
O Presidente Zelaya dá ultimato aos golpistas
Manágua, 13 jul (PL) O Presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, deu hoje um ultimato aos golpistas até o fim de semana para ser restabelecido no seu posto ou, do contrário, aplicará outras medidas
Na coletiva de imprensa, nesta capital (Manágua) , o presidente afirmou que o governo de fato deve acatar as resoluções da ONU, da OEA, do Grupo do Rio e da ALBA e outras organizações regionais.
“Se não ocorrer assim, considerarei fracassada a mediação que se realiza na Costa Rica”, ele advertiu.
“Nós estamos tomando outras medidas para meu pronto retorno ao país. Os militares devem recuar, não levantar baionetas contra o povo”, disse ele.
“Eu defendo valores, demonstraremos que as idéias podem ser mais do que os exércitos”, disse.
Ao mesmo tempo, expressou que não há nenhuma negociação em San Jose, senão conversações para fazer cumprir com todas as resoluções e a Constituição de Honduras.
Zelaya rechaçou reunir-se com o presidente de facto, Roberto Micheletti, porque não é possível fazê-lo “com quem violou sua casa e a sua Carta Magna”.
“Este é um executivo ilegítimo e ditatorial, que reprimi o povo e viola os seus direitos”, disse o chefe de Estado.
Neste sentido, ressaltou que incluso os membros de sua equipe que viajaram para a Costa Rica para participar nas conversações, tiveram cortados os seus telefones e apreendidos os seus cartões de crédito.
Entretanto, prefeitos e deputados da oposição ao golpe estão sendo hostilizados por um regime ilegal e repressivo, salientou.
Apesar de todos os ataques, ele acrescentou, “o povo hondurenho está nas ruas, o país está semi-paralisado. Diante desta situação, a comunidade internacional não pode permanecer em silêncio”.
“Arrancaremos os golpistas do poder, que massacram o povo”, disse ele.
Original em: SIERRA MAESTRA
Tradução: Robson
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