada para o 14º Festival Internacional de Poesia que se iniciou ontem em Havana.

Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González foram detidos no sul da Flórida, onde se infiltraram em grupos extremistas anti-cubanos que planejavam a realização de ações terroristas contra a nação do Caribe.

Fonte: Agência Cubana de Notícias.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

RÉPLICA DO JORNAL GRANMA


Granma rejeita versões da imprensa estrangeira em torno das medidas tomadas em Cuba para economizar combustível.

Havana, 25 maio (RHC).- O jornal cubano Granma rejeitou informações tergiversadas de alguns correspondentes de imprensa estrangeiros em Havana em torno das medidas que o governo de Cuba vai aplicar a partir de primeiro de junho para economizar combustível.

Em resposta intitulada Nem fantasmas, nem Apocalipse, o jornal faz referência a uma informação da agência britânica Reuters que desvirtua a realidade cubana e, preconceituosa, interpreta mal os artigos publicados em Granma, e as declarações de funcionários do governo, dando praticamente o volta dos apagões como fato consumado.

“O correspondente não entendeu a mensagem. A palavra apagão aparece nos textos para alertar sobre a necessidade de evitar o excesso de consumo. Só se não for assim, haverá apagões”, clarifica o jornal Granma.

O jornal menciona os impactos econômicos negativos no país, motivados pela crise global do capitalismo, e realça que o repórter da Reuters minimiza a riqueza do capital humano da sociedade da Ilha, que, por isso, sempre dá a volta por cima em situações difíceis.

O governo cubano convoca sua população a assumir responsavelmente importantes tarefas, para não dispensar dezenas de milhares de trabalhadores, nem fechar escolas, ou hospitais, ou eliminar os principais benefícios da previdência social.

Encerrando o artigo, Granma afirma que não se trata de criticar o trabalho de colegas das agências internacionais, e sim lhes recomendar a necessária objetividade na difusão das noticias.

Fonte: RHC

O COMUNICADO DO GRANMA:


Nem fantasmas nem apocalipse

Alberto Nuñez Betancourt

• Frequentemente a gente lê noticias de agências de imprensa internacionais que no refletem com objetividade a realidade cubana. Tal é o caso duma recente notícia da Reuters que, com prejuízo e má interpretação de artigos publicados no Granma e de declarações de funcionários do governo, quase afirmam, qual fantasma na cena, o retorno dos blecautes.

O correspondente não entendeu a mensagem. Cada vez que utilizamos o vocábulo "blecaute" nos textos referidos tem sido para alertar da necessidade de evitar o sobre consumo, pois, de não ser assim, haverá blecautes.

Não se desconhece a difícil situação econômica que Cuba enfrenta, motivada pela crise global do capitalismo, a qual tem lógicos impactos no nosso país, com as agravantes de enfrentar também uma guerra econômica (mais que bloqueio) de cinco décadas e a perda de US$ 10 bilhões como consequência da passagem de três furacões pelo território nacional.

O colega da agência britânica subestima que nossa sociedade tem no homem sua maior riqueza.

É por isso que, apelando uma e outra vez à participação de todos, Cuba sai airosa de situações complexas.

Os profissionais da imprensa sabem, porque moram aqui, que em Cuba gestão de governo e gestão de povo vão de mãos dadas.

Pretende-se dar uma imagem apocalíptica de Cuba porque convoca a sua população a assumir com responsabilidade a tarefa de enfrentar os efeitos negativos de uma crise econômica e financeira que esta atingindo todo o planeta.

E o fazemos a diferença de outros países, contando com o povo para não desempregar dezenas de milhares trabalhadores, nem fechar escolas ou hospitais nem eliminar os principais benefícios da previdência social.

Dessas questões vitais não terão matéria-prima para elaborar suas notícias.

O primeiro fruto que constata nossa redação nestes momentos desses apelativos publicados por Granma é a resposta consciente de muitas administrações e dos trabalhadores da necessidade de duplicar os esforços para popupar, mediante a adoção de medidas práticas em favor do uso mais racional dos recursos.

Depois dum extraordinário esforço do Estado nos últimos anos, Cuba dispõe de suficiente capacidade de geração elétrica. As irregularidades que ocorrem respondem sobretudo a interrupções motivadas por necessárias labores nas redes para reabilitá-las e modernizá-las.

Mas a seguridade do serviço de eletricidade que numa percentagem elevada desfrutamos (o 100% não é possível por motivos de manutenção e imponderáveis como avarias) não significa sobre consumo e esbanjamento. Se em qualquer tempo é valido e inteligente poupar, no presente, de crise e instabilidade no preço dos combustíveis, esse lema se torna mais que imprescindível.

Daí o símile utilizado de que em termos econômicos não poupar equivale à morte. Mas a frase expressada pelo ministro-presidente do Banco Central de Cuba, Francisco Soberón, no Congresso dos economistas cubanos, em novembro de 2005, no tem nenhum pessimismo, pois ela, mesmo que nossa consigna política de Pátria ou Morte!, concluirá também com a irrenunciável decisão de Venceremos!

Venceremos porque o objetivo não é afetar os serviços básicos da população senão, como tem insistido tanto o líder da Revolução, encontrar na poupança a fonte mais próxima e segura de receitas; é aí onde temos as maiores potencialidades.

Outra menção das agências estrangeiras é que Cuba importa uns 92 mil barris diários de petróleo procedente da Venezuela em condições preferenciais de financiamento, como se fosse uma operação subvencionada, sem consignar que o montante faz parte dum convênio devidamente estabelecido e que é absolutamente retribuído.

A aplicação próxima dum plano rigoroso para o controle diário da utilização de combustíveis e outros insumos pretende propiciar o uso ótimo de todos os recursos, incluído o humano; de responsabilizar às administrações com a eficiência; comprometê-las com um melhor trabalho na contabilidade, nos custos e noutros parâmetros principais da economia e, o mais importante, produzir sem mentalidade esbanjadora.

Não pretendemos criticar o trabalho de colegas de agências internacionais, mas sim sugerir-lhes a necessária objetividade na difusão das notícias. Os fantasmas e a apocalipse vão colapsar frente ao otimismo do nosso povo, vencedor de inumeráveis batalhas. E nesta, não vai ser menos. Aqueles que pensem o contrário, vão ficar com vontade. •

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL


Nada Pode Ser Improvisado No Haiti

Há cinco dias li uma notícia informando que Ban Ki-moon nomearia Bill Clinton como seu enviado especial para o Haiti.

“Clinton acompanhou no passado mês de março o Secretário-geral em uma visita oficial de dois dias ao Haiti –-afirma o telex— para apoiar o plano de desenvolvimento elaborado pelo Governo de Porto Príncipe, que procura acordar a aletargada economia haitiana.

“O ex-presidente tem mantido um notável compromisso filantrópico com a nação antilhana através da Iniciativa Global Clinton.

“É uma honra aceitar o convite do Secretário-geral para ser o enviado especial para o Haiti”, declarou o ex mandatário.

“Clinton assinalou que o povo e o Governo do Haiti têm a capacidade de ultrapassar os graves prejuízos que causaram as quatro tormentas que destroçaram o país no ano passado”.

No dia seguinte, a mesma agência de notícias informava que a senhora Clinton, Secretária de Estado, plena de júbilo, declarou que “Bill era um enviado estelar”. Por sua parte, “o Secretário da ONU confirmou que tinha nomeado Clinton como seu novo enviado especial para o Haiti. Estivemos juntos nesse país há dois meses e sua presença ajudou para levantar a consciência da comunidade internacional sobre os problemas do país caribenho.

“A ONU teme que após um período de vários anos de relativa calma escorada pela MINUSTAH a instabilidade política volte ao país.”

No novo telex volta a ser repetida a história dos “quatro furacões e tormentas que causaram 900 mortos, ocasionaram 800 mil danificados e destruíram a escassa infra-estrutura civil do país”.

A história do Haiti e sua tragédia é muito mais complexa.

Depois dos Estados Unidos que proclamaram a soberania em 1776, o Haiti foi o segundo país deste hemisfério que conquistou a independência no ano 1804. No primeiro caso, os descendentes brancos dos colonos que fundaram as 13 colônias inglesas, crentes fervorosos, austeros e instruídos, que eram proprietários de terras e de escravos, sacudiram o jugo colonial inglês e desfrutaram da independência nacional, não assim a população autóctone, nem os escravos africanos ou seus descendentes, que careciam de todo direito, apesar dos princípios incluídos na Declaração de Filadélfia.

No Haiti, onde mais de 400 mil escravos trabalhavam para 30 mil proprietários brancos, pela primeira vez na história da humanidade os homens e mulheres submetidos ao odioso sistema foram capazes de abolir a escravatura, manter e defender um estado independente, lutando contra soldados que tinham colocado de joelhos as monarquias européias.

Aquela etapa coincidiu com o auge do capitalismo e o surgimento de poderosos impérios coloniais, que dominaram as terras e os mares do planeta durante séculos.

Os haitianos não foram os culpados de sua atual pobreza, senão as vítimas de um sistema imposto ao mundo. Não inventaram o colonialismo, o capitalismo, o imperialismo, o intercâmbio desigual, o neoliberalismo nem as formas de exploração e pilhagem que têm imperado no planeta durante os últimos 200 anos.

O Haiti dispõe de 27 750 quilômetros quadrados de superfície onde, segundo estimativas confiáveis, a população já atingiu, em 2009, a cifra de 9 milhões de habitantes. O número de pessoas por quilômetro quadrado de terra cultivável se eleva a 885, um dos mais altos do mundo, sem desenvolvimento algum de indústrias ou outros recursos que lhe permitam adquirir o mínimo de meios materiais indispensáveis para a vida.

No campo habita 53 por cento da população. A lenha e o carvão constituem o único combustível doméstico disponível para grande parte das famílias haitianas, o que dificulta o reflorestamento. A ausência de florestas, que com o solo enchido de folhas, ramas e raízes, retêm a água, facilita o prejuízo humano e econômico que as chuvas intensas ocasionam em povoados, caminhos e culturas. Os furacões, como é sabido, causam consideráveis danos adicionais, que serão cada vez maiores se o clima continuar mudando aceleradamente. Não é um segredo para ninguém.

Nossa cooperação com a população do Haiti começou há dez anos, quando precisamente os furacões George e Mitch açoitaram o Caribe e países da América Central.

René Preval exercia o cargo de Presidente do Haiti e Jean-Bertrand Aristide era chefe de Governo. O primeiro contingente de 100 médicos cubanos foi enviado no dia 4 de dezembro de 1998. A cifra de colaboradores cubanos da saúde no Haiti se elevou posteriormente para mais de 600.

Naquela ocasião foi criada a Escola Latino-americana de Medicina, ELAM, onde estudam atualmente mais de 12 mil jovens latino-americanos. A partir dessa altura foram concedidas aos jovens haitianos centenas de bolsas de estudo na Faculdade de Medicina de Santiago de Cuba, uma das mais experimentadas do país.

No Haiti o número de escolas primárias tinha crescido e ia avançando. Até as famílias mais humildes anseiam que seus filhos estudem, como única esperança de que possam sobreviver à pobreza trabalhando dentro ou fora de seu país. O programa cubano de formação de médicos foi bem recebido. Os jovens selecionados para estudarem em Cuba tinham uma boa preparação básica, herança talvez dos avanços da França nesse terreno. Deviam empregar um ano no curso pré-médico, que incluía também a língua Espanhola. Tem constituído uma boa canteira de médicos de qualidade.

Em nossas faculdades médicas se formaram como especialistas em Medicina Geral Integral 533 jovens haitianos, deles, 52 estudam em Cuba uma segunda especialidade que se necessita atualmente. Outro grupo de 527 ocupam as matrículas que lhe correspondem à República do Haiti.

Nesse país trabalham na atualidade 413 profissionais cubanos da saúde que prestam gratuitamente seus serviços a esse povo irmão. Os médicos cubanos estão presentes nos dez departamentos do país e em 127 das 137 comunas. Também emprestam serviços mais de 400 médicos haitianos formados em Cuba, e os alunos do último ano da carreira que realizam a prática docente no próprio Haiti ―junto dos nossos médicos―, o que faz um total de mais de 800 jovens haitianos consagrados aos serviços médicos em sua Pátria. Essa força crescerá cada vez mais com os novos graduados haitianos.

O desafio foi duro, os médicos cubanos se encontraram com problemas difíceis. A mortalidade infantil era superior a 80 por cada mil nascidos vivos, a perspectiva de vida estava por baixo dos 60 anos, a prevalência do AIDS na população adulta no ano 2007 atingia a cifra de 120 mil cidadãos. Dezenas de milhares de crianças e adultos de diversas idades ainda morrem cada ano por enfermidades infecto-contagiosas como tuberculose, malária, diarréias, dengue e por desnutrição, por apenas assinalar alguns indicadores. O próprio HIV já é uma doença que pode ser encarada e garantir a vida dos pacientes. Mas isso não se consegue em um ano; resulta imprescindível uma cultura de saúde, que o povo haitiano adquire com crescente interesse. Observam-se avanços que demonstram a possibilidade de melhorar consideravelmente os indicadores de saúde.

Em três centros oftalmológicos criados no Haiti, foram operados da vista 37109 pacientes. Os casos que ali não podem ser operados por sua complexidade são remetidos para Cuba, onde são atendidos sem custo algum.

Com a cooperação econômica da Venezuela, estão sendo criados 10 Centros de Diagnóstico Integrais, equipados com tecnologia moderna que já foi adquirida.

Mais importante do que os recursos que a comunidade internacional possa fornecer, é o pessoal humano que utilize tais recursos.

Nosso modesto apoio ao povo do Haiti tem sido possível apesar que os ciclones de que falou Clinton também nos golpearam. Uma boa prova de que o que tem faltado no mundo é a solidariedade.

Também se poderia falar da contribuição cubana nos programas de alfabetização e em outros campos, apesar dos nossos limitados recursos econômicos. Porém não desejo me estender nem resulta desejável fazê-lo para falar a respeito da nossa contribuição. Centrei-me na saúde, porque é um tema iniludível. Não tememos que outros façam aquilo que estamos fazendo. Os jovens haitianos que se formam em Cuba estão se tornando nos sacerdotes da saúde, que em número crescente esse povo irmão requer.

O mais importante é a criação de novas formas de cooperação de que tanto precisa este mundo egoísta. Os organismos das Nações Unidas podem testemunhar que Cuba está contribuindo com o que eles classificam de Programas Integrais de Saúde.

Nada pode ser improvisado no Haiti e nada será fruto do espírito filantrópico de instituição alguma.

Ao projeto da Escola Latino-americana de Medicina, foi acrescentado mais tarde o novo programa de formação em Cuba de médicos procedentes da Venezuela, da Bolívia, do Caribe, e de outros países do Terceiro Mundo, na medida em que seus programas de saúde o demandavam com urgência. Hoje ultrapassam a cifra de 24 mil jovens do Terceiro Mundo os que estudam Medicina em nossa Pátria. Ajudando a outros nos temos desenvolvido também nesse campo, e constituímos uma força importante. Isso, e não o roubo de cérebros, é o que praticamos! Podem afirmar a mesma coisa os países ricos e super-desenvolvidos do G-7? Outros seguirão nosso exemplo! Ninguém o duvide!

Fidel Castro Ruz

24 de maio de 2009

16h17

domingo, 24 de maio de 2009

OPINIÃO


A revolução é um direito de Cuba

Por Manuel E. Yepe (Cubadebate)
editorweb@radioangulo.icrt.cu

Maio, 24 – “A administração do Presidente Barack Obama deveria trabalhar para reincorporarão de Cuba aos organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional", disse Paulo Nogueira Batista, um funcionário do Fundo, representante do Brasil e um grupo outros 8 países da América Latina no FMI, durante uma conferência sobre turismo mundial, que teve lugar em meados de maio na cidade brasileira de Florianópolis. O convite não é algo excepcional. Na verdade, ele juntou-se aos muitos que, tanto nos Estados Unidos, como em outras nações, manifestam-se constantemente contra o bloqueio econômico contra Cuba, que quase unanimemente, tem sido condenado pela comunidade mundial na Assembléia Geral das Nações Unidas, ano após ano.

Estas são denúncias, que fazem parte de uma crítica mais ampla à política dos Estados Unidos contra Cuba, que atualmente aparecem em muitos cenários, tais como o caso dos pronunciamentos em favor da reincorporarão de Cuba à Organização dos Estados Americanos, que proliferaram durante a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, embora se saiba que Cuba rejeitaria essa reintegração.

É tangível a contradição que existe entre o significado das promessas de mudanças, que proporcionaram ao novo presidente dos Estados Unidos sua eleição. Para as massas de eleitores alienadas, significam muitas demandas sociais, não obstante a riqueza do país; enquanto que, para as elites, que detêm o poder real, as mudanças de Obama significam correções necessárias para evitar o colapso de uma ordem imperial seriamente ameaçada.
Mas, a impunidade com que a superpotência tem permitido manter o bloqueio sobre a pequena ilha vizinha, há meio século, num claro crime lesa-humanidade, destaca a iniqüidade e o absurdo desta ordem mundial que está sujeita o planeta; e também mostra que não se limita a fatores econômicos, mas tem influenciado profundamente a orientação política de muitas pessoas e grupos sociais.

É evidentes que, hoje, nos Estados Unidos são muitos e mais fortes os interesses que se mobilizam contra o bloqueio econômico contra Cuba, a proibição de viagens de americanos a Cuba e à ausência de relações oficiais com a ilha antilhana.
Mas, é irrefutável que mesmo a maioria daqueles que defendem um retorno à normalidade dos laços diplomáticos, econômicos, culturais e de todo tipo entre os dois países, se vêm obrigados, (pelas marcas de cinquenta anos de mal-intencionadas campanhas de difamação), a justificar esta posição retificadora, com o argumento de que se a revolução cubana não pode ser derrotada com estratagemas agressivos utilizados até agora, é necessário utilizar-se de outros, mais sutis.

São uma minoria, mesmo nos Estados Unidos, creio, aqueles que defendem ou apóiam uma mudança na política norte americana em relação a Cuba, com base no argumento de que a revolução é um direito inalienável dos povos de todas as nações e os cubanos têm sido obrigados a exercer esse direito, sempre dificultados por uma injustificável hostilidade da maior potência militar e econômica do mundo, o seu vizinho mais próximo.

Portanto, não é surpreendente encontrar agora raivosos defensores das políticas mais terroristas dos EUA contra Cuba propagarem a idéia de mudança de método, sem alterar os objetivos, derrotar a revolução cubana. Entre eles os cubanos que vivem nos Estados Unidos que fizeram da agressão contra Cuba seu meio de subsistência, através da exploração dos abundantes recursos financeiros alocados por Washington para este fim.

É evidente que esta ideia de tentar derrotar a revolução cubana a partir do interior não é peculiar a nova corrente política norteamericana e dos contrarevolucionários cubanos, servidores de Washington. Ninguém ignora que os governos de quase todas as nações do Norte aconselham, há muitos anos, os governos da superpotência levantarem o bloqueio, temendo tanto o exemplo de resistência de Cuba, como o exemplo de prepotência do EUA.

Mas a revolução cubana (cujo povo e seus líderes têm dado mostra de determinação e capacidade para enfrentar as mais complexas batalhas para afirmar a sua identidade e seus direitos populares) não seria verdadeira se não fizesse do enfrentamento ideológico, seu terreno de luta por sua reafirmação.

A propaganda contra a revolução pagas pelos Estados Unidos acunhou, como slogan, que Cuba aproveitava o bloqueio para justificar os seus erros e deficiências, enquanto que, verdadeiramente se tratava de isolar, esfomear e desencorajar o espírito dos cubanos para levarem a diante o belo projeto revolucionário ao que o povo não renunciou e jamais renunciará, até vê-lo convertido em uma realidade.

Original se encontra em: http://www.radioangulo.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=4826&Itemid=36

Tradução: Robson

NOTÍCIAS CUBA


Empregos para jovens são priorizados na Província de Guantánamo

Por: Yaqueline De la Rosa

Guantánamo, 22 Maio - A província mais oriental de Cuba eleva o número de jovens empregados, com a inserção neste ano de mais de 3.200 deles, nos 10 municípios do território, uma conquista desta província cubana, que prioriza a atenção para este setor da população.
O resultado é fruto da criação de novas vagas e busca de alternativas realizado conjuntamente pelo Ministério do Trabalho e organismos, como da Agricultura, Cultura, Saúde, Habitação e da Indústria Açucareira, os mais destacados esforços de incorporar as garotas e garotos desocupados que existem em Guantánamo.

Os municípios mais beneficiados pela implementação de novos locais são Guantánamo, El Salvador, Yateras, Niceto Pérez e Baracoa, onde os jovens estão integrados no trabalho agrícola, Joven Club de Computação, promoção cultural, os programas prioritários da Revolução de Saúde e Educação, entre outros empregos.

Outra mostra das vantagens oferecidas pelo Estado cubano aos jovens é a oferta de vagas de emprego para diplomados do ensino técnico e universitário, aos licenciados do serviço militar, liberados ou excluídos, que dispõem de possibilidades e atenção para incorporarem-se de maneira útil para a sociedade.

Original encontra-se em: http://www.radioguantanamo.cu/Noticias/Articulos/priorizan_empleo_jovenes080676.html
Tradução: Robson.

NOTÍCIAS CUBA


Cuba impulsiona processo de investimentos em província oriental
Escrito por Camila Carduz

Cuba impulsiona hoje um processo de investimentos econômicos para melhorar a qualidade de vida da população da província oriental de Santiago de Cuba, principalmente, na reabilitação do aqueduto e moradias.

O plano desenhado para ampliar e diversificar os serviços na cidade santiaguera avança sem concessões à improvisação, expressou o vice-presidente cubano Ramiro Valdés durante uma visita a essa região à frente de uma comissão ministerial.

O também ministro da Informática e as Comunicações, reconheceu o espírito de trabalho e a busca de alternativas para enfrentar as dificuldades, segundo informou o jornal Granma.

Valdés também pediu que se reverta o desperdício e que se conceitue a economia como a fonte de entrada mais segura e imediata do território.

Nesse sentido, reuniu-se com o setor empresarial e criticou a província por se exceder na despesa prevista de eletricidade, ao mesmo tempo em que alertou aos 83 grandes consumidores a redobrar a eficiência e ajustar aos planos.

A comissão ministerial, integrada também pela ministra de Indústria Básica, Yadira García, avaliou a produção local de medicamentos, a substituição de importações em vários setores e a entrada em exploração da terceira unidade de 100 megawatts da termoelétrica Rendi.

Igualmente revisaram os investimentos que se mantêm em execução, entre eles, as da Geominera Oriente, dirigida à exploração de ouro na localidade de El Cobre, localizada nessa província.

Valdés qualificou de positiva a reabilitação das redes e condutoras de água na cidade de Santiago de Cuba e visitou algumas instalações como a planta potabilizadora de Quintero, em fase de provas técnicas.

Durante seu percurso conversou nesse território com a população do Distrito José Martí sobre a reabilitação do aqueduto.

Na segunda comunidade residencial do país construída sobre a base do modelo de moradias denominadas petrocasas, reconheceu que este é um exemplo de integração regional e do uso racional dos recursos.

Fonte: Prensa Latina

quinta-feira, 21 de maio de 2009

EVENTOS DE SOLIDARIEDADE


“FIZEMOS UMA REVOLUÇÃO MAIOR QUE NÓS MESMOS”: 50 ANOS DA VITÓRIA CUBANA E A AMÉRICA LATINA
Semana Acadêmica da História: 25 a 29 de maio
Pantheon, IFCH, Campus do Vale

PROGRAMAÇÃO

25 de maio - segunda-feira
Manhã: Independência e imperialismo na América pré-revolucionária
* Revolução na América Latina e em Cuba: César Guazzelli
* Expansionismo estadunidense: Suzana Bleil
Noite: O processo revolucionário
* Revolução Guatemalteca: Marcos Machry
* Revolução Cubana: a Vitória da Guerrilha: Claudia Wasserman
* A visão estadunidense: Bruno Henz Biazetto

26 de maio - terça-feira
Manhã: Consolidação do governo, Che e o internacionalismo
* Organização: Laurence Würdig Gonçalves
* Consolidação da Revolução Cubana: Ubiratan
* Che Guevara: Charles Sidarta Machado Domingos
Noite: Educação e saúde. De Cuba para o mundo
* Educação: Marco Rodrigues
* Saúde: Ricardo Haesbaert

27 de maio - quarta-feira
Manhã: Intervencionismo Ianque e a doutrina de Segurança Nacional
* Doutrina de Segurança Nacional: Enrique Padrós
* Ataques estadunidenses a Cuba: Rui Guimarães
Noite: “Façamos 1, 2, 3 Vietnã”: impacto da revolução na América Latina
* Brasil: Davi Ruschel
* Argentina: Caroline Bauer
* Uruguai: Ananda Simões

28 de maio - quinta-feira
Manhã: A queda da URSS e o período especial
* Queda da URSS: Luiz Dário
* O período especial: Ruth Ignácio
Noite: Pelo voto ou pela arma: casos do Chile e Nicarágua
* Chile: Silvia
* Nicarágua: Carlo Hess
* Educação em Cuba: Vera Peroni

29 de maio - sexta-feira
Manhã: “Não estamos numa época de mudanças, mas numa mudança de época”:
ALBA e o contexto atual da América Latina
* ALBA: a integração latino-americana: Vicente Ribeiro
* O Socialismo do século XXI: Carla Ferreira
Noite: A crise capitalista e o futuro do socialismo
* Crise: Luiz Miranda
* A vitória cubana 50 anos depois: Raul Pont

Atividades nas tardes (sempre com inicio às 13:30):
2ª feira: Exibição dos Filmes "Che - o argentino" e "Che - A guerrilha"
3ª feira: “O papel da mulher na revolução” com Eliane de Moura Martins, graduada em História pela UFSM e dirigente do MTD e depoimento de Ignez e Maria Serpa.
4ª feira: Oficina “Pesquisa e ensino: O intelectual "Che" com Daniela Conte, mestranda da UFRGS e "Como levar o estudo das Revoluções para o público em geral. Fanzines sobre a EZLN" com Rodrigo Leites, Historiador da FAPA.
5ª feira: Relatos de viagem + apresentação de trabalhos
6ª feira: Exibição do documentário "Soy Cuba" e "Entrevista com Fidel".

Horários de início das atividades
Manhã: 8:30
Tarde: 13:30
Noite: 18:30

Forneceremos certificados de 20hs, 40hs e 60hs.
Custo do certificado: R$7,00
Para as pessoas que não optarem pelo certificado a entrada é franca!
Lembramos que as inscrições podem ser feitas por e-mail (chist.ufrgs@yahoo.com.br) ou no local das atividades.

Fonte: http://zurdo-zurdo.blogspot.com/2009/05/semana-academica-2009-ufrgs-fizemos-uma.html

Ainda:
União da Juventude Comunista(UJC) convida para o debate:

Revolução Cubana - 50 anos:
As conquistas e os desafios do Socialismo em Cuba


Dia: 27/05 (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Bloco C - Sala 03 - Unesc - Criciúma/SC.

* Com exposição de trechos do documentário "Um dia com Fidel"

NOTÍCIAS CUBA


Cuba encara o envelhecimento populacional com uma política clara e coerente

Havana, 21 maio (RHC)- Cuba é um dos poucos países latino-americanos que possui uma política clara e coerente para enfrentar o crescente envelhecimento populacional, afirmou o vice-ministro cubano da Saúde Pública Lorenzo Somarriba.

Abrindo o 7º Congresso Internacional Longevidade Satisfatória, em Havana, Somarriba explicou que a Ilha conta com uma estratégia encaminhada à formação de recursos humanos e ao estabelecimento de serviços especializados para a terceira idade.

O funcionário explicou que o país tem 227 Casas do Avô e 132 mil idosos recebem assistência domiciliar.

O encontro, que reúne 210 delegados de 10 países, foca no tema Mulher e Longevidade, e discute alimentação, saúde, atividade física, cultura e meio ambiente.

Fonte: RHC

IV CONVENÇÃO ESTADUAL RIO DE JANEIRO DE SOLIDARIEDADE A CUBA


Seminário e Festa pelo Triunfo dos 50 Anos da Revolução Cubana

A Associação Cultural José Martí - RJ promove o Seminário Internacional e a IV Convenção Estadual-RJ de Solidariedade a Cuba. 50 anos do Triunfo da Revolução Cubana.

Data: 08 e 09 de junho de 2009
Local: Campus da Prai Vermelha da UFRJ

Dia: 08.06.2009
16:30h - 17:30h Credenciamento
17:30h - 20:30h Abertura e 1o Tema

Dia: 09.06.2009
09:00h - 17:30h Temas, Grupos e Plenária
17:30h - 20:30h Abertura e 1o Tema

Festa Cubana

Dia: 09.06.2009
Horário: 18:30h - 23:00h
Local: SEAERJ - Rua do Russel, 01 - Glória (Est. Metrô Glória - Saída Outeiro)
Estacionamento interno e externo

Preço do Convite R$ 40,00

Com direito a:
Almoço: Entrada - Comida cubana típica
Sobremesa - Pudim e sorvete
Bebidas: Mojito, sangria, refrigerantes, água mineral e café
Música: cubana, latino-americana e muita dança!!!

Venda de convites antecipada: 2532-0557.

V CONVENÇÃO GAÚCHA DE SOLIDARIEDADE A CUBA.


V Convenção Gaúcha de Solidariedade a Cuba.

Usina do Gasômetro, dia 31 de maio de 2009.

Porto Alegre/RS

III CONVENÇÃO PAULISTA DE SOLIDARIEDADE A CUBA



III Convenção Paulista de Solidariedade a Cuba.

R. Tabatinguera, 192 - Centro - São Paulo - Capital.

Dia 30/5 a partir das 8:30 h.

Maiores detalhes, clique na imagem.

terça-feira, 19 de maio de 2009

JOSÉ MARTI


Herói Nacional cubano recebe homenagem em aniversário 114 de sua queda.

HAVANA, Cuba, 19 maio (ACN) O Herói Nacional de Cuba José Martí recebeu o tributo dos habitantes de Santiago de Cuba no 114º aniversário de sua queda em combate. O cemitério de Santa Ifigênia, onde jazem seus restos, foi testemunha da cerimônia solene dedicada a essa data.

Os soldados da guarda de honra colocaram ao pé do monumento no Mausoléu de José Martí, as coroas de flores enviadas por Fidel e Raúl Castro, pelo povo de Cuba e pelos Conselhos de Estados e de Ministros.

Durante o dia, cadetes da Escola Nacional de Tropas Especiais “Baraguá” e alunos da Escola Militar “Camilo Cienfuegos” de Villa Clara, cuidaram do túmulo do Mestre.

Estes jovens se somarão à guarda de honra rendida ao Apóstolo em sua tumba a propósito da efeméride, e em datas como o 24 de fevereiro, 28 de janeiro, 10 de outubro e 02 de dezembro (respectivamente dia do levantamento armado em Baire, natalício de Martí, começo das lutas pela independência e desembarco do iate Granma).

A atividade patriótica contou com uma representação do povo de Santiago e esteve presidida por Lázaro Expósito, membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e primeiro secretário dessa organização na província, dirigentes, e oficiais das Forças Armadas e o Ministério do Interior.

José Martí caiu em combate em Dois Rios, em 19 de maio de 1895, abatido por uma bala espanhola.

FONTE: Agência Cubana de Notícias.

Fonte: Prensa Latina

Leia também este excelente texto publicado no Granma:

Cuba não deixou Martí morrer

"A morte não é verdade, quando
se cumpriu bem a obra de toda a vida."
José Martí

Yenia Silva Correa

• JOSÉ Martí teve um privilégio que poucos tiveram: é tão vasta sua obra, que não o deixou morrer. A transcendência de seu pensamento e a vigência de sua prédica se constatam na sociedade que Cuba constrói para seus cidadãos, um modelo social que constrasta com um mundo capitalista que o Herói Nacional o qualificou de monstruoso e que, atualmente, é cada dia mais selvagem.

Fiel herdeiro do ideário martiano, o povo cubano torna sua unidade em torno ao Partido, a Fidel e a Raúl, a arma principal da Revolução. Na foto, momento da marcha de 1º de maio, frente ao monumento ao Apóstolo que leva seu nome, na Praça da Revolução.

Fiel herdeiro do ideário martiano, o povo cubano torna sua unidade em torno ao Partido, a Fidel e a Raúl, a arma principal da Revolução. Na foto, momento da marcha de 1º de maio, frente ao monumento ao Apóstolo que leva seu nome, na Praça da Revolução.

Apenas começava a guerra de 1895 e, já em 19 de maio, a Revolução perdia sua principal figura e organizador na emigração, que reunia em seu proceder e seu verbo o ponto culminate do pensamento revolucionário do século 19.

Após sua queda e três anos de combates contra a decadente metrópole espanhola, não sobreveio a República de justiça e igualdade à qual tantos desvelos e sacrifícios dedicou nosso Herói Nacional no exílio. O triunfo dos mambises sumiu nas armadilhas colocadas oportunamente pelos Estados Unidos.

Recém-inaugurada a pseudorrepública, num ambiente constitucional sem independência, é reconhecida a necessidade de continuar a missão inconclusa de Martí para obter a soberania arrebatada. "Se não praticarmos de novo as doutrinas e não observarmos os métodos do Apóstolo, sua obra ficará descumprida". Isso dizia Juan Gualberto Gómez nos primórdios do século 20 e suas palavras não foram letra morta.

Quando o tempo deslocou a geração que conheceu o Mestre e lutou junto a ele por Cuba, outros se identificaram com seu pensamento independentista e revolucionário.

Na segunda década do passado século, figuras de vanguarda como Rubén Martínez Villena e Julio Antonio Mella, retomaram de Martí — nas condições sociais e políticas de seu tempo — concepções como a necessidade de fundar um partido para dirigir e unir e manter o eterno vínculo com a classe operária, força motriz da revolução.

Seguiam o caminho de Martí, o mesmo que fundou o Partido Revolucionário Cubano e aglutinou os emigrados cubanos de Tampa e Key West em prol da causa independentista.

A continuidade do legado martiano caracterizou-se pelo anti-imperialismo. Com sua visão vaticinadora dos fatos advertiu sobre as intenções dos Estados Unidos com Cuba e a América Latina e o tempo deu-lhe a razão. A nova potência americana baseou seu poder político no hemisfério na dominação econômica.

Quando mais se evidenciou o carácter imperialista da política estadunidense em relação à maior das Antilhas, mais vozes cubanas se levantaram denunciando a ingerência e a humilhação que impunha a nação do Norte; maior vigência tiveram os discursos e ensaios que Martí pronunciou e escreveu nos Estados Unidos prevendo o perigo que representariam para Cuba e a América Latina.

Apesar de o pensamento revolucionário, anti-imperialista e independentista de nosso maior pensador ter repercussão na ação e no pronunciamento de importantes figuras dos primeiros anos do século 20, não foi até a década de 1950 que toda uma geração se apropriou de seu ideário, decidida a materializar pela via das armas, a única possível, a Revolução antes frustrada por inexperiências e erros.

Novamente, como nos tempos do Mestre, preparou-se secretamente uma expedição a Cuba, juntaram-se todas as forças em torno a um objetivo comum e começou a luta pelo leste do país, só que, desta vez, se conseguiu a vitória. Assim como José Martí sintetiza o mais elevado do pensamento revolucionário cubano do século 19, conjugando o ideal libertário com uma visão humanista e latino-americanista, a partir de 1959 nasceu em Cuba uma nova sociedade, baseada em princípios fundamentais de seu ideário.

Foi então que o legado do Herói Nacional atingiu sua maior dimensão. A dignidade plena do homem e o humanismo, unidos ao anti-imperialismo e ao latino-americanismo, são valores que a Revolução cubana defende, herdados da ética martiana.

Por isso, Martí não viveu e morreu em seu tempo. Renova-se em cada circunstância, em cada nova batalha, tornando-se guia e alicerce de uma nação que soube ser consequente com sua história.

Fonte: Granma

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